Renan reage a Época: “a Globo sabe que nunca mercantilizei leis”
   22 de abril de 2017   │     14:08  │  0

A revista Época, que circula neste final de semana traz, como reportagem de capa a “mercantilização” de leis no Congresso Nacional: “As leis que a Odebrecht comprou com propina – A investigação sobre a venda de leis para a Odebrecht conduz a Lava Jato ao coração da corrupção no Congresso”

A reportagem cita alguns senadores, entre eles o presidente do Senado, Eunício Oliveira, o líder do governo, Romero Jucá e o líder do PMDB, Renan Calheiros.

O senador Renan Calheiros reagiu à reportagem com uma nota onde reafirma que não tem medo de ser investigado e diz que “ninguém mais do que Globo e Revista Época sabe que nunca mercantilizei leis”.

Veja a nota na íntegra:

Nota senador Renan Calheiros sobre reportagem de capa da Revista Época.

A capa da Revista Época desta semana traz ilações e acusações absurdas sobre minha conduta. Ninguém mais do que Globo e Revista Época – sobretudo por meio de seus diretores João Roberto Marinho, Evandro Guimarães e, agora, Paulo Tonet -, sabe que nunca mercantilizei leis.

Ao contrário. Proibi os “jabutis” e cobrei responsabilidades dos que faziam isso.

Jamais me senti devedor de doadores de campanhas eleitorais ou de lobistas, que circulam legítima ou ilegitimamente pelo Congresso Nacional.

Humildemente repito que não temo ser investigado. Tenho certeza de que jamais serei condenado por qualquer conduta, uma vez que sempre atuei dentro da legalidade.

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Rombo da previdência dos servidores de Alagoas chega a R$ 1 bilhão
   21 de abril de 2017   │     18:26  │  3

O “rombo” ou “déficit” do AL Previdência – autarquia que paga os benefícios a servidores aposentados do Estado – previsto no Orçamento para 2017 é de R$ 964 milhões.

O valor corresponde à diferença entre as contribuições patronal e as descontadas dos servidores e o volume de recurso necessário para o pagamento dos benefícios (R$ 1,66 bilhão).

Quem paga a conta da diferença, no final das contas é o contribuinte. O dinheiro para cobrir o déficit sai do Tesouro Estadual. Em outras palavras é dinheiro que vai sair do caixa do estado e poderia ir para investimentos em outras áreas.

O secretário de Planejamento e Gestão do Estado, Fabrício Marques Santos, avalia que o rombo – ao final do ano – poderá ficar ainda maior: “deve ficar em R$ 1 bilhão ou um pouco mais”, resume.

E explica: “o número de servidores que está se aposentado, desde o final do ano passado, é maior do que esperado”.

O aumento nos pedidos de aposentadoria, avalia Santos, é decorrente entre outras questões, da Reforma da Previdência, avalia Fabrício: “desde que o governo federal enviou para o Congresso Nacional a PEC, percebemo um crescimento nos pedidos de aposentadorias. Muitos servidores que já tinham tempo para se aposentar e esperavam por mais algum benefício decidiram levar o processo adiante”, pondera.

Sem saída

No curto prazo, não existem mais remédios para tratar do problema da previdência estadual: “a tendência é piorar. Temos feito todos os ajustes possíveis, mas não existe solução isolada. Alagoas, assim com os outros Estados e municípios, depende do governo federal para resolver a questão previdenciária”, resume Fabrício Santos.

 

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Vox Populi: 78% dos brasileiros desejam a cassação de Temer
     │     17:50  │  0

A Revista Carta Capital, que circula a partir desta sexta-feira, 21, traz o resultado de pesquisa do Insituto Vox Populi, ecomendada pela Cut. A revista apresenta com exclusividade outra dimensão da sondagem: para 78% dos entrevistados, o Tribunal Superior Eleitoral deveria cassar o mandato de Temer pelas supostas irregularidades cometidas pela chapa Dilma-Temer em 2014.

Entre os entrevistados, nove em cada dez desejam que o novo presidente seja escolhido por eleições diretas, e não pelo Congresso Nacional, como previsto pela Constituição.

Veja a reportagem, em formato digital,

CUT/Vox Populi: 78% dos brasileiros desejam a cassação de Temer

A popularidade de Michel Temer não para de despencar. Apenas 5% da população considera o desempenho do presidente ótimo ou bom, ante  14% em outubro do ano passado, revelou uma pesquisa do instituto Vox Populi, encomendada pela Central Única dos Trabalhadores e divulgada em primeira mão por CartaCapital na semana passada.

Na edição que chega às bancas de todo o País nesta sexta-feira 21, a revista apresenta com exclusividade outra dimensão da sondagem: para 78% dos entrevistados, o Tribunal Superior Eleitoral deveria cassar o mandato de Temer pelas supostas irregularidades cometidas pela chapa Dilma-Temer em 2014. Não é tudo: nove em cada dez brasileiros desejam que o novo presidente seja escolhido por eleições diretas, e não pelo Parlamento, como previsto pela Constituição.

Os pesquisadores consultaram 2 mil eleitores com mais de 16 anos, residentes em 118 municípios, de todos os estados e do Distrito Federal, em áreas urbanas e rurais, entre 6 e 10 de abril.  A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Motivos para apoiar a destituição de Temer não faltam. O peemedebista tem promovido um desmonte dos resquícios do Estado de Bem-Estar Social no Brasil, com o congelamento dos gastos públicos por duas décadas e a dilapidação dos direitos dos trabalhadores, um projeto político que jamais passaria pelo crivo do voto popular.

A rejeição às reformas de Temer beira a unanimidade. O aumento da idade da aposentadoria para 65 anos e do tempo de contribuição (mínimo de 25 anos), base da reforma da Previdência, é rejeitado por 93%, revela a pesquisa CUT/Vox Populi. E e 80% reprova a Lei de Terceirização.

Além disso, o peemedebista figura como anfitrião, em seu escritório político em São Paulo e no Palácio do Jaburu, de negociatas que somam mais de 80 milhões de reais, segundo as delações de executivos da Odebrecht. Blindado pelo cargo, que o protege de responder por atos cometidos antes de sua posse, Temer possui nada menos que oito ministros investigados pela Operação Lava Jato.

O desejo de antecipar as eleições presidenciais esbarra, porém, na má vontade do Legislativo para entregar ao povo o seu destino. Boa parte dos parlamentares, na verdade, parece mais preocupada em salvar a própria pele, e não se descarta a possibilidade de uma autoanistia para crimes eleitorais, como a prática do caixa 2. Apenas a nova lista de inquéritos autorizados pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, atinge 24 senadores e 39 deputados federais.

Animador do impeachment de Dilma Rousseff, o senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, é recordista de investigações abertas, ao lado de Romero Jucá, do PMDB, cada um deles alvo de cinco apurações. Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB), também figuram nas planilhas de repasses ilegais da Odebrecht, com os apelidos de “Botafogo” e “Índio”, respectivamente.

Leia aqui na pintegra: https://www.cartacapital.com.br/politica/cut-vox-populi-78-dos-brasileiros-desejam-a-cassacao-de-temer

Gráfico – Pesquisa CUT/Vox Populi]

Gráfico - Pesquisa CUT/Vox PopuliGráfico – Pesquisa CUT/Vox Populi566

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Engenheira da Braskem Alagoas torna-se primeira mulher no Brasil a conquistar certificação internacional
     │     17:22  │  0

Para celebrar seus 10 anos de trabalho na área de Automação, a engenheira elétrica Camila Câncio decidiu se submeter à certificação da Sociedade Internacional de Automação (ISA, na sigla em inglês) para  e validar e reafirmar sua performance profissional. O que no início  era apenas a certificação de seu desempenho no exercício de suas atividades  se transformou em uma importante  conquista. Com a sua  aprovação no Certificado Profissional de Automação (CAP, na sigla original), no começo de abril, ela se tornou  a primeira mulher no Brasil  a receber  este título, além de ser a única profissional na Braskem, em todo país, a deter este reconhecimento por parte da ISA.

Esta Sociedade, fundada em 1945 e sediada nos Estados Unidos, é a instituição que regulamenta e define as boas práticas na área de Automação Industrial no planeta. Desta forma, a CAP é a única certificação que comprova a capacitação de um engenheiro de automação válida em todos os países do mundo.

Aos 34 anos de idade e há seis na planta PVC da Braskem, em Marechal Deodoro, a engenheira trabalha com automação desde o período de estágio, e ao buscar este reconhecimento, quis testar suas habilidades e se capacitar para outros desafios. Camila pensou em obter o certificado CAP inspirada em um outro integrante da Braskem, Artur Toledo, que hoje está em uma unidade da empresa nos Estados Unidos. Ela sabia que seria a única profissional da Braskem no Brasil a ter o reconhecimento, mas ficou surpresa ao saber que foi uma pioneira entre as mulheres no Brasil.

“Soube disso através de uma publicação da Revista Controle & Instrumentação, que me parabenizou na página deles no Facebook. Eu senti muito orgulho de ser a primeira mulher no Brasil a ter o CAP e espero que isso sirva mais ainda de inspiração para que outras mulheres também se disponham a tirar a certificação e avancem na Engenharia e dominem também esta área”, comemorou Camila.

Preparação e empenho

Atuando numa  atividade que, por si,  já exige muita dedicação, Camila passou todo o ano de 2016 estudando para a prova de certificação, cumprindo um cronograma diário de leitura e resolução de questões de provas do CAP. “A cada questão, de múltipla escolha, eu fazia um pequeno resumo do conteúdo teórico que se aplicava àquele caso, para facilitar a assimilação do aprendizado. Eu tinha também o livro padrão de preparação para a certificação e agendei minha prova para o começo deste ano, no período das minhas férias, para poder estudar mais e revisar o que já tinha aprendido”, explicou.

Com todas as etapas cumpridas, ela partiu para Recife, onde a prova foi aplicada. Foram quatro horas para responder 175 questões sobre a prática de Automação. Em inglês. O resultado  foi divulgado logo após o término da prova.“Quando saiu o resultado , e eu vi que fui aprovada, senti uma alegria muito grande, como se estivesse recebendo um presente pelos  10 anos trabalhando com Automação”, relembrou Camila, que contou com o incentivo e a  torcida de seus colegas de fábrica, hoje orgulhosos por seu sucesso.

Uma conquista que inspira e motiva outros integrantes, homens e mulheres,  na busca de novas certificações dentro da Automação, e que destaca o estado de Alagoas em todo o país, como lembrou Francisco Brasileiro, líder de Camila na PVC.

“O exame de certificação reflete o conhecimento teórico, prático e as habilidades necessárias para o desempenho em alto nível de um profissional de Automação. Fico muito orgulhoso com a conquista da Camila e a grande repercussão deste feito no âmbito da Automação. Temos uma equipe extremante qualificada e dedicada aqui em Alagoas e este reconhecimento permite uma maior divulgação das realizações desta área”, afirmou Francisco.

 (com assessoria)

engenheira Braskem

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Alagoas perde mais de 9 mil empregos em março e 27 mil no ano
   20 de abril de 2017   │     18:43  │  0

De novo Alagoas registrou um dos piores resultados do Brasil no mercado de trabalho formal. Em março de 2017, revelam dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, divulgados nessa quinta-feira (20), o estado registrou a terceira maior redução de empregos do país (atrás apenas de Rio de Janeiro e São Paulo) e a maior do Nordeste.

Em março, foram registradas 5.955 admissões e 15.920 desligamentos. No mês, o saldo negativo foi de -9.335 postos de trabalho com carteira assinada.

Mais uma vez todos os setores da economia registraram perdas de empregos em Alagoas. Novamente, o pior resultado – o que já era esperado – ficou com a indústria de transformação, com saldo negativo de -7.735 empregos formais em fevereiro. O setor, que inclui as usinas, foi impactado pelo final da safra de cana-de-açúcar.

Fundo do poço

A “surpresa” no Caged de março ficou como setor de serviços – normalmente o último a sentir os efeitos da crise. Com saldo negativo de -649 empregos formais, esse setor foi o que mais desempregou em Alagoas em março, depois da cana-de-açúcar.

Mias de 27 mil empregos perdidos

No acumulado de janeiro a março, Alagoas registrou 19.244 admissões e 46.877 demissões, com saldo negativo de -27.633 empregos formais. A variação negativa na comparação com o estoque de tralhao em relação ao período anterior é -7,73%.

Considerando os dados de 12 meses – de abril a março – que mostram um “retrato” mais real da situação do mercado de trabalho, Alagoas registrou 111.463 admissões, 127.403 demissões, com saldo negativo de -15.940 empregos formais e variação de -4,61 na comparação com o período anterior.

Entre os setores, os maiores saldos negativos em 12 meses foram registrados na indústria (de transformação (-6.870), construção civil (-5.093), comércio (-2.735), serviços (-951) e agropecuária (-127).

caged alagoas março 2017

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