Quem vai tirar licença para Ronaldo Lessa assumir mandato de deputado federal?
   19 de outubro de 2018   │     22:26  │  0

O resultado poderia ter sido outro, mas não foi. Visivelmente prejudicado por decisão do TRE de Alagoas, que negou registro à sua candidatura (decisão revertida depois pelo TSE), Ronaldo Lessa ficou na primeira suplência de deputado federal.

Coordenador da bancada de Alagoas no Congresso Nacional, Lessa não conseguiu a reeleição mas se depender da vontade de alguns dos seus aliados deve assumir o mandato a partir do próximo ano.

A decisão é complexa. Para isso, será necessário que um dos cinco deputados eleitos pela sua coligação (Marx Beltrão, Sérgio Toledo, Nivaldo Albuquerque, Isnaldo Bulhões e Paulão) se licencie do cargo.

O próprio Ronaldo Lessa tem dito aos aliados mais próximos que não gostaria de ocupar nenhum cargo de comissão, nem disputar outra eleição – nem mesmo a prefeitura de Maceió.

Seria este o seu último mandato?

Independente da resposta, o deputado estadual e deputado federal eleito Isnaldo Bulhões Jr é um dos que defendem que Ronaldo Lessa tenha a chance de assumir a vaga na Câmara dos Deputados na nova legislatura.

“O Ronaldo tem serviço prestado a Alagoas e tem sido um grande coordenador da nossa bancada”, pondera Isnaldo. Ele lembra, no entanto, que a decisão dependerá do governador Renan Filho convidar algum dos deputados eleitos para assumir alguma secretaria e o convite ser aceito.

“Não é simples, mas é possível. Eu estive com o Ronaldo essa semana em Brasília para falar sobre as emendas parlamentares e conversamos bastante. Ele está tranquilo e preparado para qualquer situação”, pondera.

Entre os nomes de deputados que estão sendo especulados para assumir cargo no governo de Renan Filho, estão Marx Beltrão, Sérgio Toledo e o próprio Isnaldo Bulhões, que nega qualquer conversa neste sentido.

“Estive com o governador Renan Filho esta semana em Brasília na busca por recursos para a continuidade das obras do canal do sertão, mas não falamos sobre isso. Também não vi o governador comentar nada sobre reforma administrativa agora. Acredito que ele só deverá pensar nisso depois do segundo turno das eleições”,aponta Isnaldo.

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Fábio Farias de volta ao Gabinete Civil: “quem decide é o governador”
     │     18:42  │  0

Reeleito, o governador Renan Filho deve começar a dar a cara do seu segundo governo pelo Gabinete Civil.

O cargo está “vago” desde que Fábio Farias foi exonerado, em abril, para se colocar à disposição do MDB. Ele não disputou a eleição, mas coordenou a campanha de Renan Filho e do senador Renan Calheiros (MDB).

Nos últimos as especulações de que Fábio voltará ao Gabinete Civil voltaram a circular nos bastidores.

Fora de Alagoas, em viagem de negócios, Farias nega que tenha sido convidado, mas lembra que essa é uma decisão do governador Renan Filho: “acredito que o governador decidirá a formação do seu novo secretariado no momento adequado”, pondera.

Farias, nome posto para o cargo, tem aproveitado o “tempo livre” para se dedicar aos negócios. Por enquanto, prefere não falar sobre a volta a vida pública.

Nos bastidores, no entanto, se especula que ele estaria ajudando Renan Filho nas conversas que vão definir o futuro secretariado – participe dele ou não.

Com bom trânsito em todos os setores da vida pública de Alagoas, é fato que Farias tem feito falta ao Palácio dos Palmares e ao governo de Renan Filho. Não será fácil encontrar um substituto à altura.

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Bolsonaro ou Haddad? Deputados federais de AL declaram voto no segundo turno
   18 de outubro de 2018   │     17:23  │  0

O blog está sondando o posicionamento dos deputados federais e senadores eleitos de Alagoas em 7 de outubro deste ano – que vão formar a nova bancada federal do estado no Congresso Nacional – em relação ao segundo turno das eleições presidenciais.

O senador eleito, Rodrigo Cunha (PSDB), já declarou “neutralidade” no segundo turno das eleições presidenciais, mas não deve votar em Bolsonaro. O senador reeleito Renan Calheiros (MDB) deve manter o voto em Fernando Haddad (PT).

O levantamento está sendo feito a partir do posicionamento público (assim como aconteceu com Rodrigo Cunha) ou em contato com todos os deputados eleitos, diretamente ou através de suas assessorias.

Até agora, seis deputados já responderam ou já se posicionaram de outras forma.

Votam em Fernando Haddad o deputado federal reeleito Paulão (PT) e a deputada federal eleita Tereza Nelma (PSDB).

Em mensagens diretas ao blog declararam votos em Bolsonaro os deputados federais eleitos ou reeleitos Sérgio Toledo (PR), Severino Pessoa (PRB), Nivaldo Albuquerque (PTB).

Até agora Arthur Lira (PP), Marx Beltrão (PSD) e Isnaldo Bulhões Junior (MDB), não responderam. Mas o “palpite” aqui (baseado em informações de bastidores) é que Arthur e Marx votam em Bolsonaro e Isnaldo em Haddad.

O deputado federal JHC (PSB) também não respondeu, mas sua assessoria enviou mensagem do deputado postada nas redes sociais, em que ele diz que apesar da posição de seu partido (de apoio declarado ao candidato do PT), ele não votará em Haddad.

“Agora circulam nos grupos de Whatsapp que estou apoiando um dos candidatos. É mentira. Respeito a posição do meu partido, porém sigo o meu caminho de independência em defesa de Alagoas e do Brasil”, disse o deputado.

O texto faz referência ao apoio de JCH a Haddad. Logo, se ele não vota em Haddad, dá para deduzir que o voto vai para Bolsonaro.

O placar de votos declarados hoje é de Bolsonaro 3 x 2 Haddad.

Mas se os palpites estiverem corretos será Bolsonaro 6 x 3 Haddad entre os nove deputados federais eleitos por Alagoas em 7 de outubro.

Nota de JHC

(Atualizando às 18h00)

JHC deve manter neutralidade publicamente, o que altera o placar de 6 x 3 para 5 x 3.

Veja nota que o deputado enviou ao blog:

“Devido à extrema polarização em curso, onde todo mundo grita e ninguém parece se ouvir, acredito que a melhor contribuição que posso dar é continuar trabalhando de forma independente e avessa ao fisiologismo. Tenho minha convicção pessoal, porém considero que neste momento cabe aos eleitores formarem suas convicções de acordo com a consciência de cada um”.

Nota de Isnaldo Bulhões

(Atualizando às 21h30)

Por telefone, o deputado federal eleito Isnaldo Bulhões JR (MDB) diz que vai votar em Fernando Haddad: “vou manter o voto no Haddad, principalmente pelo que ele representa para a nossa região, o sertão”, aponta.

 

 

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Renan Calheiros diz que não é candidato a presidência do Senado
     │     16:36  │  2

Na semana, o senador Renan Calheiros (MDB) trocou “farpas” com Eduardo Bolsonaro num debate, em que o filho do candidato a presidente do PSL tentava antecipar a disputa pela presidência do Senado para o biênio 2019/2021.

Nesta quinta, o senador Renan Calheiros utilizou as redes sociais para afirmar que não é candidato à presidência do Senado, desmentindo as especulações que circulam nos bastidores políticos e jornalísticos locais e nacionais.

“Não cogito e não quero. Já fui presidente 4 vezes, sendo o senador que mais se elegeu para esse cargo desde a redemocratização. A presidência não pode ser um fim em si mesmo e não há escassez de bons nomes”, disse Renan Calheiros, emendando: “Essa agonia é para fevereiro”.

Em outras palavras, o senador vai esperar a poeira baixar para poder se posicionar no novo nacional.

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PT quer convencer Rodrigo Cunha a anunciar voto contra Bolsonaro
   17 de outubro de 2018   │     19:24  │  16

O PSDB de Alagoas está claramente dividido no segundo turno das eleições presidenciais. O presidente do partido, Rui Palmeira anunciou que vota em Jair Bolsonaro. A vereadora de Maceió e deputada federal eleita Tereza Nelma já avisou que vota Haddad. O deputado estadual e senador eleito Rodrigo Cunha preferiu manter a neutralidade e pediu, numa carta aberta (veja abaixo), que os eleitores “procurem pesquisar e analisar cuidadosamente, buscando sempre a verdade, direcionando o voto de acordo com seus princípios e consciência”.

A direção do PT em Alagoas, no entanto, vai trabalhar para tentar mudar o posicionamento do senador eleito. “Pelas informações que temos, o Rodrigo Cunha não vota no Bolsonaro. Vamos procurar conversar com o ex-governador Téo Vilela, com várias outras lideranças do PSDB e com o próprio Rodrigo Cunha para mostrar que nesse momento o que está em jogo é a democracia. Agora não se trata mais de votar contra ou a favor do PT, mas de votar contra o fascismo, contra as ameaças à democracia e aos direitos dos trabalhadores”, aponta Rciardo Barbosa, presidente do PT em Alagoas.

Além de tentar ampliar o apoio a candidatura de Haddad em Alagoas, o PT vai trabalhar para mobilizar os aliados: “esperamos contar com o apoio da maioria da nossa bancada federal, do governador Renan Filho, do senador Renan Calheiros e da maioria dos prefeitos do estado. Queremos fazer um movimento para garantir a vitória de Haddad em todo o Estado e, principalmente, para ampliar sua votação em Maceió, que foi muito baixa no primeiro turno”, aponta.

Veja a posição de Rodrigo Cunha:

Carta aberta aos alagoanos e brasileiros

A política tem como função central gerar bem-estar e liberdade para as pessoas e não pode ser instrumento de propagação de guerras ideológicas desarrazoadas.

Devemos buscar incessantemente a convivência harmônica entre o respeito à diversidade e a preservação da individualidade; entre a busca da liberdade e a construção da igualdade e entre o desenvolvimento econômico e a assistência social.

Infelizmente, a polarização política no Brasil ganhou contornos insustentáveis e aponta para a necessidade urgente de um agir comunicativo inovador e que promova pontes entre os cidadãos brasileiros.

Do lado do espectro ideológico à direita, vemos uma candidatura apoiada em discursos que se aproveitam da insatisfação da população para propor medidas extremistas que fragilizam a democracia.

Como todos sabem, fui vítima da violência, mas nem por isso me associei a uma linha de pensamento propagadora do extremismo como instrumento de pacificação e como meio ameaçador da convivência plural entre os mais diversos segmentos da sociedade.

De outro lado do espectro ideológico mais à esquerda, vemos uma candidatura que não conseguiu aglutinar as forças progressistas e democráticas do Brasil a qual insiste em rotas políticas viciadas e em não reconhecer erros partidários históricos.

Quero ser o Senador do diálogo e da mediação política. Quero ser o Senador que colabore decisivamente para o Brasil recuperar um centro político propositivo, construtor de políticas públicas progressistas e geradoras de uma cidadania de resultado para os alagoanos e brasileiros.

Nosso povo pode continuar a esperar de mim a mesma independência, transparência e equilíbrio na minha atuação política. Foram elas os alicerces na minha estrada da vida.

E são estes mesmo atributos que não me fazem sentir representado por nenhuma das candidaturas postas para governar o Brasil, as quais aguçam extremos políticos que não fazem bem ao nosso país.

Por isso, minha orientação é que os eleitores procurem pesquisar e analisar cuidadosamente, buscando sempre a verdade, direcionando o voto de acordo com seus princípios e consciência.

Sigo firme em nome dos valores democráticos e confiante de que atuarei no Senado em defesa de Alagoas, do Brasil e com muita independência e diálogo com a população.

Rodrigo Cunha

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