Governo vai manter shoppings, comércio e serviços fechados em AL
   28 de maio de 2020   │     22:45  │  0

Mais um decreto. Mais dez ou 15 dias. E se a tal curva epidemiológica melhorar, o governo de Alagoas deve autorizar a reabertura gradual de setores do comércio e serviços que continuam fechados no Estado.

O secretário Alexandre Ayres antecipou em entrevista na TV e no Gazetaweb que o atual decreto deve ser renovado do jeito que está. Esta é a recomendação dele e de especialistas de saúde, especialmente infectologistas.

Por telefone conversei com o secretário sobre a possibilidade de reabertura gradual do comércio e serviços. Tal e qual está acontecendo, no momento em São Paulo, Ceará e Maranhão, Estados que foram mais afetados do que Alagoas pela Covid-19.

“Esses Estados estão adotando essas medidas porque já chegaram no pico da pandemia. Alagoas ainda não”, explica.

O que Ayres e os infectologistas acreditam é que o Estado atingirá o pico da Covid-19 nos próximos 20 dias. “Estamos nos preparando para um maior aumento de casos nos próximos dias. A gente sempre trabalha ouvindo os técnicos, especialistas e infectologistas e eles tem me dito que os próximos 20 dias serão cruciais em Alagoas”, aponta.

Nessa situação, reforça Ayres, é extremamente necessário adotar medidas para aumentar o isolamento social, única forma de evitar o colapso da nossa rede de saúde: “precisamos intensificar o isolamento. Nesses próximos 20 dias, é ficar em casa o máximo que puder”, recomenda.

O tal colapso, segundo Alexandre Ayres, já teria acontecido em Alagoas se o Estado não tivesse aumentado o número de leitos para tratamento da Covid-19. “Só estamos conseguindo manter o atendimento porque disponibilizamos mais leitos”, pondera.

Saiba mais: Novo decreto pode prorrogar isolamento por mais 10 dias em AL, diz secretário

 

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Só você pode evitar o endurecimento do isolamento social em AL
     │     22:21  │  0

É chover no molhado. Mas vale a pena repetir. Quem pode evitar a manutenção das atuais medidas de isolamento social em Alagoas é você. Sou seu. Somos nós.

A Secretaria de Saúde de Alagoas alertou hoje que a curva epidemiológica da Covid-19 vai crescer nos próximos dias.

Nesse cenário, o governo trabalha com a manutenção do atual decreto. Ou pior, com o endurecimento das medidas. Apesar de não ter sido descartado, o lockdown é improvável.

Mas enquanto o número de casos da doença continuar crescendo no ritmo atual, o governo não vai autorizar o funcionamento do comércio e serviços, nem das escolas.

É uma questão de simples resolução.

No momento, só há uma saída para acabar o isolamento social em Alagoas. Pode parecer paradoxo, mas quem quer o fim do isolamento social deve contribuir para que ele seja mais efetivo, ficando em casa o máximo e circulando o mínimo pela cidade.

Quanto mais intenso for o isolamento social, mais rápido ele vai embora.

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Senador defende apuração do STF sobre Fake News. E você?
     │     20:06  │  2

O Brasil foi governado durante treze anos e meio pelo PT. Dilma caiu em 2016. Lula foi presidente até 2010. Uma década depois os “malfeitos” do seu governo são lembrados em histórias mirabolantes que povoam as redes sociais regularmente.

Mesmo depois de preso, Lula continuou sendo atacado, sempre com histórias repetidas. Se ele é ou não inocente, não sei. Mas porque não atacam com o mesmo vigor Eduardo Cunha, Sérgio Cabral e tantos outros personagens políticos ou empresários, que confessaram seus crimes ou foram pegos com o dinheiro na cueca, sejam ou não do PT?

Espalha-se o medo de que o Brasil será dominado pelo comunismo. Esquerdopatas estariam prontos para transformar o país numa Venezuela. E, pasmem, muitos acreditam.

Gente que cultua a ditadura prega a liberdade. E mais uma vez, pasmem, muitos acreditam.

Milhares morrem de Covid-19 e espalham que a doença não passa de uma “gripezinha” que pode ser curada com limão e alho. E ainda tem quem acredita.

Está claro. Essas e outras fake news (notícias falsas) não são espalhadas ao acaso. Fazem parte de uma estratégia de poder. Político e econômico.

Bem utilizadas nas redes sociais, com disparos em massa, as fake news atingem políticos, juízes e aparentemente a muitos que se contrapõem a Jair Bolsonaro.

Ex-bolsonaristas como Joice Hasselmann ou ex-ministros a exemplo de Sérgio Moro que o digam.

As “armas” agora parecem mirar os ministros do STF e a investigação que apura as fake news. E não é para menos. O inquérito aponta para um desfecho mais do que esperado: o envolvimento de empresários e políticos ligados ao presidente Jair Bolsonaro.

O presidente mais uma vez em tom de ameaça mandou recados para o STF. “Não teremos outro dia como ontem, chega”, disse, na saída do Palácio da Alvorada, em declaração transmitida pela rede CNN Brasil, numa referência as ações de busca e apreensão que teve como alvos envolvidos nas fake news. Todos ligados ao seu grupo.

Mas Bolsonaro não se limitou a ameaças. Ele revelou qual o seu maior temor: “Querem tirar a mídia que eu tenho a meu favor sob o argumento mentiroso de fake news.”

O senador Renan Calheiros, que já foi alvo, por diversas vezes de fake news, saiu em defesa da apuração conduzida pelo STF. Num esforço pouco comum entre os políticos, Renan conseguiu localizar e “derrubar” mais de 20 mil perfis falsos que o atacavam.

Existem milhões de “robôs” a serviço dos fake news, promovendo ataques agora mesmo nas redes sociais. Alguns deles certamente atacarão, com comentários encomendados esta postagem.

Eu também defendo a apuração das fake news. Afinal, quem não deve, não teme. E você?

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Prefeitos distribuem kits de remédios “sagrados” para Covid-19
     │     14:37  │  1

É uma corrida contra o tempo. Em todo o mundo pesquisadores tentam chegar a uma vacina e a remédios com eficiência comprovada no combate ao Sars-CoV-2 (o vírus) e a Covid-19 (a doença que ele provoca).

Enquanto não surgem soluções, os médicos recorrem a remédios que se mostraram promissores – e apenas isso – no tratamento da doença.

Polêmicas a parte, drogas como azitromicina, hidroxicloroquina e ivermectina estão entre as mais receitadas por aqui, junto com um reforço de vitamina C e zinco.

O problema é que esses medicamentos estão em falta, não só na rede pública, mas também nas redes privadas de todo o país. Em Maceió, esta semana estes medicamentos estavam ou estão em falta das principais drogarias a farmácias de bairro.

Nem mesmo os laboratórios de manipulação estão conseguindo dar conta da demanda. Isso porque muitas pessoas partiram para automedicação ou uso desses remédios como profiláticos (prevenção).

O secretário de Saúde de Alagoas, Alexandre Ayres, admite que existe uma dificuldade de abastecimento no setor público e diz que o Estado não tem, no momento, esses remédios e outros usados contra a Covid-19 para ampla distribuição.

O esforço no Estado, segundo o secretário, é para assegurar a distribuição de azitromicina e dipirona (antitérmico que vem sendo preferencialmente recomendado para os pacientes de Covid-19).

A hidroxicloroquina é um caso a parte. Só é entregue sob recomendação médica e consentimento do paciente, de acordo com o protocolo da Sesau.

Em meio a um cenário que mistura ansiedade, medo e desinformação, especialmente de pacientes mais pobres, algumas prefeituras decidiram distribuir de kits de remédios contra Covid-19.

A “moda” que começou em municípios da região Norte se espalha agora pelo Nordeste. Em Alagoas ao menos mais dois prefeitos aderiram a novidade, que começou em Pilar.

O prefeito Renato Filho iniciou distribuindo kits higiênicos e depois montou uma unidade de triagem para casos de síndromes gripais. De lá, os pacientes saem, com remédio na mão, a critério médico.

“Com uma equipe extremamente preparada de médicos, a nossa unidade sentinela está também realizando exames laboratoriais, eletrocardiograma e caso seja necessário, o paciente já sai com o kit de medicamentos. Com a tomografia, o paciente será avaliado ainda melhor e mais rápido.”, disse Renato, sem citar o nome dos remédios,  nas suas redes sociais.

Apesar de “Pilar está super bem abastecido do medicamento Azitromicina 500mg ou 1g – principal antibiótico receitado para tratamento da Covid-19, em falta em 42 municípios alagoanos”, o prefeito Renato Filho pediu a Sesau-AL 2 mil comprimidos de hidroxicloroquina, numa clara dificuldade de abastecimento desse remédio.

Diferente de Pilar, outras cidades parecem improvisar na montagem de kits de remédios anti Covid-19. O prefeito de Cajueiro, Palmery Neto, anunciou na semana passada em um vídeo divulgado nas redes sociais, ao lado de um médico do município, que após buscar “água no deserto”, para encontrar os remédios no mercado, teria encontrado a “água sagrada”, o “kit salvador” da Covid-19 .

O kit de Cajueiro é composto, segundo o prefeito por três medicamentos: cloroquina, azitromicina e nitazoxanida (conhecido como Annita).

Nesse caso, a nitazoxanida seria, aparentemente, um substituto da ivermectina. Os dois remédios são antiparasitários de amplo uso no Brasil, mas até o momento os médicos em Alagoas tem receitado principalmente a ivermectina.

Outra “inovação” veio, nessa quarta-feira (27) de Palmeira dos Índios. A prefeitura anunciou que “os casos positivos recebem um kit de medicamentos que contém azitromicina, albendazol, dipirona e complexo polivitamínico”.

Aqui, mais uma inovação. No lugar de ivermectina ou nitazoxanida, outro antiparasitário (vermífugo), o albendazol. Esse último sem nenhuma referência para uso contra a Covid-19, diferente dos dois primeiros, que tiveram bons desempenhos em testes in vitro – e agora estão sendo testados em ensaios com pacientes.

A improvisação não é exclusiva das cidades alagoanas. A prefeitura de Granja, no Ceará, anunciou na semana passada que vai distribuir “kits baseados no Protocolo Municipal de Tratamento precoce da COVID 19 elaborado em conformidade com os pareceres técnicos do Conselho Federal de Medicina e do Ministério da Saúde.”

Segundo a prefeitura de Granja, os kits serão constituídos de ivermectina, azitromicina, hidroxicloroquina, sulfato de zinco, vitamina D e prednisolona e a distribuição será conforme conduta pós avaliação médica.

No Pará as cidades de Marabá e Tucumã também distribuem kits contendo cloroquina, azitromicina, ivermectina e zinco, o que reforça a “improvisação” de prefeitos de Alagoas.

Na falta de um remédio, vai outro. Se faz efeito? Essa é outra história.

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AL terá 1,8 mil mortes por Covid-19 até agosto, diz universidade dos EUA
   27 de maio de 2020   │     20:04  │  4

A estimativa é do Instituto de Métricas de Saúde e Avaliação (IHME), dos Estados Unidos, cujos estudos servem de referência para a Casa Branca.

Ligado à Universidade de Washington, o grupo reviu suas previsões para o Brasil. A partir de um levantamento feito com base em dados de 19 estados brasileiros, a estimativa, é de 125 mil óbitos por Covid-19 no país até agosto deste ano.

No novo estudo, divulgado nessa terça-feira, 26, o IHME inclui a estimativa de casos para Alagoas, que podem chegar a cerca de 1,8 mil óbitos por Covid-19.

Segundo o modelo matemático do IHME, o Brasil ainda tem alguns dias de crescimento no número de óbitos pela frente, seguido de um platô (estabilização da curva), período que deve se estender até a metade de julho, quando as mortes diárias tendem a começar a cair.

De acordo com a estimativa, durante o pico, o país deve se manter em cerca de 1.500 casos letais por dia. Em Alagoas a projeção é de 21 a 22 óbitos por dia nos próximos três meses – a partir de junho até agosto.

O IHME avalia que até agosto 1.788 pessoas vão morrer em Alagoas por Covid-19. No melhor cenário possível para o Estado seriam 938 mortes. No pior caso, o número de óbitos pode chegar a 3.759.

É importante ressaltar que a estimativa do IHME (que vem se confirmando para todos os países do mundo) conta com um intervalo de incerteza bastante amplo no caso do Brasil (representado no gráfico acima pela mancha rosada que cerca a linha pontilhada vermelha) por falta de dados mais confiáveis, a exemplo da testagem de Covid-19.

De acordo com os pesquisadores, essa diferença é resultado de fatores como “disponibilidade limitada de dados, estudos pequenos e dados conflitantes”.

Diante dessa incerteza, o melhor cenário possível para o Brasil, segundo o estudo, seriam 68 mil mortes, enquanto no pior caso, esse número pode chegar a 221 mil, com o número de óbitos em alguns dias potencialmente superando os 3.000.

Veja aqui a estimativa do IHME para Alagoas

Veja aqui a estimativa do IHME para o Brasil

Saiba mais: Universidade dos EUA estima 125 mil mortes por Covid-19 no Brasil até agosto

 

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