Governo de Bolsonaro é “um Titanic a procura de um iceberg”, diz Renan
   21 de maio de 2019   │     23:36  │  0

O senador tem sido uma das vozes mais críticas ao governo de Jair Bolsonaro. E não apenas na bancada federal de Alagoas.

Fazendo contraponto às principais medidas do governo, Renan Calheiros (MDB) tem atuado nas redes sociais e no Congresso Nacional.

Durante sessão deliberativa no Senado Federal, nessa terça-feira (21), o senador alagoano avaliou que o governo de Bolsonaro fabrica crises diárias.

“O governo, diretamente ou através de porta vozes destrambelhados, fabrica crises diariamente, numa chacrinha digital primária. É um Titanic a procura de um iceberg todos os dias”, disse.

Segundo Renan, “em cinco meses, o governo cultivou crises e recuos, demonizou a imprensa, deu vexames internacionais e demonstrou inaptidão para o cargo. A lógica da Presidência não pode e não deve ser o confronto entre os Poderes. Governos não são feitos para entrarem em tempestades e fortes tormentas”.

Em seu discurso, Renan disse ainda que o governo deveria se proteger do que chamou de delírios.

“O governo deveria se abster de convocar ou apoiar atos para se proteger de um delírio. Outros presidentes tentaram e malograram. O momento exige grandeza para distencionar e não convulsionar ainda mais, ou apostar na ruptura”, disse, acrescentando que “gosto da institucionalidade, da normalidade republicana e estarei, entre os democratas sempre”.

Durante o pronunciamento, Renan também fez balanço da economia do país: “A economia brasileira está derretendo estamos à beira da bancarrota, da depressão. O desemprego é superlativo, a falta de articulação política e a incapacidade de dialogar congelou o país”.

Duras críticas

De acordo com texto da Agência Senado, senadores fizeram nesta terça-feira (21) duras críticas à maneira como o governo do presidente Jair Bolsonaro se relaciona com o Congresso, além de apontar a falta de articulação, eles cobraram esclarecimentos sobre um texto compartilhado pelo presidente, segundo o qual o Brasil é ‘ingovernável fora de conchavos políticos’. Para os senadores, o presidente precisa apontar nomes em vez de jogar uma suspeita sobre todo o Congresso Nacional.

Veja aqui:

Senadores cobram Jair Bolsonaro sobre texto contra o Congresso

https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2019/05/21/senadores-cobram-jair-bolsonaro-sobre-texto-contra-o-congresso

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Qual candidato passa na “peneira” de Rui Palmeira e RF para 2020?
     │     20:57  │  0

Nos bastidores da eleição de Maceió, duas possibilidades chamam a atenção. Ainda líder nas pesquisas, mas caindo, o deputado federal João Henrique Caldas (PSB) não deve ter o apoio nem do governador Renan Filho (MDB), nem do prefeito Rui Palmeira (PSDB).

Em fase de crescimento, o procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar (sem partido) trilha o caminho para uma eventual candidatura a prefeito com a possibilidade (pode se dizer o ‘luxo’) de escolher entre o apoio do governador ou o apoio do prefeito.

“Se brincar ele pode ter apoio dos dois”, aponta um deputado estadual que tem bom trânsito na prefeitura e no governo. “A favor dele tem o peso hoje do Ministério Público Estadual”, emenda.

Mas não são apenas JHC e Alfredo que estão sendo apontados nos bastidores como eventuais candidatos à prefeito de Maceió em 2020.

No grupo de Rui Palmeira tem vários pré-candidatos tentando se viabilizar, a começar pelo vice-prefeito Marcelo Palmeira (PP), passando pelos vereadores Eduardo Canuto e Kelmann Vieira – ambos do PSDB – e pelo secretário municipal de Saúde e presidente estadual do DEM, Thomaz Nonô.

Somados a JHC (que é a escolha pessoal do senador Rodrigo Cunha, novo presidente do PSDB em Alagoas), um deles terá de passar pela “peneira” de Rui.

Se JHC vier por “gravidade”, restará a Rui “engolir” ou mudar de partido.

No grupo de Renan Filho, os nomes lembrados são os de sempre: Ronaldo Lessa (PDT) e Maurício Quintella (PR). Ao lado de Alfredo Gaspar e de um eventual “novo” nome, um deles deverá passar pela “peneira” do governador.

Correndo por fora, o deputado estadual Davi Davino Filho está bem situado nas pesquisas, mas ainda não recebeu sinalização nem do prefeito, nem do governador. Seu apoio deve vir mesmo de colegas da Assembleia Legislativa de Alagoas e vereadores da capital.

Também correm “por fora” de olho na prefeitura o deputado estadual Cabo Bebeto (PSL), o presidente estadual do PT, Ricardo Barbosa e a deputada federal Tereza Nelma (PSDB). Nenhum deles com chances de passar na “peneira” de RF ou de Rui Palmeira.

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Braskem só deixa Alagoas se “quiser”, avisa governo
     │     14:50  │  0

Está claro. Se depender do governo do Estado, a Braskem fica. Com mineração de sal-gema e tudo mais. Desde que a exploração do minério seja feita em novas áreas, que não ofereçam novos riscos à população.

O ‘recado’ vem sendo dado por integrantes do governo e pelo próprio governador. Renan Filho já sinalizou que a Braskem pode continuar explorando sal-gema, desde que ‘não ofereça novos riscos à população’.

Dentro destes critérios, avalia o presidente do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas, Gustavo Lopes, é possível a lavra de sal-gema em áreas não urbanas.

Outra possibilidade avaliada pela equipe econômica do governo é a ‘importação’ de matéria-prima para manter em funcionamento a unidade de Cloro e Soda da Braskem em Maceió.

Para isso, o governo estaria disposto a avaliar a carga de tributos sobre esta operação. É uma sinalização clara para uma política de incentivos que compensaria o aumento de custos com a ‘importação’ – que poderia ser feita de outros países ou de outros Estados do Brasil.

“A Braskem, pelo que sei, não faz chantagem. A empresa paralisou a operação na planta de Maceió por falta de matéria-prima. Nos colocamos à disposição para encontrar alternativas. Não acredito que a empresa tenha interesse em deixar o Estado, nem o Estado tem interesse que a Braskem saia”, aponta o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rafael Brito.

O secretário da Fazenda de Alagoas também tem defendido a permanência da Braskem no Estado.

George Santoro admite que a indústria é responsável por uma fatia significativa da economia alagoana e desmentiu as especulações de que a Braskem estaria deixando Alagoas para explorar minas de sal-gema no interior do Espirito Santo.

“Não acredito que a empresa vai sair daqui. Ela (a indústria) tem uma estrutura montada, consolidada e atua muito forte. O caminho, agora, é buscar soluções para o problema que a envolve”, afirma.

Rafael Brito também não avalia que a Braskem tenha interesse em deixar Alagoas. “A empresa já demonstrou que vai assumir suas responsabilidades (numa referência ao caso do Pinheiro) e não sinalizou em nenhum momento que tenha interesse em encerrar sua atividade no Estado. Vamos juntos buscar alternativas seguras para manter a indústria em funcionamento e evitar novas perdas para a economia alagoana”, aponta.

Novas áreas para mineração

O presidente do IMA adianta que não existe a possibilidade de reabertura das minas existentes que já foram fechadas pelo órgão e pela Agência Nacional de Mineração (ANM)

O fechamento das minas nos bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro, aponta Lopes, não inviabiliza a mineração: “existe a possibilidade de novas minas em áreas não habitadas, basta a Braskem querer e licenciar”, aponta.

A área liberada de lavra da Braskem, avalia Gustavo, “é enorme e nossas jazidas de sal-gema são gigante”, afirma.

Entre as possibilidades, emenda, “existe uma área próxima a sede da cavalaria da PM (em Maceió), que eu soube que é muito positiva, mas realmente ainda não parei para verificar a veracidade desse fato. Recebi essa informação do pessoal da ANM, mas não confirmei”.

Essa área, segundo o presidente do IMA seria inabitada. Além disso existiriam diversas outras áreas.

“Realmente agora depende da Braskem”, resume.

Ao ser questionado de “seria muito complicado processo de licenciamento”, pondera que “a equipe do IMA só vai se debruçar nessas áreas quando a Braskem der entrada no pedido de licenciamento no órgão”, pondera, para acrescentar que “o mais complicado eles já tem, que é a lavra dada pela ANM”.

Ainda não se sabe qual o real impacto da paralisação da Braskem na economia de Alagoas. A empresa é a base da cadeia da química e do plástico no estado, que tem cerca de 80 indústrias e gera mais de 20 mil empregos diretos e indiretos.

Qual o nosso tamanho?

As informações são do Sumário Mineral Brasileiro de 2016. As reservas de sal-gema de Maceió representam 13% das reservas nacionais conhecidas.

Em 2008, eram 2.882 milhões de toneladas (13,4%) e em 2010 2.984 milhões de t (14%).

Veja trecho do relatório.

“Em termos de reservas mundiais, a oferta de sal é considerada ilimitada. A quantidade de sal nos oceanos é praticamente inesgotável. Quase todos os países têm depósitos de sal ou lidam com operações de evaporação solar de vários tamanhos. No Brasil, as reservas de sal-gema (medidas + indicadas +inferidas) aprovadas pelo DNPM não sofreram alteração mantendo-se em cerca de 21.630 Mt, assim distribuídas: Conceição da Barra, ES (54%); São Mateus, ES (4%); Ecoporanga, ES (3%); Maceió, AL (13%); e Vera Cruz, BA (6%). Rosário do Catete, SE (16%) e Nova Olinda, AM, em que são conhecidas reservas de sal-gema na silvinita (4%). Com relação ao sal marinho, existem salinas em atividades nos estados do Rio Grande do Norte, 95% do total nacional, Rio de Janeiro, Ceará e Piauí”.

Saiba mais:

Sumário Mineral Brasileiro 2008/ Salgema

Sumário Mineral Brasileiro 2016

 

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Exposição, interatividade e inovação marcam “nova” Portobello Shop em Maceió
     │     13:13  │  0

O CEO do Grupo Portobello desembarca em Maceió para participar de um evento que deve movimentar o ‘mundo’ do design e da construção em Alagoas.

César Gomes Junior participa, nesta quarta-feira, 22, da reinaguração da Portobello Shop, na Avenida Álvaro Calheiros, na Jatiúca.

O local, de 700 m², foi repaginado dentro do conceito de Design Experience, que propõe uma experiência nova para o cliente.

A “nova”  Portobello Shop apresenta um conceito de Design Experience, que propõe uma experiência de muita interatividade e inovação para o cliente.

Entre os recursos que a franquia passa a oferecer estão a Touch TV, que promove no portfólio exclusivo da Portobello Shop, além de estações de Realidade Virtual.

O evento também será marcado por um “tren talk”, uma conversa sobre “tendências” com Christiane Ferreira, diretora de inovação e branding da Portobello, e a Exposição Contemporaneidade, que reúne obras de doze artistas que “pautam sua produção na pesquisa, no fazer e no pensamento universal consciente”.

ndréa Farias, franqueada Portobello Shop Maceió, Recife e Caruaru, fala sobre as inovações da loja que será reaberta nesta quarta-feira, 22

Veja texto da assessoria do evento:

Portobello Shop Maceió comemora 20 anos de casa nova e reinaugura loja na Jatiúca

Pioneira em Maceió no segmento de franquia de pisos e revestimentos cerâmicos, a Portobello Shop reinaugura sua nova loja nesta quarta-feira (22), na Avenida Álvaro Calheiros, na Jatiúca. O local, de 700 m², foi completamente repaginado: o novo projeto da Portobello Shop apresenta um conceito de Design Experience, que propõe uma experiência nova para o cliente.

“Os vários ambientes da loja foram criados para proporcionar ao cliente uma maior visibilidade do produto. Assim a Portobello entende que o novo projeto da loja irá possibilitar volume maior de vendas, tornando a compra mais personalizada. Os recursos tecnológicos presentes na loja facilitam a escolha do produto ideal para cada projeto”, explica Andréa Farias, franqueada Portobello Shop Maceió, Recife e Caruaru.

Os recursos tecnológicos citados por ela estão concentrados na Touch TV, onde o cliente pode visualizar o portfólio exclusivo da loja por meio da experiência de realidade virtual. A televisão touch promove uma verdadeira imersão no portfólio exclusivo da Portobello Shop. E, para provar que inovação é o que move a companhia, há também as estações de Realidade Virtual, que permitem a cada cliente a experiência sensorial dos projetos e produtos. Além disso, a empresa disponibiliza o aplicativo Portobello, que lê o QR Code de cada revestimento, e apresenta fotos, inclusive ambientadas, e todas as informações técnicas que ajudam a escolher o mais indicado para cada uso.

“A linha abrangente de produtos da Portobello Shop sempre é bem aceita pelo mercado alagoano. A constante pesquisa desenvolvida pela fábrica é um diferencial para todos os clientes. Os porcelanatos em grandes formatos são os high lights da loja no momento”, revela Andréa Farias, ao reforçar que o investimento maior na reestruturação da loja “são os 20 anos de parceria entre os franqueados de Alagoas com a indústria Portobello”.

Exposição

Marcada pela contemporaneidade, a Portobello mantém sua linguagem antenada à tecnologia, mas propõe-se a observar novos comportamentos, pesquisas autorais, experiências compartilhadas e colaborações criativas, revelando uma atitude de inovação aberta. Neste sentido, a Exposição Contemporaneidade, que será aberta na reinauguração da loja franqueada, reafirma esse olhar quando reconhece na arte doze artistas que pautam sua produção na pesquisa, no fazer e no pensamento universal consciente.

“Eles aqui representam o que se tem a dizer sobre ‘o ser contemporâneo’. Acentuando diferenças e semelhanças, revelando regionalidades e poliglotismos de meios e discursos, bem como configurando diferentes e/ou opostas naturezas semânticas e técnicas”, afirma o curador da exposição, Henrique Gomes.

Fazem parte da Exposição Contemporaneidade os artistas Rogério Gomes, Patrícia Melro, Vera Gamma, Bárbara Lessa, Reinaldo Lessa, Thiago Sobral, Diego Barros, João Lamenha, Hilda Moura, Tatiana Amaral, Gianluca Guglielmi e Suel.

Sobre a Portobello

Fundada em 1979, a Portobello, líder em revestimentos na América Latina, motivada pela necessidade de oferecer ao mercado soluções completas em um só lugar, criou a
Portobello Shop em 1998. Atualmente, são 150 lojas em todas as regiões do país, que oferecem serviços diferenciados, possibilitando aos arquitetos e designers de interiores a criação de ambientes inovadores.

A Portobello, tem sua fábrica instalada em Tijucas (SC) e produz mais de 30 milhões de metros quadrados anualmente, distribuídos não apenas para o mercado interno, mas também para países dos cinco continentes. Com o design como essência, tem o compromisso de levar ao mercado soluções inovadoras, que transformem ambientes e emocionem pessoas.

Seus pilares são compartilhados com suas marcas Pointer, Portobello Shop e Officina Portobello. A primeira, com fábrica instalada em Marechal Deodoro, tem a missão de democratizar o design, com produtos de qualidade e preço acessível; a segunda é a maior rede de varejo do segmento e oferece uma experiência de compra diferenciada, na loja e nos ambientes digitais, para especificação e compra de produtos Portobello; e a terceira, nova aposta da companhia, é a arte da porcelanateria, combina a maestria artesanal com tecnologia de ponta, qualidade e estética, disponibilizando soluções completas aos clientes: desde projetos personalizados, como bancadas e mosaicos, até
mobiliários e objetos de decoração.

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Servidor do Estado pode ficar sem reajuste 2019, avisa governo
   20 de maio de 2019   │     13:13  │  14

Em meio a turbulência na economia nacional, os servidores públicos de Alagoas correm o risco de ficar sem uma definição do reajuste anual na data base da categoria. Pior. Podem ficar sem nenhuma reposição salarial este ano “se o cenário não melhorar”.

O secretário da Fazenda de Alagoas, George Santoro, adianta que até o momento não houve definição do governo sobre a questão. “Ainda não terminamos a montagem de cenário, mas as perspectivas neste momento são bem ruins”, pondera.

A data base para reajuste anual dos salários dos servidores públicos do Estado de Alagoas é maio.

Durante a gestão de Renan Filho, o primeiro reajuste, aprovado em setembro de 2015, foi de 5%, dividido em 3 parcelas (1% retroativo a maio, 2% em outubro e 2% em dezembro) e não contemplou cargos comissionados.

Em 2016 o governo não concedeu reajuste. E

2017, o reajuste contemplou todos os servidores. Foram duas parcelas: 3,15% a partir de junho e 3,14% em dezembro, totalizando 6,29%, equivalente ao IPCA (inflação) de 2016.

Em 2018, a proposta de correção dos vencimentos dos servidores foi apresentada na Assembleia Legislativa de Alagoas no dia 5 de maio, mas só entrou em vigor em julho. O reajuste, com base no IPCA, foi de 2,95% em uma só parcela.

E 2019?

Se o governo seguir a “regra” dará o IPCA do ano anterior, que foi de 3,75%. Se a crise apertar, pode repetir 2016.

“Devemos debater esse tema durante esse mês, mas ainda não há definição”, resume o secretário de Planejamento e Gestão do Estado, Fabrício Marques.

Para definir o reajuste, o governo deve levar em conta o atual cenário econômico do país e do Estado e também projeções futuras da economia.

Como o secretário da Fazenda – fazendo coro com o ministro Paulo Guedes – enxerga a necessidade de conter gastos, deve recomendar que o governo não dê reajuste. No máximo Santoro pode sugerir correção abaixo da inflação.

A palavra final será do governador Renan Filho. Sempre.

E a decisão será “política”, afinal está em jogo a manutenção de alguns investimentos que estão em andamento hoje, além de projetos futuros.

O que será que vem por aí?

Governo vai ‘conter’ aumento de gastos com pessoal

Em entrevista exclusiva à Gazeta de Alagoas, no final de semana, o secretário da Fazenda, George Santoro, revelou que o Estado já se prepara com medidas para enfrentar momentos difíceis da economia nacional, que caminha em direção à recessão.

Dentre as medidas de enxugamento, está a folha do funcionalismo, que poderia passar de R$ 350 milhões, mas hoje, segundo o secretário, está em R$ 300 milhões mensais para o pagamento de cerca de 70 mil servidores ativos e inativos.

Santoro assegurou que as medidas de controle rígido dos gastos garantem o pagamento dos salários do funcionalismo. Mas alertou: “Estamos nos encaminhando para uma recessão nacional. Não podemos gastar nada a mais do que o previsto pelo governo”.

Ao comentar os dados sobre a previsão do crescimento do Produto Interno Bruto, lembrou que no início do ano o governo do presidente Jair Bolsonaro previu crescimento do PIB na ordem de 3,5%. Na semana que passou, a área de planejamento federal e o próprio ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiram que o crescimento poderá ser bem menor que o previsto.

Economistas brasileiros da mesma linha de pensamento de Santoro avaliam que o crescimento poderá ser inferior a 0,75%. “Estou torcendo que o crescimento do PIB Nacional chegue a 0,75% como avaliam muitos economistas. Já seria uma boa notícia se isto realmente acontecesse, porque o cenário é pior”, pondera.

Santoro observou que o próprio ministro da Economia, Paulo Guedes, reconhece que a crise que o Brasil vive “é muito grande, dura e que o País esta a beira de um abismo fiscal, é importante a gente ficar atento e consciente da gravidade deste momento”.

Ao ser questionado se o governo de Alagoas, diante deste cenário dramático da economia, conseguirá arrecadar o suficiente para manter a folha em dia, novamente o secretário da Fazenda afirmou que “a nossa folha está em R$ 300 milhões. Neste primeiro quadrimestre, a nossa arrecadação está batendo a inflação. Vamos virar o mês de maio neste patamar positivo, com crescimento de 4 a 4,5% em arrecadação do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS. A arrecadação total do estado é um pouco maior”.

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