Pesquisa inédita aponta favoritos na eleição de Maceió
   21 de setembro de 2019   │     22:30  │  0

Durante a semana uma pesquisa “requentada” movimentou os bastidores políticos da capital alagoana. Os números do Paraná Pesquisa, como revelei, eram de março deste ano e ganharam espaço nas redes sociais e sites a partir de uma reportagem da Gazeta do Povo, portal de Curitiba, PR.

Nos últimos dois meses, no entanto, pelo menos quatro diferentes pesquisas foram rodadas em Maceió por três institutos alagoanos e um de outro Estado.

Todas ficaram na “gaveta”. Ou quase. Tive acesso a um levantamento do Instituto Falpe. A pesquisa é a mais recente que consegui uma cópia (as outras só me deixaram dar uma olhada…)

A nova pesquisa Falpe mostra mudanças na preferência do eleitorado, embora os favoritos continuem praticamente os mesmos.

A pesquisa do Falpe foi realizada na em Maceió (zona urbana) entre os dias 22 e 24 de agosto de 2019, com 1. 200 Entrevistas. A margem de erro é de 3,5% para mais ou para menos e o ntervalo de confiança é de 95%

O Sistema de coleta foi entrevista domiciliar em 08 regiões (50 localidades) com peso baseado em dados oficiais de IBGE.

Na questão espontânea (se as eleições fossem hoje, em quem você votaria para prefeito?), o nível de decisão do eleitor ainda é muito baixo. De acordo com o levantamento, 90,5% dos eleitores não opinara.

Entre os que opinaram, o deputado federal João Henrique Caldas (PSB) foi citado por 2,75%, seguido do procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça (sem partido), com 1,75%, do deputado estadual Davi Davino Filho (PP) e do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), cada um 1om 1,25%. Nesse cenário, o ex-prefeito Cícero Almeida é o quinto, com 0,75%.

Na questão estimulada (desses nomes citados, em quem você votaria para prefeito nas próximas eleições?) o eleitor continua muito indefinido.

Nesta questão, 8,75% não responderam e 35% dos entrevistados disseram que não votariam em nenhum dos nomes.

Neste cenário, entre os candidatos, JHC aparece em primeiro, com 17%, seguido de Davi Davino Filho com 15,5%, Ronaldo Lessa com 9,5% e Alfredo Gaspar com 8%.

Os outros nomes apresentados neste cenário foram Maurício Quintella (2,75%), Marcelo Palmeira (1,75%), Cabo Bebeto (1,25%) e Flávio Moreno (0,5%).

Pesquisa, vale repetir, é o “retrato do momento”. Assim que tiver novas “fotos” publico aqui.

Vale a pena ler de novo:  Pesquisa ‘requentada’ para prefeito de Maceió vira gafe nos bastidores

 

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Luciano Barbosa fica “cara a cara” com deputados de oposição
   20 de setembro de 2019   │     22:30  │  0

O encontro mais esperado por esses dias para acontecer na Assembleia Legislativa de Alagoas foi “antecipado” – ou quase.

O vice-governador e secretário de Educação, Luciano Barbosa, ficou cara a cara com alguns dos seus maiores críticos na Casa, entre eles alguns deputados de “oposição”, durante encontro na sede da Secretaria.

A reunião foi realizada na tarde desta sexta-feira, 20, por iniciativa do presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, deputado estadual Marcelo Beltrão (MDB). A pauta foi para tratar, oficialmente, de alternativas para atender as vítimas do “golpe do diploma”.

Acompanharam Marcelo, pela Comissão, os deputados Davi Maia (DEM) e Jó Pereira (MDB). Sílvio Camelo, único a postar fotos do encontro no feed das suas redes sociais (os demais se limitaram a stories) foi na condição de líder do governo.

No encontro foi tratado de diversos temas – menos da Operação Casmurros, que apura suspeitas de desvios na contratação de serviços de transporte escolar.

Sílvio Camelo registrou nas ruas redes sociais um resumo do encontro: “Só o que interessa a Alagoas. Reunião produtiva da Comissão da EDUCAÇÃO. Temas tratados: Reforma de Escolas da Rede Estadual ; Escola Nota Dez; eAções para responsabilizar instituições de Ensino Superior que cometeram “golpe do diploma”, em busca de soluções para os alunos atingidos”.

Em algum momento, um dos presentes descontraiu, sugerindo que nem seria mais preciso o secretário ir à ALE. Luciano Barbosa reagiu e disse que estava pronto para ir a hora que os deputados quisessem.

No final, prevaleu que o vice-governador irá sim como ‘convidado’, prestar esclarecimentos aos deputados, sobre o programa Escola 10, na Assembleia Legislativa. Mas essa reunião só deve acontecer no começo de outubro.

Críticos da atuação do governo na Educação, Jó Pereira e Davi Maia ao que parece preferiram esperar “o momento certo” para inquirir Barbosa sobre as questões mais polêmicas. Agora é esperar mais três semanas. Ao menos.

Silvio Camelo registra reunião no Instagram

O registro também foi para os stories do Instagram de Davi Maia, Marcelo Beltrão (repost) e Jó Pereira

 

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Ações da Braskem disparam após informação de retomada de venda pela Odebrecht
     │     17:03  │  1

A forte alta das ações da Braskem na Bovespa ocorreu a partir desta sexta-feira, 20, a tarde. A disparada foi atribuída pelos principais portais de economia do país a uma retomada da venda da empresa pela Odebrecht.

Segundo o Money Times, “na parte inicial da tarde desta sexta-feira as ações da Braskem (BRKM5) operam com forte valorização puxada pela notícia de que a Odebrecht estaria contratando a Lazard para retomar o processo para a venda de sua participação na companhia. As informações foram publicadas no site Brazil Journal”.

De acordo com a publicação, a Odebrecht já estaria em conversações com o banco de investimentos, sendo que foi o Lazard que esteve ao lado da construtora na ocasião das negociações com a LyondellBasell, mas que fracassaram no começo de junho deste ano.

Coincidência ou não a retomada da venda ocorre após a Braskem conseguir um laudo da universidade de Houston (EUA) sobre o acidente nos bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro, em Maceió. De acordo com a versão apresentada no site da Braskem, o estudo da universidade americana revela inconsistências no relatório apresentado pela VPRM.

Veja aqui o texto produzido pela Braskem: Universidade de Houston usa supercomputadores e revela imprecisão no relatório sobre afundamentos em Maceió

Saiba mais

Braskem dispara 7% após Odebrecht contratar banco para venda de fatia

Ações da Braskem saltam 6% com Odebrecht retomando venda; Eletrobras cai com dúvidas sobre privatização

 

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João Caldas aceita deixar comando do PSC em Alagoas: “não serei óbice”
   19 de setembro de 2019   │     23:21  │  0

O ex-deputado federal João Caldas, atual presidente do PSC em Alagoas, deve deixar o comando do partido nos próximos dias.

A decisão foi tomada após uma conversa franca com o Pastor Everaldo, presidente nacional do PSC esta semana.

“Foi uma conversa boa, como sempre. Aliás conversamos com muita regularidade e eu soube que ele foi procurado por algumas pessoas em Alagoas que tinham interesse no partido. Como o principal projeto é eleger um deputado federal nas próximas eleições, eu disse ao Pastor Everaldo, meu amigo, que não sou óbice de construir um partido. Fico com o partido na minha região. Isso não é problema”, disse Caldas por telefone.

Segundo Caldas, na conversa com o pastor Everaldo ficou definido que se ele encontrar uma “equação viável” contará com seu apoio. “Existem interesses. Partido muda de acordo com a conveniência, do momento político. E assim vai. Tenho conversado com Everaldo. Ficando com minha região já tá de bom tamanho. O tempo passa e temos que a regra do jogo é essa. A Fátima Canuto, ela pode sair do PRTB e ir para o PSC. E isso é bom para o partido. Não vejo isso como ruim. Tenho que ajudar a fortalecer o partido. Ele (Everaldo) não faria nada que eu não concordasse”.

Regra do jogo

No Brasil existem mais de 30 partidos reconhecidos pelo TSE. A maioria, de acordo com o jargão político, “tem dono”. São poucas legendas que tem seu comando dividido por um colegiado. Aí cabem PT, DEM, MDB, PP,PSB, PSDB, PDT, PSOL. Esqueci algum? Manda avisa que acrescento aqui.

Fora estes partidos do “colegiado”, os demais são vulneráveis e tem diretórios provisórios espalhados pelo Brasil. Trocar o comando partidário quando se torna conveniente não é privilégio apenas do Pastor Everaldo. Tem essa mesa condição Gilberto Kassab (PSD), Paulinho da Força (SD), Renata Abreu (Podemos), Luiz Tibé (Avante) e por aí vai.

Para onde vai?

O martelo foi batido. O grupo da deputada estadual Fátima Canuto vai mesmo assumir o PSC em Alagoas. Mas essa é outra história e conto mais ainda nesta sexta-feira.

 

Pastor Everaldo e João Caldas chegam a entendimento sobre mudança no diretório do PSC em Alagoas

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Votação de PEC é afirmação de independência do Legislativo em AL
     │     19:35  │  0

Foi tudo muito rápido. Em menos de uma hora sessão, a Assembleia Legislativa de Alagoas aprovou, nessa quarta-feira, 18, três Propostas de Emenda à Constituição.

Aprovar PEC não é tarefa fácil em nenhum parlamento brasileiro. Aprovar três de uma só vez e por “unanimidade” tem uma simbologia muito forte. É um recado de que o Legislativo está unido. E uma afirmação da “independência” em relação aos demais poderes, especialmente o Executivo.

Das propostas aprovadas, a mais emblemática delas é a 76/2019, de autoria do deputado estadual Bruno Toledo e outros, que estabelece o Orçamento Impositivo. Embora o leitor já saiba, não custa lembrar: com essa PEC o Executivo será obrigado a executar as emendas apresentadas pelos deputados estaduais.

Cada um terá direito a no mínimo R$ 3 milhões, devendo destinar metade pelo menos para a Saúde. As emendas darão mais força aos parlamentares, é certo. Tão certo que não existia nenhuma ponta de divergência antes da votação.

“Todos estão a favor”, disse Galba Novaes (MDB), ao lado do líder do governo, Sílvio Camelo (PV), que emendou: “não existe nenhum conflito nessa matéria, nunca existiu, é uma questão interna da Casa”.

Outros dois deputados que subiam juntos para o plenário, também confirmaram o clima de “união”. Jairzinho Lira (PRTB) disse que não era nada contra governo, mas a favor do parlamento. E Gilvan Barros Filho (PSD) lembrou que os deputados tinha o dever de defender a valorização da Casa: “fomos eleitos para isso”.

Todos esse ‘climão’ no Legislativo é resultado do processo político de eleição da Mesa Diretora da Casa. Desde então o Executivo perdeu força entre os deputados.

Em 2016, o governo conseguiu barrar o Orçamento Impositivo. Mas agora o momento é outro, conta um deputado de segundo mandato muito influente na Casa: “o governo tentou causar um estresse nessa PEC, mas quando viu que não tinha chances desistiu”.

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