PP de Biu e Arthur enfrenta dificuldades para escolher candidato em Maceió
   21 de agosto de 2019   │     10:34  │  0

As pesquisas eleitorais – as que foram divulgadas e também as que ficaram na gaveta – apontam dois nomes do Progressistas (PP) como potenciais candidatos a prefeito de Maceió em 2020.

O deputado estadual Davi Davino Filho está bem melhor situado e teria chances reais, se as eleições fossem hoje, de ir para o segundo turno.

Marcelo Palmeira, vice-prefeito de Maceió, vem procurando impor um ritmo mas forte nas redes sociais e aparições públicas. Mas ainda não “decolou”.

O partido estaria, segundo alguns interlocutores, num impasse. Marcelo, por suas ligações, tem um peso e influência no partido. O vice já disse – sem guardar segredos – que quer ser candidato a prefeito.

Conta para isso não só com as relações familiares, mas também deseja ser o escolhido de Rui Palmeira. O atual prefeito, no entanto, dá sinais de que deverá, primeiro buscar um nome no seu partido.

Davino evita falar do tema. Ele sabe que tem potencial, mas ainda não bateu o martelo numa eventual candidatura.

O deputado, no entanto, tem demonstrado tranquilidade e teria dito, nos bastidores, que o nome do PP deveria ser escolhido através de pesquisa. Ou seja, quem tiver melhor avaliação e mais chances deverá ser o escolhido.

Davi Davino Filho, mesmo com maior potencial, tem sido discreto dentro do partido. Não será ele a provocar uma crise interna. Se decidir mais à frente ser candidato, topa ir para uma disputa interna ou até trocar de legenda.

A decisão, no entanto, vai passar pelo presidente estadual do PP, Benedito de Lira e pelo deputado federal Arthur Lira.

Qual será a escolha deles?

No momento, segundo informações que circulam nos bastidores, Marcelo estaria trabalhando muito para se cacifar como candidato a prefeito, mas não conseguiu a reação necessárias nas pesquisas.

Se Davino decidir ser candidato, precisará ter uma boa conversa com Palmeira. É isso ou partido se tornará pequeno demais para os dois – ou pelo menos para um deles.

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“FPI agrava crise na bacia leiteira de Alagoas”, diz deputado
   20 de agosto de 2019   │     19:40  │  2

Não se discute o mérito da operação. Mas seus métodos. Em alguns casos beiram a truculência. Não bastasse fechar negócios de pequenos produtores rurais, “criadores de passarinhos” são tratados como bandidos perigosos.

Exagero? Em operações anteriores, vários produtores rurais reclamaram da truculência. Donos de pequenos negócios perderam tudo. E alguns ainda tem pendência na Justiça.

Os crimes? Uma queijaria de fundo de quintal ou uma pocilga. Se a dose é exagerada, o remédio vira veneno.

E ao que parece a nova edição da Fiscalização Preventiva Integrada da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (FPI do São Francisco), iniciada no dia 5 de agosto, passou do ponto mais uma vez.

O deputado estadual Paulo Dantas (MDB), que tem base eleitoral na região da bacia leiteira, fez um discurso duro na Assembleia Legislativa de Alagoas nesta terça-feira.

A crítica também sobrou, ainda que indiretamente, para o governo do Estado. “Não dá para o governo apoiar uma operação como essa, que veio agravar mais a situação da bacia leiteira. Estamos tentando sobreviver e a FPI chega para aumentar as dificuldades que os nossos produtores já enfrentam”, aponta Paulo Dantas.

A reclamação do deputado é justa? Pergunte a quem teve sua casa “invadida” e perdeu tudo.

O Executivo “cedeu” mais uma vez e mandou um batalhão de gente (a que custo?) para participar da FPI. Algo que o governador Renan Filho já tinha dito, antes, que não faria.

Desproporcional

A cada edição, durante duas semanas, a FPI promove uma verdadeira devassa em determinadas regiões do Estado. O alvo dessa vez parece ter sido a bacia leiteira.

A fiscalização, se considerada a realidade da região, que sofre a ausência do serviço público (especialmente nas etapas de orientação ou apoio para pequenos empreendimentos urbanos ou rurais) é desproporcional. São mais de 20 instituições que integram a FPI, com cerca de 100 profissionais distribuídos em 11 equipes.

Imagina essa turma chegando, acompanhada de homens armados, para fechar uma pocilga ou lacrar uma queijaria?

A 9ª etapa da FPI, segundo seus organizadores, iria atuar em diversas frentes, a exemplo do combate ao lançamento de efluentes sólidos e líquidos nas águas, além da captação irregular de recursos hídricos, supressão de vegetação, comércio de animais silvestres, pesca predatória e gestão inadequada de lixo. A produção irregular de produtos para consumo humano também foi alvo da fiscalização, atenta, ainda, à estrutura de unidades de saúde e à necessidade de preservação de comunidades tradicionais, como indígenas, quilombolas e ciganos.

Bacia Leiteira

No seu discurso, o deputado Paulo Dantas saiu em defesa da bacia leiteira. Entre outros pontos cobrou a regularização do pagamento do programa do leite e apoio do governo para a reabertura da antiga fábrica da Camila.

Paulo Dantas cobra ações do governo para a bacia leiteira de Alagoas

Paulo Dantas relata a situação de dificuldade enfrentada pelos produtores da Bacia Leiteira

A grave crise pela qual passa a cadeia produtiva de leite em Alagoas, motivou o deputado Paulo Dantas (MDB) a usar a tribuna da Casa durante a plenária desta terça-feira, 20. Entre os apelos para combater a crise, Dantas pediu ao Governo do Estado a reabertura da antiga Fábrica de Beneficiamento de leite Camila e a regularização do calendário de pagamento do Programa do Leite, sendo este último extensivo também ao Governo Federal.

Veja aqui, na íntegra: Dantas relata a situação de dificuldade enfrentada pelos produtores da Bacia Leiteira

 

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Alfredo Gaspar pode ser candidato a prefeito pelo MDB
   19 de agosto de 2019   │     23:48  │  1

A informação foi espalhada – literalmente – nos últimos dias. O Palácio dos Palmares já vem dando como certa uma eventual candidatura de Alfredo Gaspar de Mendonça Neto. E pelo MDB.

O próprio governador Renan Filho teria conversado abertamente sobre essa possibilidade (sem pedir reservas) com alguns deputados federais e outros interlocutores em Brasília na semana passada.

Pode ser uma estratégia para forçar, desde já, uma composição. O que se sabe é que o governo tem procurado até deputados federais de oposição para uma “conversa”.

Gaspar segue sua rotina, focado no Ministério Público Estadual. E evita antecipar a decisão. Só deve bater o martelo, segundo os interlocutores mais próximos, a partir de janeiro de 2020.

Enquanto isso, as “apostas” seguem nos bastidores da política. Muitos continuam achando improvável que o procurador-geral largue a carreira no MP/AL para entrar na política.

É uma decisão realmente difícil, considerando do que ele terá que abrir mão. Mas sonho é sonho. Quem é do ramo sabe que não é fácil pegar o “cavalo selado”. Quem é do ramo também sabe que nem sempre “cavalo selado” é sinônimo de vitória. Pré-campanha é bom para “testar”. Campanha é uma história bem diferente.

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Integrantes da Lava Jato agiam fora da lei, diz senador
     │     22:35  │  4

Procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato contornaram limites legais para acessar dados sigilosos da Receita Federal “informalmente”. E fizeram isso várias vezes nos últimos anos, segundo mensagens obtidas pelo The Intercept Brasil e analisadas pela Folha de São Paulo.

De acordo com a reportagem, os diálogos indicam que integrantes da força-tarefa em Curitiba buscaram informações da Receita sem requisição formal e sem que a Justiça tivesse autorizado a quebra do sigilo fiscal das pessoas que queriam investigar.

Ainda segundo a Folha e The Intercept, os procuradores contaram com a cooperação do auditor fiscal Roberto Leonel, que chefiou a área de inteligência da Receita em Curitiba até 2018 e assumiu a presidência do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) no governo Jair Bolsonaro (PSL).

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) reagiu pelo Twitter às novas revelações da Vaza jato e disse que os novos diálogos comprovam que os integrantes da força-tarefa agiam fora da lei.

“Novos diálogos da #vazajato comprovam, de novo, que integrantes da força-tarefa agiam fora da lei. Pescavam informações protegidas por sigilo sem autorização da Justiça. Deltan pede até “olhada informal” de dados. Prevaricaram. @LulaOficial foi uma das vítimas”, disse Renan.

O deputado federal Paulão (PT-AL) também comentou as novas revelações. “Por todos esses crimes praticados por essas autoridades. A importância do controle do COAF continuar no Ministério da Economia e a aprovação da Lei de Abuso de Autoridade. Quando a Receita Federal, a PGR irão abrir procedimentos contra esses bandidos?”, disse.

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Surge uma luz no fim do túnel para o imbróglio da Braskem no Pinheiro
     │     20:27  │  0

A Braskem contesta laudos e consegue vitórias importantes na Justiça, transferindo as ações para a esfera federal. Enquanto isso, o drama dos moradores de três bairros de Maceió – Pinheiro, Mutange e Bebedouro – se arrasta. E continuará nesse ritmo sabe-se lá até quando.

A situação é complexa. Pesa no bolso das famílias atingidas e provoca terremotos emocionais, sem soluções no horizonte – ao menos no curto prazo.

Se não é fácil encontrar uma saída, ao menos surgiu uma luz no fim do túnel – literalmente. Durante a reunião, nesta segunda-feira, 19, da Comissão Especial do Pinheiro da Assembleia Legislativa de Alagoas, todos concordaram que não dá para resolver o problema sem a participação efetiva do governo federal.

A proposta de criação do Fórum Legislativo, apresentada pelo deputado estadual Davi Davino Filho (PP) surgiu como uma novidade importante.

A ideia é reunir vereadores de Maceió, deputados estaduais, deputados federais e senadores para propor uma nova legislação – específica para casos como que ocorrem em Maceió. A partir daí, os parlamentares esperam criar um fundo financeiro e um sistema de governança capaz de recuperar a área atingida.

De imediato, os parlamentares vão tentar sensibilizar o governo federal a atuar na região através de uma Medida Provisória.

O deputado federal Marx Beltrão (PSD), coordenador da bancada federal de Alagoas participou da reunião e vai mobilizar deputados e senadores do Estado. “Os números apresentados pelo Davi (Davino) mostram que nem a prefeitura de Maceió, nem o governo do Estado tem como resolver sozinhos a situação. Os prejuízos são estimados em R$ 20 bilhões. Vamos tentar sensibilizar o governo federal e buscar, a partir daí, uma solução de forma objetiva”, aponta.

Davi Davino Filho avalia que será direcionar as ações: “o Fórum Legislativo surge com o objetivo de apontar um novo caminho, seja através de mudanças na legislação ou na interlocução de ações com o Executivo”, pondera.

fórum Legislativo foi apresentado na reunião da Comissão Especial do Pinheiro na Assembleia Legislativa

Versão oficial

Veja texto das assessorias de Comunicação da ALE sobre e de Marx Beltrão sobre a reunião

Proposta por Marx Beltrão, pauta unificada com medidas para o Pinheiro, Bebedouro e Mutange é apresentada em reunião na Assembléia Legislativa

O deputado federal Marx Beltrão (PSD), coordenador da bancada federal alagoana no Congresso Nacional, recebeu na tarde desta segunda-feira (19) uma pauta legislativa unificada formulada pelos moradores do Pinheiro, do Bebedouro e do Mutange. A pauta reúne demandas rumo a soluções para os problemas enfrentados pelas comunidades atingidas por rachaduras e afundamentos nestas regiões da capital alagoana.

“Esta é uma pauta de extrema importância porque se trata de uma demanda qualificada e que é dirigida a cada instância de decisão nos três âmbitos governamentais. O que diz respeito ao município, ao estado e ao governo federal. Nossa meta, e a meta de todos os parlamentares aqui presentes, é encaminhar as demandas e cobrar respostas em seu âmbito de competência e atuação. Assim, com este documento em três versões, os legisladores de Maceió, de Alagoas e os deputados federais e senadores terão mais subsídios para atuar de forma mais focada e assertiva nesta causa” defendeu Marx Beltrão.

 

Comissão Especial do Pinheiro recebe reivindicações destinadas aos governos Federal, Estadual e Municipal

A Comissão Especial do Pinheiro, Mutange e Bebedouro da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Cabo Bebeto (PSL), esteve reunida nesta segunda-feira, 19, com o deputado federal Marx Beltrão (PSD), comerciantes e moradores dos três bairros e com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio/AL) para discutir a atual situação dos bairros afetados por abalos sísmicos e uma pauta de reivindicação para ser entregue aos governos Federal, Estadual e Municipal.

Participaram ainda da reunião os deputados Davi Davino Filho (PP), Dudu Ronalsa (PSDB) e Sílvio Camelo (PV) e as deputadas Ângela Garrote (PP), Fátima Canuto (PRTB), Flávia Cavalcante (PRTB) e Jó Pereira (MDB), além dos vereadores por Maceió, Francisco Sales e Cleber Costa.

Durante a reunião, a comissão de moradores apresentou três pautas aos deputados. A primeira, para ser entregue à Prefeitura e aos vereadores de Maceió, contém 19 reivindicações, entre elas a de definir critérios para a entrega dos imóveis novos aos moradores, isentar a taxa de iluminação pública nos bairros afetados, apresentar um plano que garanta policiamento da guarda municipal nas áreas afetadas pelo afundamento, levantamento do Projeto Requalifica e celeridade no envio de cadastro para o FGTS.

Para o Estado foram 12 reivindicações, entre elas a inclusão das ações estruturantes no ciclo orçamentário que inicia-se em setembro de 2020, parceria público-privado entre o Governo do Estado e instituição de ensino superior, soluções de drenagem para as áreas afetadas nos bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro, comando unificado das ações, e resolução das questões micro através da manutenção de equipes de obras e assistência aos moradores das três regiões.

No âmbito federal foram 11 reivindicações, entre elas, buscar a participação do corpo técnico da Petrobras para o início imediato do preenchimento dos poços da Braskem, solicitara à ANEEL uma redução das tarifas de energia elétrica para os bairros afetados, intervir junto às seguradoras, em especial Caixa Econômica, quanto a necessidade de imediata cobertura dos seguros imobiliários, e solicitar junto ao Governo Federal uma linha de crédito à juros subsidiados para financiamento imobiliário.

 

Leia aqui, na íntegra

Comissão Especial do Pinheiro recebe reivindicações destinadas aos governos Federal, Estadual e Municipal

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