Para votar em Temer e por emendas, Marx Beltrão e Maurício Quintella deixam ministérios
   19 de outubro de 2017   │     23:41  │  0

A informação é da Folha de São Paulo. O presidente Michel Temer vai exonerar, nesta sexta-feira, 20, os deputados que ocupam ministérios. Deixam os cargos, temporariamente, oito ministros, entre eles Marx Beltrão (Turismo) e Maurício Quintella (Transportes).

A exoneração, a pretexto da votação da segunda denúncia contra Michel Temer na Câmara dos Deputados, vai ajudar os deputados a apresentar também as emendas parlamentares, “tirando a vez” dos suplentes.

Como o prazo para a apresentação de emendas acaba no dia 20 de outubro, alguns deputados – e pelo que se sabe é o caso dos dois ministros alagoanos – vão reapresentar as emendas, substituindo as que tinham sido feitas por seus suplentes.

A apresentação de emendas faz parte do jogo político e ajuda a “aproximar” os parlamentares de suas bases, especialmente dos prefeitos.

Veja a reportagem da Folha

Temer exonera 8 ministros com mandato na Câmara para votação da 2ª denúncia

Para barrar a segunda denúncia que tramita contra ele na Câmara, o presidente Michel Temer chamará reforço ao plenário da Casa: exonerará nesta sexta-feira (20) oito de seus ministros que possuem mandato de deputado federal para que eles votem a seu favor na semana que vem.

Os únicos que não sairão dos cargos são Ricardo Barros (Saúde) e Osmar Terra (Desenvolvimento Social).

Na prática, o governo contará com dez ministros, já que Raul Jungmann (Defesa) e Fernando Bezerra Coelho (Minas e Energia) já foram exonerados para a votação da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, que ocorreu nesta quarta-feira (18), com vitória do presidente por 39 votos a 26.

Já a exoneração de Antonio Imbassahy (PSDB-BA), Mendonça Filho (DEM-PE), Marx Beltrão (PMDB-AL), Leonardo Picciani (PMDB-RJ), Bruno Araújo (PSDB-PE), Sarney Filho (PV-MA), Ronaldo Nogueira (PTB-RS) e Maurício Quintella (PR-AL) sairá no Diário Oficial da União desta sexta.

A votação da denúncia contra Temer e os ministros Moreira Franco (Secretaria-Geral) e Eliseu Padilha (Casa Civil) no plenário da Câmara está marcada para quarta-feira (25), mas, segundo auxiliares de Temer, as exonerações precisam ser publicadas até esta sexta, quando termina o prazo legal para apresentação de emendas parlamentares.

O prazo de 20 de outubro consta de artigo do regimento interno da Câmara para apresentação de emendas à despesa e à receita, inclusive renúncia de receita do Orçamento.

E, dessa forma, os ministros que voltaram à Casa poderão fazer essas indicações de verba para as suas bases. Na Câmara, pelos próximos dias, eles também participarão das articulações de votos contra a denúncia, em placar que deve ser mais apertado para o presidente, segundo esperam aliados do Planalto.

Leia aqui, na íntegra:

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/10/1928533-temer-exonera-8-ministros-com-mandato-na-camara-para-votacao-da-2-denuncia.shtml

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Governo também confirma mudanças no comando da Adeal
     │     23:34  │  0

O pacote de mudanças na Secretaria de Agricultura, anunciado nesta quinta-feira, não vai se restringir apenas ao secretário Álvaro Vasconcelos. Vários cargos serão mudados na Pasta.

A mudança também inclui a presidência da Agência de Defesa Agropecuária de Alagoas – Adeal.

Rui Alves, que era indicado do PTB vai ser trocado por Augusto César Jatobá, servidor de carreira do órgão. A indicação é técnica dentro do alinhamento político da base do governo

O Antônio Albuquerque foi comunicado da mudança ontem. O PTB mantém como indicação do partido o secretário do Trabalho, Arthur Albuquerque.

A informação foi confirmada pelo secretário do Gabinete Civil, Fábio Farias.

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Renan Filho anuncia mudança na Secretaria de Agricultura
     │     16:51  │  0

A mudança foi confirmada nesta quinta-feira a tarde. O governador Renan Filho decidiu mudar o secretário da Agricultura. Álvaro Vasconcelos já foi comunicado do seu afastamento e a portaria de exoneração deve ser publicada amanhã.

A mudança, segundo o secretário de Comunicação do Estado, jornalista Ênio Lins, faz parte de ajustes políticos que estão sendo realizados no governo.

“O governador reconhece e agradece o importante trabalho realizado por Álvaro Vasconcelos á frente da Secretaria de Agricultura”, aponta.

Novo secretário é pesquisador da Embrapa

O novo secretário de Agricultura será Antônio Santiago. Com doutorado realizado na Europa, Santiago é um dos mais renomados pesquisadores da Embrapa. Santiago trabalha na Unidade de Pesquisas da empresa em Alagoas, vinculada a Embrapa Tabuleiros Costeiros e vem atuando há alguns anos em pesquisas com mandioca, soja e diversas outras culturas.

O ajuste, apesar de político na Seagri, foi feito, explica o secretário Ênio Lins, pelo viés técnico: “o governador está fazendo ajustes em função do novo quadro político e de alinhamentos na sua base de apoio, mas buscou nas conversas realizadas com seus aliados um nome técnico para substituir e dar continuidade ao trabalho realizado por Álvaro Vasconcelos”.

Álvaro continua nos planos do governo (atualizando às 17h20)

O secretário do Gabinete Civil de Alagoas, Fábio Farias, conversou com Álvaro Vasconcelos agora a tarde e expressou a ele a gratidão do governador Renan Filho e de toda equipe do governo ao trabalho realizado pelo secretário.

“O Álvaro teve uma grande dedicação e muitas realizações como secretário. O governador Renan Filho, que está viajando, me pediu para comunicar seu agradecimento e avisar que o governo está aberto para outros projetos em parceria com ele. Os ajustes agora foram realizados em função do momento político. O Álvaro é um amigo, que continuará junto conosco”, enfatiza Fábio Farias.

 

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Arthur Lira vai pro ataque e pede que Rui não caia na “jogada” de Téo Vilela
   18 de outubro de 2017   │     23:16  │  0

O convite de Téo Vilela para Rui Palmeira assumir a presidência do PSDB em Alagoas não passa de uma “jogada” uma trama ou “armação” política. Essa é a opinião do deputado federal Arthur Lira. Opinião que ele fez questão de expressar publicamente através das redes sociais.

E, note bem, não é uma opinião qualquer. Arthur é líder do PP na Câmara dos Deputados, tem forte influência no Centrão, é filho do senador Benedito de Lira (PP), que tem laços familiares com o vice-prefeito de Maceió, Marcelo Palmeira.

“Nós não queremos com isso atrapalhar nenhum tipo de negociação, mas a composição que tem ser feita nas oposições, tem que ser uma composição democrática, clara, limpa, sem nenhum tipo de jogo de bastidor. Esse é o meu alerta e fica aqui claramente o meu posicionamento. Eu não concordo com esse tipo de jogada”, diz Arthur Lira.

O “alerta” do líder do PP nas redes sociais foi para Rui Palmeira. Sem meias palavras, ele acusa Téo de manter uma aliança branca com Renan Calheiros. Arthur lembra que em 2014, Vilela, que era o governador, “abdicou de todo o seu grupo, PP, PR, PSB, PPS, para confirmar o acordo que tinha com o senador Renan Calheiros. E agora vem com uma história de público de dizer que não existe isso. Eu não faço juízo de valor. Eu só estou relembrando com muita preocupação prefeito Rui, que pese, pense, modere e veja o seu destino, o destino dos alagoanos está nas mãos de homens como o senhor”.

Arthur vai mais além e diz que “não é justo que nós que fazemos parte de um grupo de oposição, confiamos talvez na possibilidade de sua candidatura, fiquemos a disposição de um jogo político que já está jogado desde muito tempo atrás”.

Veja a fala do deputado, na íntegra

A postagem de Arthur Lira foi feita nesta quarta-feira a noite.

“A população alagoana precisa de apoio. Não é justo ficarmos à disposição de um jogo político. Deixamos aqui o nosso alerta. Um posicionamento claro e objetivo. A composição política deve ser democrática, clara e limpa, sem jogo de bastidores”.

O deputado também postou um vídeo, cujo texto é reproduzido a seguir:

“Nós que fazemos um grupo de oposição ao governo de estado de Alagoas estamos vendo e lendo com muitas preocupações algumas notícias que tem sido veiculadas nos sites, nos jornais sobre a possível ocupação do Rui Palmeira, do nosso candidato a governador espero que Rui defina logo isso, em assumir a presidência estadual do PSDB.

E porque nós vemos com preocupação? Porque nós, eu e os alagoanos vivemos e vimos o que aconteceu em 2014, mais um capítulo do acordo branco que todos nós sabemos que existe entre o senador Tetonio Vilela e o senador Renan Calheiros. São os senadores siameses. Ficou claramente definido isso na eleição de 14, quando o então governador Teotônio Vilela abdicou por toda a sua base de apoio para apoiar uma candidatura que não logrou êxito e ao final sem nenhum demérito apoiar uma outra candidatura que não refletia naquele momento a vontade majoritária do povo alagoano.

E ele abdicou de todo o seu grupo, PP, PR, PSB, enfim todos que faziam sua base de apoio, PPS, para confirmar o acordo que tinha com o senador Renan Calheiros. E lógico, tanto nas eleições proporcionais quanto nas eleições majoritárias. E agora vem com uma história de público de dizer que não existe isso. Eu não faço juízo de valor. Eu só estou relembrando com muita preocupação prefeito Rui, que pese, pense, modere e veja o seu destino, o destino dos alagoanos está nas mãos de homens como o senhor.

E não é justo que nós que fazemos parte de um grupo de oposição confiamos, talvez na possibilidade de sua candidatura, fiquemos a disposição de um jogo político que já está jogado desde 2014 não, desde muito tempo atrás. Ele só foi confirmado e ratificado em 2014. É o nosso alerta, o nosso posicionamento, sempre de maneira clara, objetiva.

Nós não queremos com isso atrapalhar nenhum tipo de negociação, mas a composição que tem ser feita nas oposições, tem que ser uma composição democrática, clara, limpa, sem nenhum tipo de jogo de bastidor.

Esse é o meu alerta e fica aqui claramente o meu posicionamento. Eu não concordo com esse tipo de jogada. Quem estiver de um lado tem que estar claramente vinculado, é enraizado, dedicado a uma causa e nós que fazemos oposição estamos dedicados a isso e não queremos e não aceitamos daí a nossa preocupação e nosso alerta publicamente.

Veja aqui o vídeo, na íntegra:

https://www.facebook.com/arthurliradeputadofederal/videos/1320686188042855/

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Rui Palmeira sofre “pressão” intensa para fazer oposição e até aliança com RF
     │     15:38  │  1

O prefeito Rui Palmeira confirma que vai assumir a presidência do PSDB em Alagoas no próximo dia 11. A convenção estadual do partido que será realizada em Arapiraca.

Mas que ninguém entenda que isso será a largada de uma eventual campanha para o governo.

“O prefeito continuará, como tem feito desde o início, focado na gestão. Essa decisão, seja sim ou não, ficará para 2018. Até lá, o foco é Maceió”, avisa o secretário de governo da prefeitura da capital.

Tácio Mello admite, no entanto, que Rui Palmeira tem sofrido uma pressão cada vez maior para tomar logo uma decisão: “tem gente no nosso grupo quer que o prefeito dispute o governo e também tem aliados nossos que desejam até que ele faça uma aliança com Renan Filho. É pressão de todo lado. Mas a decisão, como o prefeito já avisou, só será tomada no próximo ano”.

Claro que uma aliança com RF é improvável, mas não impossível: “o prefeito não tem intrigas pessoais com ninguém e pode conversar com qualquer grupo”, aponta Tácio Mello.

O mais provável, no entanto, é que Rui lidere – candidato ou não – um grupo de oposição ao governador Renan Filho. Até porque, como admite o secretário de governo, o “clima” das eleições de 2016 deixaram feridas que ainda estão cicatrizando.

Sem traumas

O “rompimento” com o PDT não chegou a ser tratado como pelo prefeito e sua equipe: “o deputado Ronaldo Lessa saiu pela porta da frente. Ajudou nossa gestão mesmo antes da aliança e agora temos certeza que continuará ajudando Maceió, como sempre fez. Tanto é que parte do PDT ficou aqui, até como forma de gratidão pelo importante papel do partido e do Ronaldo na campanha de 2016”, emenda Tácio.

O que Rui diz

Em entrevista a um jornal local, o prefeito diz que seu compromisso é fortalecer o PSDB e os aliados para o ano de 2018: “A gente vai para essa missão sabendo que precisamos reforçar ainda mais o partido, e não só o PSDB, mas os que hoje estão conosco: PP, PROS, Democratas e PR”, aponta.

Rui Palmeira diz que a aliança terá nomes fortes para disputar governo e Senado. Mas evita confirmar que um dos nomes será o seu. A sua decisão, claro, só será tomada no início de 2018.

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