Renan e Marx Beltrão “trombam” durante evento em Maceió
   21 de agosto de 2017   │     22:56  │  0

Renan Calheiros e Marx Beltrão já não falam mais a mesma linguagem – ao menos na política. O senador e o ministro do Turismo participaram, nesta segunda-feira, pela manhã, no Centro Social da Fetag/AL, em Maceió, do movimento SOS Agricultura Familiar (veja texto anterior).

Os dois, como já se sabem, estão estão em campos opostos quando se trata do governo Michel Temer. E talvez por isso tenham trocado farpas – literalmente – em seus discursos aos agricultores.

Marx Beltrão disse que está trabalhando para liberar até R$ 10,2 milhões para o Programa de Aquisição de Alimentos em Alagoas.

O ministro acenou com a promessa – após cortes de 90% no orçamento (de R$ 24 milhões para R$ 2,5 milhões) destinado aos agricultores de Alagoas pela Conab/MDS. Segundo Marx, os produtores poderiam ser atendidos com um redirecionamento de recursos do Ministério do Desenvolvimento Social. Beltrão disse que havia conversado sobre a possibilidade com o ministro Osmar Terra, do MDS.

Renan Calheiros falou logo após o ministro. E não poupou críticas aos cortes que o governo Temer tem feito de programas sociais.

Para o senador, o caminho é do o enfrentamento: “isso não pode acontecer (os cortes). Nós temos que exigir, não ficar anunciando besteira, vou liberar isso, vou liberar aquilo. Vai liberar nada. O governo não está cumprindo seus compromissos, não está cumprindo o orçamento, como é que esse governo que não tem compromisso com a população, vai dar o que ela merece e o que ela precisa?”.

Quem estava no evento percebeu que os “desencontros” entre Marx Beltrão e Renan Calheiros vão além da posição em relação ao governo federal. O desconforto dos dois, que estavam lado ao lado, embora tenham se tratado como “amigos” era visível. Onde isso vai dar? É pagar para ver.

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SOS Agricultura Familiar reúne centenas de agricultores em Maceió
     │     22:53  │  0

Mais de 1 mil pessoas participaram do movimento SOS Agricultura Familiar, realizado nesta segunda-feira, 21, na Fetag-AL, em Maceió. O ato foi contra os cortes realizados pelo governo federal em programas sociais, especialmente no PAA.

Este ano, os cortes nos programas sociais chegam a 90%, prejudicando mais de 120 mil agricultores familiares, além de milhares de famílias beneficiárias (que recebem a doação dos alimentos).

Veja texto a assessoria da Fetag:

SOS Agricultura Familiar reúne centenas de agricultores em Maceió

Centenas de agricultores familiares participaram nesta segunda-feira, 21, de uma mobilização promovida pela Fetag-AL, Unicafes/AL e o Conselho de Segurança Alimentar do Estado de Alagoas (Consea) contra os cortes nos recursos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

A ação, realizada no centro social da Fetag-AL, no bairro de Mangabeiras, em Maceió, contou com a presença também de representantes da bancada federal alagoana, a exemplo do senador Renan Calheiros e do deputado Paulão, além do ministro do Turismo, Marx Beltrão, deputados estaduais, secretários de governo e prefeitos.

“Realizamos este encontro com o propósito de sensibilizar o governo. Tivemos um corte de 90% dos recursos do PAA este ano em Alagoas em um momento em que estávamos certos que venderíamos nossos produtos com uma previsão de super safra”, afirmou Genivaldo Oliveira, presidente da Fetag-AL.

Segundo ele, no Estado existem mais de 120 mil agricultores familiares cuja venda de produtos está prejudicada com a redução do PAA. “Precisamos encontrar uma solução para este problema, com o compromisso firmado pelas autoridades presentes para que uma saída seja dada para este impasse”, reforçou Oliveira.

De acordo com o dirigente sindical, o PAA é um programa que beneficia centenas de entidades filantrópicas no Estado, que recebem os alimentos e repassam para milhares de famílias carentes.

A presidente da Unicafes/AL, Maria Alves, informou que, esta ano, foram liberados pelo Governo Federal apenas R$ 2 milhões para o PAA. “Enquanto isso, no ano passado, o valor foi de R$ 19 milhões. Estamos lutando para que ainda este ano o governo possa liberar pelo menos R$ 10 milhões para atender a necessidade de parte das famílias que vivem da agricultura familiar em Alagoas”, declarou.

Segundo os agricultores, a expectativa de uma super safra surge após a chegada das chuvas registradas depois de um período longo de estiagem e com a doação de sementes pelo Governo do Estado.

“A produção de Alagoas cresceu e precisamos mostrar que são necessários mais recursos para que seja incentivado o Programa de Aquisição de Alimentos. Mas o governo federal, ao invés de aumentar, reduziu estes recursos. Os agricultores precisam destes programas. Eles produzem, mas têm dificuldade de comercializar da porteira pra fora para que o produto do campo chegue até a mesa das famílias nas cidades”, destacou o secretário de Estado da Agricultura, Álvaro Vasconcelos.

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Ligado a Biu, Júlio Cézar sinaliza voto em RF para 2018
     │     11:28  │  1

Os encontros entre o prefeito de Palmeira dos Índios e o governador Renan Filho tornaram-se mais frequentes nas últimas semanas. Em menos de uma semana, o governador esteve duas vezes no município.

Na última passagem por lá, nesse domingo, Júlio Cezar disse, alto e bom som, que RF estava ali como amigo e como aliado e era assim seria tratado: “sinta-se em casa, governador. Aqui o senhor está entre amigos. Estaremos juntos não só hoje, mas amanhã também”.

O discurso de Júlio Cezar foi no parque São José, considerado o “maracanã das vaquejadas”, logo após a participação do governador nas comemorações da emancipação política de Palmeira dos Índios.

O compromisso com Benedito de Lira, a quem o prefeito é ligado e de quem teve apoio no ano passado, ao que parece continua. Júlio fez questão de também citar Biu no seu discurso.

Ao lado do governador estava Renan Calheiros. Em relação ao senador, Júlio no entanto foi mais comedido. Limitou-se a elogiar a atuação dele em defesa de Alagoas e, especialmente, na defesa da vaquejada. (Renan Calheiros estava ali para receber uma homenagem por ajudar na regulação da vaquejada).

Com o apoio já definido para Renan Filho, Júlio terá que esperar mais um pouco para saber se poderá anunciar ou não apoio para Renan Calheiros. Isso porque ele já tem compromissos, estabelecidos em 2016, com Benedito de Lira e Marx Beltrão. Os dois, salvo mudanças de planos, deverão disputar o Senado no próximo ano. Júlio terá que esperar pela desistência de um deles ou dará, com toda a a habilidade, um jeito de contemplar eleitoralmente os três candidatos.

Versão oficial

Veja texto da assessoria sobre a homenagem que Renan recebeu dos vaqueiros:

Vaqueiros reconhecem luta do senador Renan Calheiros em defesa da vaquejada

Em plena pista de um do Parque São José, considerado do “maracanã das vaquejadas”, o senador Renan Calheiros recebeu uma homenagem dos vaqueiros de Alagoas e outros 18 estados que participaram do evento.

O trófeu entregue ao senador, nesse domingo, 20, a noite, segundo Junior Miranda, organizador da vaquejada e presidente da Câmara Municipal de Palmeira dos Índios, Renan lutou pela regularização e pelo reconhecimento da vaquejada e como patrimônio cultura brasileiro.

“O senador lutou para pudéssemos realizar realizar um evento como esse que está gerando 120 empregos diretos e vai movimentar mais de R$ 12 milhões na economia de Palmeira dos Índios e região”, disse Junior Miranda.

A entrega do troféu a Renan Calheiros contou ainda com a participação do governador Renan Filho (PMDB), deputado estadual Isnaldo Bulhões (PMDB), do prefeito de Estrela de Alagoas, Arlindo Garrote (PP) e do prefeito de Palmeira dos Índios, Júlio Cézar (PSB), entre outros.

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Saco de pancadas: “a imprensa só mostra o HGE quando tem problemas”
   20 de agosto de 2017   │     15:26  │  1

Durante os últimos dias, o HGE voltou ao noticiário. De novo, velhos problemas. A falta de medicamentos, materiais e procedimentos e superlotação. Nada diferente do que se vê no maior hospital de Alagoas nos últimos anos, nas últimas décadas.

Uma reportagem de TV foi usada como base para críticas e cobranças do senador Benedito de Lira (PP), que cobrou providências do governador Renan Filho.

O problema, segundo o secretário de Saúde do Estado foi pontual. A reportagem foi exibida na sexta-feira, 11. Na sexta-feira, 18, Christian Teixeira aparece em reportagem da Agência Alagoas, mostrando que o problema de abastecimento foi resolvido com uma compra emergencial.

A normalização dos serviços, no entanto, não ganhou a mesma repercussão, assim como tem ocorrido na maioria das vezes.

Em razão dessa “diferença de tratamento”, Christian Teixeira costuma repetir que “infelizmente a imprensa só mostra o HGE quando tem algum problema. Quando tem serviço não mostra”.

Ao blog, o secretário de Saúde adianta que a Sesau está conseguindo resolver o problema do abastecimento da forma correta: “Isso é um problema histórico do HGE. Agora que tem um secretário que mostra disposição, boa vontade, que procura fazer o que diz a lei, isso incomoda…”

Christian Teixeira vai além, embora evite polemizar com Benedito de Lira: “nessas horas não aparece ninguém para ajudar, só para dificultar. O que está ocorrendo é que a gente está revendo tudo aqui na secretaria para poder adquirir esses medicamentos conforme a diz a lei. O que não dá é que a gente continue fazendo as mesmas coisas e esperando resultados diferentes. Estamos fazendo modificações aqui justamente para que aja um planejamento na Secretaria, para que a gente não tenha dificuldades em relação ao desabastecimento e isso incomoda algumas pessoas”.

Planejamento

Entre as ações, Christian Teixeira adianta que está sendo feito um planejamento na Saúde, para que as licitações possam andar nos termos da legislação: “se ela (a legislação) é arcaica, é um trabalho do Congresso Nacional resolver. Muitas vezes a legislação dificultando o trabalho dos gestores, mas aqui lidamos com saúde, com vidas… as vezes não dá para aguardar. Essa é a angustia dos gestores que estão a frente das secretarias de saúde no país inteiro. Minha vinda para a secretaria foi justamente para dar celeridade ao seu funcionamento, para acabar com a época do improviso”.

Segundo o secretário, a sistemática da Sesau está passando por mudanças, para “acabar de uma vez por todos com a onda do improviso, dar mais celeridade, dar mais efetividade ao cidadão que precisa… e aqui em Alagoas temos vários agravantes, primeiro somos um estado em que 90% da população depende do Sistema Único de saúde, onde na capital a cobertura da rede básica é muito baixa. Maceió é única capital do país que não tem um hospital público. E tudo isso desencadeia no HGE”, avalia.

O outro lado

Christian Teixeira lembra que mais de 80% dos casos que chegam ao HGE são clínicos, que deveriam ficar nas UPAs, nos mini pronto socorros. “O HGE nunca fecha as portas, atende pacientes da capital e interior que deveriam ser atendidos em outras redes e ainda é referência para várias especialidades”.

O secretário destaca ainda que nos últimos meses o HGE vem batendo recordes de atendimento aos pacientes e “isso as pessoas não conseguem mostrar”. O aumento no número de atendimentos, que no último mês passou de 15 mil, é apontado por Christian Teixeira como uma das razões para possa ocorrer pontualmente algumas faltas. “Talvez o que incomode verdadeiramente seja o fato de que estamos ampliando o atendimento e implementando medidas não só para melhorar o HGE, mas também para construir novos hospitais e melhorar toda a rede de saúde do Estado”, aponta.

Versão oficial

A Agência Alagoas fez texto sobre o abastecimento do HGE. Veja:

Com 15 mil atendimentos por mês, HGE recebe insumos e medicamentos

Hospital é referência em casos de acidente de trânsito, queimaduras, acidente vascular cerebral, agressões e problemas cardíacos

Com uma média de 15 mil atendimentos por mês, o Hospital Geral do Estado (HGE) conta com 462 leitos, sendo 43 para tratamento intensivo. O hospital é referência em todo o Estado para casos de acidente de trânsito, queimaduras, acidente vascular cerebral, agressões e problemas cardíacos.

No comando da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) há pouco mais de 200 dias, o advogado Christian Teixeira enumera as dificuldades verificadas nesse período e antecipa um salto de qualidade na gestão e no atendimento realizado pelo HGE, a partir do ciclo de investimentos iniciado pelo governador Renan Filho.

“O HGE é o maior hospital do Estado de Alagoas, e a demanda é gigante. A unidade passou décadas sem investimentos significativos e, nos últimos 40 anos, a população de Maceió praticamente dobrou, sendo a única capital do Brasil que não tem um hospital mantido pelo poder público municipal. Isso gera uma demanda reprimida enorme, que precisa ser atendida pelo Hospital Geral”, observa Teixeira.

De acordo com o secretário, as ações e investimentos realizados pelo Governo buscam atingir diretamente a raíz dos problemas. A superlotação crônica, por exemplo, está sendo combatida com a construção de novos hospitais.

“Temos o Hospital Metropolitano e o Hospital da Mulher, ambos em construção, três Unidades de Pronto Atendimento [UPAs] na capital e cinco que estamos abrindo no interior, além dos hospitais regionais de Delmiro Gouveia, União dos Palmares e Porto Calvo. Com essas novas unidades, o Governo vai diminuir o sofrimento das pessoas que precisam se deslocar até a capital para receber atendimento. E, a partir do momento em que esses hospitais estiverem funcionando, nós vamos conseguir diminuir esse movimento que temos no HGE”, ressalta Christian Teixeira.

Leia aqui, na íntegra:

http://agenciaalagoas.al.gov.br/noticia/item/18703-com-15-mil-atendimentos-por-mes-hge-recebe-insumos-e-medicamentos

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Vídeo: governo Temer continua a errar, diz Renan Calheiros
     │     13:23  │  0

Renan Calheiros usou as redes sociais, nesse sábado, para questionar novas medidas do presidente Michel Temer. O senador criticou decisões do governo na área econômica que estariam desestruturando prejudicando milhões de brasileiros – especialmente os mais pobres.

“O governo Temer continua a errar”, diz o senador no vídeo. Renan fala ainda das reformas e do desemprego, “que ainda tiram o sono de milhares brasileiros”. Segundo o senador, o governo “na crise flexibiliza direitos, precariza o trabalho, desemprega, sub-emprega e ainda arrebenta o consumo, os salários e até a arrecadação”.

Renan Calheiros Como também condena os cortes que afetaram mais de 2 milhões de beneficiários do Bolsa Família: “estarão de volta à fome e ao desespero”. O senador também critica o achatamento salarial e diz que Michel Temer “reduz o salário mínimo, não reajusta o salários dos servidores públicos e não vota o fim dos super salários já aprovado no Senado Federal. Até onde vai essa teimosia, essa maldade?”, questiona.

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