Etanol mais barato em Alagoas? Agora só falta governo publicar decreto
   27 de setembro de 2021   │     8:40  │  0

O presidente Jair Bolsonaro antecipou a venda direta de etanol da usina para os postos de combustíveis. A medida promete aumentar a competitividade no setor, reduzir custos operacionais e pode baratear o preço final para o consumidor.

Em Alagoas, a venda direta pode começar assim que o governo de Alagoas publicar o decreto de regulamentação.

Segundo diversas fontes ouvidas pleo blog, o documento já está pronto, aguardando apenas publicação no Diário Oficial do Estado.

De acordo com o secretário da Fazenda de Alagoas, George Santoro, o decreto define regras para tributação do etanol na venda direta.

A usina ou destilaria autônoma que optar pela venda direta vai atuar em regime de ST (Substituição Tributária), mesma modalidade do segmento hoje. Em Alagoas, empresas como Petrobras atuam no setor através de ICMS ST.

A expectativa do secretário é que a venda direta reduza custos de logística, dando condições para queda no preço ao consumidor. Outra vantagem é que a venda direta pode acabar com o “passeio” do etanol alagoano, que em alguns casos precisa ir a Pernambuco para ser misturado à gasolina e depois retornar ao Estado – no caso do anidro.

Mas não é só a venda direta que vai resolver. O preço da gasolina tem grande influência no mercado de etanol no Brasil.  E quanto mais caro o combustível fóssil, mais caro o derivado da cana-de-açúcar. O preço também não deve cair do “dia pra noite”. As usinas que quiserem entrar nesse mercado vão ter que montar uma logística apropriada e arcar com custos de distribuição.

A venda direta, no entanto, deve trazer um benefício imediato para o setor sucroenergético de Alagoas. As usinas passam a ter mais uma opção de comercialização e podem fortalecer suas estratégias de negócios, com benefícios para toda a cadeia produtiva.

 

Saiba mais: Bolsonaro antecipa venda direta de etanol e flexibilização a postos bandeirados

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“Ameaças” pela relatoria da CPI é o “sinal de que estamos chegando”, diz Renan
   26 de setembro de 2021   │     20:33  │  0

Nas redes sociais, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) revelou que vem recebendo “ameaças” após sua indicação para a relatoria da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia no Senado Federal.

Pelo Twitter, neste domingo (26/9), o senador disse, sem dar maiores detalhes que as ameaças “já eram esperadas” quando decidiu aceitar uma das principais funções na comissão que investiga ações do governo federal no enfrentamento da pandemia.

“Quando aceitei a relatoria da CPI, tracei a rota de trabalho e medi ameaças a enfrentar. Isso já era esperado. Sinal de que estamos chegando. Meu pai me ensinou: não tenha amor ao perigo, mas também não tenha medo dele. Assim não terá o que temer”, tuitou Renan.

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Eleição de federal em AL será jogo e “série A” e “série B”
   25 de setembro de 2021   │     20:29  │  0

As novas regras para o “jogo” eleitoral de 2020 serão conhecidas, efetivamente, até o próximo sábado (2/10).

Já se sabe que não teremos distritão, nem o retorno das coligações proporcionais. Os partidos vão formar chapas individuais, podendo ter disputa de vagas pelas sobras na base de 80% do quociente do partido e 20% no mínimo do candidato (como expliquei aqui).

A mudança ainda depende de sanção de Bolsonaro. Mantida a regra atual ou com a nova legislação, será possível formar chapinhas e disputar vagas pelas sobras. E isso abre um leque de possibilidades em Alagoas.

O quebra-cabeças, como sempre, é montar chapas de federal. O quociente em Alagoas deve ficar em 160 mil. Havendo sobras, será possível disputar vagas com 132 mil votos no mínimo (considerando a projeção).

Um importante analista avalia, que nesse cenário, os atuais deputados federais de Alagoas vão entrar em campo divididos em duas “séries”.

“Veja bem, aqui em Alagoas a gente tem os deputados que tiveram mais de 70 mil votos. São cinco. Podemos considerar esses parlamentares, com maior estrutura, como os da série A. Os outros, que tiveram 70 mil ou menos podem ser considerados série B”, pondera.

Por esse critério, estariam na “série A”: Arthur Lira, Marx Beltrão, Nivaldo Albuquerque, Sérgio Toledo e Isnaldo Bulhões. E “na série B”: Tereza Nelma, Pedro Vilela, Severino Pessoa e Paulão.

Na avaliação do analista, o “natural” é que os atuais deputados “entrem em campo” disputando a eleição no mesmo campeonato mas por “séries” diferentes.

“Juntos os deputados com 70 mil ou menos poderiam formar uma chapa para eleger de 2 a 3. Nesse caso o difícil seria convencer o Paulão (PT) a mudar de partido”, pontua.

“Já os que tem mais de 70 mil poderão se agrupar, em dois partidos, fazendo de 3 a 4 vagas”, emenda o analista.

A estratégia será complexa. E passa pela dificuldade de formar mais de quatro ou cinco chapas competitivas em Alagoas.

Nas eleições de 2018, por exemplo, apenas 20 candidatos a federal, incluindo os eleitos, tiveram mais de 10 mil votos em Alagoas. Entre os eleitos, apenas um atingiu o quociente (JHC) e apenas outros dois (Marx Beltrão e Arthur Lira) tiveram mais de 100 mil votos.

A matemática é complexa. Mas o que se avalia nos bastidores hoje é a possibilidade de renovação de um terço da bancada de Alagoas na Câmara dos Deputados. Ou seja, três federais podem não perder a reeleição.

Quem vai abrir essas vagas? Tudo vai depender da formação dos times, que começa agora e vai até abril, quando se fecha a janela partidária. A escalação final, no entanto, fica para as convenções.

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Alexandre Ayres assume “protagonismo” da retomada em AL
     │     18:50  │  0

Nem parece, mas ainda estamos em plena pandemia. Confirmando estimativa feita pelo Secretaria de Saúde, as taxas de transmissão do novo coronavírus estão em baixa neste período – repetindo ciclo verificado em 2020.

O pico da pandemia no ano passado foi registrado no “inverno”, com redução de casos no começo do verão. As aglomerações, inclusive eleitorais, foram as responsáveis pelo novo crescimento de registros de Covid-19 em todo o Estado, a partir de janeiro deste ano.

Apesar da possibilidade de repetição do ciclo do vírus, o governo de Alagoas acaba de anunciar a reabertura do setor de eventos. A retomada será gradual, mas não lenta. Até dezembro shows poderão ser realizados com 100% da capacidade (veja abaixo).

O que mudou agora? A confiança na eficácia da vacina. A equipe da Secretaria de Saúde está convencida que a vacinação vai conter novos picos da pandemia. E também reduzir a necessidade de hospitalização dos pacientes.

Também mudou que neste sábado, o secretário Alexandre Ayres assumiu o protagonismo da retomada ao anunciar que Alagoas entrou na fase Azul do plano de distanciamento social controlado do Estado.

Pode ser coincidência ou não. Ayres conseguiu indiscutível sucesso no enfrentamento da pandemia em Alagoas, mas vem sendo alvo de ataques de deputados de oposição nas últimas semanas.

Anunciar uma mudança de fase, um novo decreto, sempre foi “tarefa” do governador. Ao delegar a missão ao secretário, Renan Filho não deixa de enviar uma mensagem que Alexandre segue firme, sem abalo pelas críticas de alguns deputados.

Veja as principais mudanças do novo decreto 

Alexandre Ayres anunciou o novo decreto pelas redes sociais. E explicou que a retomada dos eventos se deve a queda nos novos casos do novo coronavírus: “Alagoas tem uma das menores taxas de transmissão do vírus da Covid-19 e trago boas notícias: a partir de outubro, os eventos de entretenimento estão liberados em AL.”, disse.

O novo decreto de distanciamento social controlado colocou todos os 102 municípios alagoanos na fase azul do plano de distanciamento social controlado e autoriza eventos com venda de ingressos a partir do dia 1º de outubro.

As novas regras saíram em edição suplementar do Diário Oficial do Estado dessa sexta-feira (24/09).

Veja o que pode funcionar na fase azul?

– Bares e restaurantes – 75% da capacidade de público – de 5h às 0h durante a semana e de 5h até as 2h nos fins de semana

– Igrejas e templos – 75% da capacidade de público

– Academias e clubes – 75% da capacidade de público –

– Salões de beleza – 75% da capacidade de público

– Teatros, museus, circos e cinema – 75% da capacidade de público

– Eventos ao ar livre – capacidade de 200 pessoas, sem venda de ingressos

– Eventos em locais fechados – capacidade de 100 pessoas, sem venda de ingressos

– Lojas do centro e shoppings – horário normal de funcionamento

– Visitas e entrega de alimentação suplementar nos presídios

Veja aqui na íntegra o decreto no Diário Oficial do Estado de Alagoas

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JHC ou Rodrigo Cunha? Prefeito e senador estão no “páreo” para 22
   24 de setembro de 2021   │     23:39  │  2

O senador Rodrigo Cunha (PSDB-AL) está em plena pré-campanha para o governo. E não só ele. O prefeito de Pilar, Renato Filho (PSC), a deputada estadual Jó Pereira (MDB) e o presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, Marcelo Victor (SDD) estão na mesma pisada, segundo “leitura” de muitos analistas.

O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (PSB), continua correndo por fora. JHC não está em pré-campanha, mas mantém o nome “aquecido”.

Ações como passe livre ou isenção do ISS – para evitar aumento da passagem de ônibus – ajudam a manter a cotação de JHC em alta. Tanto que o prefeito de Maceió segue na liderança em todas as pesquisas para o governo de Alagoas. E quer continuar no topo.

Do mesmo grupo de JHC, Cunha chega a liderar algumas sondagens em que o nome de “J” não é incluído. A situação do senador, no entanto, é bem menos confortável.

E mais. JHC tem, segundo interlocutores, um “arsenal” de ações para disparar até o começo do próximo ano. O objetivo? Manter a popularidade em alta.

Até lá, Rodrigo vai continuar correndo trecho para tentar se consolidar como pré-candidato ao governo. Se “J” continuar no mesmo ritmo, o senador terá que se esforçar um pouco mais.

Anote. Cunha precisa construir uma candidatura efetivamente competitiva. Do contrário, JHC será “convocado” a entrar em campo. E sim, João Henrique está disposto a disputar o governo já no próximo ano, desde que avalie que tem o nome mais viável do grupo para chegar ao Palácio dos Palmares.

Outro forte motivo para o prefeito ser candidato a governador em 22? A rivalidade com o governador Renan Filho, que até lá deve crescer ainda mais (se é que isso é possível).  Mas essa é outra história.

 

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