A política AL “gira” em torno dos candidatos a deputado federal
   12 de agosto de 2022   │     21:07  │  0

Pela regra, o cargo mais importante a ser disputado nos Estados este ano é o de governador, seguido do Senado, deputado federal e estadual.

Em Alagoas, no entanto, o pleito se mantém até agora orbitando em torno das eleições para deputado federal – mais uma vez.

A formação de chapas de federal, levando em conta princípios como viabilidade eleitoral e fundo partidário foi decisiva até o omento na política de Alagoas e deverá perder força com o começo da campanha de rua, efetivamente.

Foi a participação em uma chapa competitiva que levou Marx Beltrão, e Daniel Barbosa para o PP e para Arthur Lira, embora os dois tenham laços históricos com MDB e com Renan Calheiros. Agora, por força das “contingências” precisam votar em Rodrigo Cunha – situação parecida com Gilvan Barros.

O ex-deputado João Caldas foi para o UB, levado por Arthur Lira, sonhando com uma vaga competitiva. E de fato tinha amplas chances de vitória, mas a disputa pelo controle do PSB terminou levando ao lançamento de outro federal da família, o DR JAC, pelo PSB, numa movimentação que causou danos em várias candidaturas majoritárias.

A promessa de ajuda para montar uma chapa de federal manteve, ao fim e ao cabo, Pedro Vilela e o PSDB na aliança com o UB, embora sua chapa seja considera com pouca viabilidade.

Também foi para o União Brasil Alfredo Gaspar de Mendonça, ex-aliado de Renan Filho que agora vota em Rodrigo Cunha, diferente de Marcius Beltrão, que também foi para o partido mas manteve o compromisso de votar em Paulo Dantas e Renan Filho.

O deputado Severino Pessoa que chegou a comandar três partidos diferentes em Alagoas, foi para o MDB e embarcou na campanha de Paulo Dantas, invertendo a posição com Luciano Barbosa em Arapiraca.

A montagem de duas chapas competitivas de deputado federal – uma no Republicanos e outra no PSD – garantiu a manutenção da candidatura e Rui Palmeira ao governo. O ex-prefeito conseguiu resistir a todas as pressões, se manteve na disputa e não é nome fora do páreo.

Na coligação de Paulo Dantas, as chapas do MDB e da Federação do PT/PV/ PCdoB, foram montadas sem grandes sobressaltos, mas ajudaram – e muito – a consolidar a sua candidatura ao governo.

Todas as “costuras” nas chapas de deputado federal – e não só nelas – até aqui, tiveram a participação direta de líderes como Renan Calheiros, Arthur Lira e Marcelo Victor. Com o “time montado”, o papel se inverte. A partir de agora serão os federais que irão depender das candidaturas majoritárias. Mas essa é outra história.

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AL tem 7 candidatos ao governo e 6 ao Senado: mas tudo pode mudar
   11 de agosto de 2022   │     17:55  │  0

Pela regra, as convenções partidárias devem deliberar a participação das legendas em coligações majoritárias e nomes de candidatos proporcionais entre outras questões legais. Mas regra que é regra tem exceção.

É tradição que os convencionais deliberem sobre estes temas e – pelo menos no caso de Alagoas – deixem autorizadas previamente “deliberações posteriores” para a direção executiva do partido.

E é por conta dessa “brecha” que tudo pode mudar. Se tudo continuar como está, hoje, Alagoas terá sete candidatos ao governo e seis candidatos ao Senado. Alguns nomes foram escolhidos de última hora e ainda permanecem desconhecidos nos meios políticos e da mídia. É o caso de Luciano (PMB) e de Luciano Almeida (PRTB).

De acordo com as atas registradas até até 17h de hoje (11/08) no TSE, essa é a lista de candidatos ao governo de Alagoas:

Luciano Almeida- PRTB
Luciano Fontes – PMB
Cícero Albuquerque – PSOL
Rui Palmeira – PSB
Fernando Collor – PTB
Rodrigo Cunha – UB
Paulo Dantas – MDB

 
De acordo com as atas registradas até 17h de hoje (11/08) agora no TSE, essa é a lista de candidatos ao Senado de Alagoas:

Suzana Souza – PMB
Mário Agra – PSOL
Davi Davino Filho – Progressistas
Renan Filho – MDB
Coronel Walter do Valle – Pros
Luiz Diego – PSB

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Coligação de Rodrigo Cunha pode perder mais um partido
   10 de agosto de 2022   │     23:13  │  1

No dia da realização da convenção do União Brasil (30/08) a coligação Alagoas Merece Mais, que tem o senador Rodrigo Cunha (UB) como candidato a governador seria formada por nove partidos Federação PSDB/Cidadania, PP, UB, PDT, Podemos, PL, PSB e Solidariedade.

Desde então, a coligação começou a sofrer baixas. A primeira legenda a desembarcar foi a do PDT, de Ronaldo Lessa, que se coligou com o MDB de Paulo Dantas. Em seguida, o PL, que estava sob coordenação de Arthur Lira confirmou coligação com o PTB de Fernando Collor.

Depois de realizadas as convenções, em 5 de agosto, novas baixas foram confirmadas. O Podemos se coligou com o MDB e o PSB de JHC decidiu sair isolado, sem candidato a governador.

Uma nova baixa deve ser confirmada essa semana na Justiça Eleitoral.

O Solidariedade, de Paulinho da Força, está mergulhado num verdadeiro imbróglio em Alagoas. O partido registrou três convenções no Estado. Em uma, decidiu coligar com Paulo Dantas. Na outra, confirmou coligação com Paulo Dantas.

“O problema é que essa convenção que realizaram no dia 5, que fez a opção pelo Rodrigo Cunha, está cercada de irregularidades. O processo é tão estranho que a reunião do partido foi convocada para um endereço residencial, para a casa de uma dirigente partidária, o que fere a legislação”, aponta um influente interlocutor envolvido no “imbróglio”.

Segundo o interlocutor, a outra convenção foi realizada no dia 2 de agosto, dentro do rito processual normal. “Esse outro grupo alega ter conseguido uma liminar para fazer a convenção no dia 5, mas estranhamente, como será comprovado em juízo, a liminar só foi expedida no dia 6 de agosto”, resume.

Se a Justiça acatar como válida a convenção do dia 2 e não a do dia 5, a coligação de Rodrigo Cunha sofrerá mais uma baixa – e significativa. São cerca de 15 segundos do tempo do Guia Eleitoral que sairão do candidato do UB para reforçar o tempo do candidato do MDB.

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Rui não tem candidato ao Senado, mas tem estratégia para ir ao 2o turno
     │     16:57  │  0

O candidato a governador do PSD, Rui Palmeira, partiu para a campanha nesta quarta-feira (10/08) com ânimo redobrado.

A definição do presidente do Republicanos, Arthur Albuquerque, como candidato a vice-governador, aumento o ânimo do grupo.

“Vamos chegar ao segundo turno. Não sei se será com Paulo Dantas ou Fernando Collor. Sõ não deve ser com o Rodrigo Cunha”, aponta o vereador de Maceió, Joãozinho Gabriel.

Segundo várias pesquisas de “consumo interno” do PSD, Rui Palmeira já teria ultrapassado Rodrigo Cunha, se consolidando na terceira posição. “Agora vamos trabalhar para consolidar o nome de Rui Palmeira em todo o Estado”, aponta.

De acordo com vários interlocutores, a estratégia ficou definida assim para esse momento: o grupo do PSD cuida da campanha na região metropolitana de Maceió e o grupo do Republicanos seria responsável pelas ações no agreste, serão e litoral norte.

As atividades de campanha com a participação de Rui Palmeira e Arthur Albuquerque começaram a ser realizadas nesta quarta por Arapiraca (veja fotos). Os dois candidatos seguem, juntos, nas atividades por vários municípios, especialmente onde tem bases, a exemplo de Maceió.

Sem senador

Com dificuldades internas para conseguir um nome “competitivo” na disputa ao Senado em função da composição das chapas proporcionais, dirigentes do Republicanos e do PSD decidiram não lançar candidato a senador. A estratégia é focar na chapa de governador e apostar todas as fichas no segundo turno da eleição ao governo.

Rui Palmeira participa de reunião com Arthur Albuquerque em Arapiraca (Foto: divulgação)

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Arthur Lira tenta “dividir” com Collor palanque de Bolsonaro em AL
     │     2:02  │  2

O senador Fernando Collor (PTB) tomou para si a tarefa de montar o palanque de Jair Bolsonaro (PL) em Alagoas. Fez isso enquanto o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP) montava o palanque do senador Rodrigo Cunha, candidato a governador do União Brasil, e da deputada estadual Jó Pereira (PSDB), candidata a vice-governadora da chapa.

Enquanto Collor espalhava outdoors com Bolsonaro e mobilizava os alagoanos para receber o presidente em Maceió, o presidente da Câmara dos Deputados cuidou de montar chapas proporcionais no UB e no PP, além de coordenar diretamente a articulação de diferentes legendas no Estado.

Como era de se esperar, Collor caiu no gosto dos bolsonaristas em Alagoas. E o gosto foi tanto que parece ter incomodado não só lira, mas também seus principais aliados do UB. Enquanto o candidato a governador do PTB cresce nas pesquisas, despontando como favorito para uma das vagas no segundo turno na eleição para o Palácio dos Palmares, o candidato de Arthur Lira ao governo, Rodrigo Cunha, caiu da primeira para a terceira posição.

Em meio a esse cenário, Arthur Lira participou de um evento com representantes do agronegócio de Alagoas nessa segunda-feira (08/08) e levou com ele o ex-secretário de Segurança Pública, Alfredo Gaspar de Mendonça, candidato a deputado federal pelo UB.

No evento, Gaspar e Lira saíram em defesa de Bolsonaro e buscaram emplacar um discurso bolsonarisnta. Tentam agora, juntos, “dividir” com Collor o bolsonarismo de Alagoas.

No encontro Arthur Lira (PP) disse, segundo a Folha de São Paulo, que “ninguém representa mais [Jair] Bolsonaro em Alagoas” do que ele. “Ninguém vai roubar isso. Temos que saber diferenciar quem precisa de Bolsonaro e quem ajuda Bolsonaro a trabalhar”, disse o presidente da Câmara – (veja abaixo).

Fora do baile?

A nova estratégia de Arthur Lira, de buscar reforço político entre os bolsonaristas em Alagoas, ainda carece de “ajustes” – aparentemente. O candidato ao governo de sua coligação, Rodrigo Cunha, se recusou a montar o palanque do atual presidente no Estado até o momento. Terá que chamar para si a tarefa agora ou pode correr o risco de perder espaço para um “bolsonarista raiz”, de sua chapa. Mas essa é outra história.

Leia aqui na íntegra: Lira diz que ninguém representa mais Bolsonaro em Alagoas do que ele

 

Arthur Lira e Rodrigo Cunha durante encontro com o agronegócio em Maceió (Foto: reprodução Instagram)

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