Entrevista reveladora: “nenhum chefe de Estado ficou tão contra a vacina quanto Bolsonaro”
   8 de maio de 2021   │     18:17  │  0

Relator da CPI da Covid-19, o senador Renan Calheiros deu entrevista de 40 minutos para a estreia do Malu tá ON, podcast semanal da jornalista e colunista de O Globo Mau Gaspar.

Na conversa com Malu, durante intervalo da CPI na quinta-feira passada,6, Renan fala de Lula, Bolsonaro, Moro, Lava Jato, e principalmente da investigação dos fatos que levaram o Brasil a perder mais de 400 mil vidas na pandemia.

Na conversa, ao ser questionado no interesse em disputar a vice-presidência, Renan Calheiros descarta disputar qualquer candidatura.

“Não sou candidato a nada. Quero exercer bem o papel de relator. Não quero ser candidato a vice…”, respondeu.

A frase que mais repercutir, na mídia sobre Bolsoanro, é que está no título – “Nenhum chefe de Estado ficou tão contra a vacina quanto Bolsonaro”.

O senador também falou sobre os ataques que vem sofrendo de bolsonaristas, incluindo acusações de que é investigado ou que pode ser parcial por ser pai do governador de Alagoas. As respostas de Renan são conhecidas. Ele fala como vem conseguindo responder as investigações, dois terços já arquivadas por falta de provas.

Sobre a suspeição, diz que não faz sentido. “Se houver algo de Alagoas a ser investigado, será investigado sim, assim como qualquer outro Estado, mas não pelo pai do governador, mas a comissão designará outro senador para fazer o relatório e eu no final acolherei no relatório final”, ponderou.

Malu também quis saber como Renan Calheiros conseguiu ser reeleito em 2018.

“O senhor é considerado um sobrevivente da política, inclusive dos emedebistas graúdos, só o senhor ficou…”

“Na eleição passada, com a política criminalizada foi um horror. Pra você ter uma ideia, no Nordeste só três senadores se reelegeram. Eu em Alagoas, Ciro Nogueira no Piaui e Humberto Costa em Pernambuco. O restante perdeu. No Norte só quatro senadores se reelegeram. No Centro-Oeste em diante, Sul e Sudeste nenhum senador se reelegeu. A política foi devastada por essa criminalização pela participação do Moro do ministério público e de setores da imprensa. Foi esse consórcio que lamentavelmente aconteceu e deu no que deu. Nunca houve uma mudança desse tamanho na vida da política do nosso país”, disse Renan.

Ao citar um funk com o nome do senador (“o Renan na comissão, de genocídio vai acusar mais de cem, derruba tudo feito dominó, derruba Bolsonaro e Pazuello também), Malu quer saber se quer derrubar Bolsonaro e Pazuello.

“Prefiro ver aqueles (funks) que falam assim capricha Renan, vai capricha, capricha…quero assumir o compromisso de que vou caprichar”, apontou senador.

Ouça o podcast aqui: Renan Calheiros: ‘Nenhum chefe de Estado foi tão contra a vacina’ I A MALU TÁ ON – YouTube

Saiba mais:

A Malu tá ON: ‘Nenhum chefe de Estado ficou tão contra a vacina’, diz Renan Calheiros

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Governo em 2022? “JHC está focado na gestão e não fala nisso”
     │     16:24  │  0

Em 2014, Renan Filho “atropelou” a lógica da política alagoana (por aqui, os governadores costumam assumir com mais idade) e foi eleito governador com apenas 35 anos. Foi a quarta vitória numa carreira política que começou cedo, com a eleição e reeleição de prefeito de Murici e, depois, um mandato de deputado federal.

O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o JHC, foi eleito com apenas 33 anos. Antes teve um mandato de deputado estadual e dois de deputado federal.

Caminhos, estilos e estratégias diferentes. Ainda assim Renan Filho e JHC tem em comum a possibilidade de assumir o governo de Alagoas com a mesma idade – 35 anos.

Em todas as pesquisas eleitorais para o governo em que seu nome foi incluído, JHC assume a liderança.

Poderia o prefeito de Maceió repetir João Dória, que após um ano e três meses se desincompatibilizou para disputar o governo de São Paulo?

Se deixar a prefeitura, se disputar, se ganhar o governo…

Se, se, se… JHC pode até tentar “atropelar” lógica tal e qual Renan Filho, mas no momento, jura um dos seus principais interlocutores não perde tempo pensando em 2022: “ele está muito focado na gestão, em fazer as coisas acontecer. Essas pesquisas aí, ele nem liga. Tá preocupado em cuidar das pessoas e da cidade, nem fala em eleição”, aponta.

O interlocutor cita um desses casos de “foco” de JHC: “você viu aí o Vilas da Lagoa? O JHC conseguiu tirar a obra do papel”.

O interlocutor fazia referência a postagem no twitter do prefeito sobre a obra (veja abaixo). “Essa coisa de eleição, de ter ou ser candidato ao governo, só vai preocupar o JHC mais na frente, provavelmente no próximo ano”, pondera o interlocutor.

Em avaliação para o blog sobre resultado de pesquisa (que divulgarei aqui ainda hoje), o analista eleitoral Marcelo Bastos faz uma “leitura” do cenário político de JHC.

“Quando se apresenta os nomes na estimulada e JHC aparece em primeiro, ainda reflete muito as eleições de 2020, é tanto que o segundo colocado é o Davi Davino Filho, que na eleição passada teve 97 mil votos e quase para o segundo turno. Então ainda tá muito marcante o nome do Davi Davino Filho.  E também do JHC, pela consagração que teve nas urnas”, aponta o analista.

Para Bastos, a situação confortável em Maceió mostra força de JHC nas urnas: “nome muito forte para o pleito do governo de 2022, mas é bom lembrar que caso seja candidato terá que deixar a prefeitura em abril e ele estará com apenas 15 meses como gestor de Maceió. Será uma coragem muito grande, porque o que pode acontecer, ele ainda não terá feito uma grande gestão porque ainda estará muito no início do governo.”

Embora não descarte, Marcelo considera improvável que JHC possa disputar o governo em 2022: “Acredito que ele deve apoiar mesmo é lo Rodrigo Cunha, que é nome que tem maior densidade eleitoral em seu grupo (depois do próprio JHC)”, pondera.

Vilas

No Twitter, JHC destaca as obras do Vilas e aproveita para dar uma alfinetada na gestão anterior: “Quando assumi, não havia uma pedra de tijolo no local. Determinei celeridade e, em tempo recorde, já estamos construindo o oitavo bloco”.

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Após “ameaças” a Renan, Bolsonaro confirma agenda em AL
   7 de maio de 2021   │     20:20  │  1

Nesta sexta-feira, 7, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) desembarcou em Maceió acompanhado do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. Pela manhã visita a obras no Vilas do Mundaú, no Vergel do Lago e depois inauguração de um residencial em Junqueiro.

A escrita tem sido essa desde que Arthur Lira assumiu a presidência da Câmara dos Deputados. Na sexta-feira, desembarca em Alagoas para entregar obras, assinar convênios, distribuir tratores etc etc etc. E onde anda, Lira vira o centro das atenções. Nem mesmo a presença de um ministro tira o peso do deputado neste momento.

Na próxima semana, essa rotina deve ser quebrada. Desta vez, Arthur Lira deve desembarcar por aqui com Jair Bolsonaro. O presidente tinha agenda esta semana no Estado, mas adiou a visita, agora confirmada para o próximo dia 13.

A agenda inicial previa visita a São José da Tapera para visita a obras do canal do sertão – e foi mudada a partir de convite feito pelo prefeito de Maceió, JHC, com a inclusão da inauguração dos residenciais Oiticica I e II em Maceió e acompanhamento da vacinação em Maceió.

Bolsonaro adiou a visita desta semana para a próxima quinta-feira e tudo indica que fará a inauguração dos residenciais, podendo ainda fazer uma visita ao Pinheiro e ao viaduto da PRF.

Será um momento para aumentar a tensão já existente entre o grupo do presidente Jair Bolsonaro e apoiadores do governador Renan Filho e do senador Renan Calheiros.

Nessa quinta-feira, visivelmente insatisfeito com o desempenho de Renan como relator da CPI da Covid-19 Bolsonaro disse que vai mandar fiscalizar o uso de recursos federais em Alagoas, sugerindo a existência de desvios no Estado.

Apesar do aumento de tensão provocado pelo presidente, Renan Calheiros dá sinais de que continuará firme como relator da CPI e o governador Renan Filho não parece ter se abalado com as ameaças.

E quanto ao prefeito JHC e ao deputado Arthur Lira, que certamente acompanharão o presidente na visita a Alagoas, tudo indica que farão bem o dever de casa. Devem atuar como bombeiros, tentando tirar o maior proveito para Alagoas e Maceió.

Nesse momento, mesmo sendo adversários dos Renans, não parece interessar a Arthur Lira e JHC um confronto aberto com o governador – o que só deve acontecer no próximo ano se Renan Filho deixar o governo para disputar algum mandato, algo que nesse momento segue no campo das incertezas.

Lembrando que na visita de Bolsonaro ao Estado pode acontecer tudo, inclusive nada. Vai depender do humor do presidente no dia. Vai que ele acorda bem…

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PDT repete “erro” ao ameaçar de expulsão secretário de Estado
     │     16:47  │  0

Dizem que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. O PDT de Alagoas está aí para provar que isso é possível sim.

Em agosto de 2019 quando Rafael Brito assumiu a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo do Estado, o partido adotou uma postura inesperada. Filiado ao PDT, o secretário foi suspenso por 60 dias e ameaçado de expulsão.

Ninguém sabe dizer a essa altura se Brito foi expulso, mas o fato é que hoje na Secretaria de Educação, Rafael está com o “coração” no MDB. Deve assinar, em breve a ficha de filiação ao partido.

Mesmo “ameaçado”, Rafael Brito manteve laços de amizade pessoal com o presidente do PDT em Alagoas, o vice-prefeito de Maceió, Ronaldo Lessa.

Agora, o partido repete o “erro” – literalmente. O raio caiu de novo na Sedetur. E de novo com alguém que declaradamente tem gratidão e amizade por Ronaldo Lessa.

Em reunião nessa quinta-feira, 6, o partido emitiu nota comunicando a suspensão de Marcius Beltrão, substituto de Rafael Brito na Sedetur.

O ex-prefeito de Penedo é filiado ao partido há quase 20 anos. Desde então mantém uma relação de amizade com Ronaldo Lessa. Tanto que foi um dos coordenadores da campanha de JHC no segundo turno em Maceió. Veio para ajudar o amigo e aliado, mesmo depois de ter enfrentado 45 dias de campanha em vários municípios do litoral sul do Estado,

O afastamento não deve abalar os planos do secretário. Na verdade pode até facilitar futuras composições partidárias.

Marcius terá um prazo de três dias para “explicar” porque aceitou a nomeação para a Sedetur. E a resposta – anote – será simples. O novo secretário vai dizer que aceitou a missão pela necessidade de viabilidade eleitoral.

O desfecho é mais do que previsível. O PDT perderá mais um quadro importante, mas Ronaldo Lessa deve manter o amigo para o resto da vida.

Nos dois casos, Rafael e Marcius, a escolha não passou por compromissos partidários ou coisas do tipo. A filiação de ambos ao partido não pesou para a nomeação e, passaria despercebida não fosse as reações internas.

Marcius Beltrão

Veja a nota do PDT

NOTA PÚBLICA

O Partido Democrático Trabalhista, por sua Comissão Executiva Estadual em Alagoas, reunida de forma extraordinária na sede oficial do Partido, aos 6 (seis) dias de maio de 2021, em decorrência da publicação no DOE em 04/05/2021, à folha 39, no qual trouxe a nomeação do filiado e membro da Executiva Estadual, Marcius Beltrão, galgado ao posto de Secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo, vem publicamente manifestar surpresa com a nomeação do integrante dos quadros partidários e afirmar que o PDT/AL, conforme posicionamentos anteriores, não faz parte da composição com o Governo do Estado, motivo que decidiu, desde logo, afastar cautelarmente o filiado Marcius Beltrão das funções de direção do partido até os desdobramentos do processo no conselho de ética, conferindo ao filiado, no momento oportuno, todo direto à ampla defesa e ao contraditório.

Deliberou também, por derradeiro, que o filiado Marcius Beltrão terá prazo de três dias úteis para se explicar presencialmente ou por escrito, caso queira, sobre os fatos ora apontados e sobre o seu afastamento, sob pena de incorrer nas sanções previstas nos Artigos 61, parágrafo 1o e 62 do estatuto do PDT.

Maceió/AL, aos seis dias de maio de 2021.

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Bolsonaro tenta intimidar Renan e a CPI e faz “ameaças” a governo de AL
   6 de maio de 2021   │     23:01  │  1

O presidente da República tem demonstrado incômodo crescente com a atuação do senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid-19 no Senado.

Durante a live semanal, nessa quinta-feira, 6, Jair Bolsonaro verbalizou ameaças que só se ouviam, até então, nos burburinhos dos bastidores. O presidente afirmou que houve desvios de recursos em Alagoas e emendou: “Então, vamos investigar o teu filho que nós vamos resolver esse problema”.

O relator da CPI da Covid-19 reagiu imediatamente. “A CPI foi atacada pelo e excelentíssimo presidente da República”, afirmou.

O senador disse que todos, sem exceção, serão investigados. Talvez seja isso que o presidente tema.

“Eu queria, com a permissão dos senhores, com todo o respeito ao presidente, [dizer] que o que mata é a pandemia, pela inação, inépcia, que eu torço não seja ele. Não queremos fulanizar isto aqui. Quanto ao Estado de Alagoas, ele não gaste seu tempo ociosamente como tem gasto enquanto os brasileiros continuam morrendo. Aqui, se houver necessidade, todos sem exceção serão investigados”, afirmou Renan Calheiros.

A fala de Bolsonaro

Veja o que disse o presidente: “Um lá disse: quais dessas frases matou mais gente no Brasil? Aí falou…tá, tá, tá… Sabe qual seria minha resposta? Ô, prezado e excelentíssimo senador [referindo-se ao senador Renan Calheiros (MDB), relatou da CPI]: frase não mata ninguém, mas desvio de recursos, sim, que seu estado desviou. Então, vamos investigar o teu filho que nós vamos resolver esse problema”, declarou o presidente Bolsonaro.

Saiba mais aqui: COVID: Bolsonaro diz que houve desvios em AL e cobra que Renan Filho seja investigado

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