Rui Palmeira vai disputar governo, se “conjuntura” permitir
   5 de março de 2021   │     9:34  │  0

As “férias” de Rui Palmeira foram menores do que se imaginava. Após 8 anos como prefeito de Maceió, está de volta ao dia a dia da política menos de dois meses depois de ter passado o bastão para seu sucessor – e opositor – JHC.

O ex-prefeito tem conversado com aliados e tenta manter tanto quanto possível o nome lembrado.

Na terça-feira (2), Rui estreou o “Papo de Boa”, quadro semanal transmitido pelas redes sociais. A cada edição promete “uma conversa franca sobre vários assuntos relevantes”.

No primeiro “papo”, Palmeira abordou “A Nova Política e os Outsiders” e respondeu perguntas. E teve gente querendo saber se ele será candidato em 2022. Sim. Será! E a julgar pela “leitura” que pode ser dada a sua resposta, vai tentar disputar o governo.

“Tem aqui uma pergunta… se vou ser candidato em 2022… provavelmente serei candidato, obviamente não sei a que cargo. Uma eleição majoritária não depende de vontade própria. Quando fui candidato a prefeito de Maceió, havia uma aliança, vários partidos me apoiaram e por isso a candidatura foi viabilizada. Uma candidatura governo e a Senado não é construída de forma isolada. Então a gente precisa começar a dialogar e buscar. E ano que vem a gente vai ver o que virá pela frente, mas certamente serei candidato, mas não sei que cargo a gente vai disputar em 2022”, disse.

Entendeu? Alguém perguntou se Rui Palmeira seria candidato. E o que ele respondeu? “Uma eleição majoritária não depende de vontade própria”. E não parece ter sido um ato falho. Está mais para um spoiler – e proposital.

Em outras palavras, Palmeira tenta viabilizar uma disputa ao governo. Mas não se engane. Ele também mira a Câmara dos Deputados.

Vai preparar o terreno para a proporcional e trabalhar pela majoritária. Isso, como diz o próprio, no entanto, não depende só dele. O desempenho de JHC será decisivo. Se for acima do esperado, Rui se inviabiliza. Se o atual prefeito “tropeçar”, o ex cresce e entra forte no jogo da sucessão de Renan Filho. Mas essa é outra história.

Que tal literatura?

Se o primeiro “papo” foi sobre Nova Política, o próximo pode ser sobre “leitura”. Rui Palmeira disse que tem aproveitado o tempo mais livre para ler. E se reveza entre biografias (as últimas que leu foi de João Baptista de Oliveira Figueiredo e de Castelo Branco) e ficção (está agora com lendo e recomenda ‘Dona Flor e seus dois maridos’, de Jorge Amado).

Sobre nova política e outsiders o ex-prefeito ficou nas amenidades. Falou o que já se sabe e disse que acredita mesmo é na “boa política”, de quem quer servir a população.

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Sem vice, prefeito deve desistir de disputar vaga de governador
   4 de março de 2021   │     20:32  │  0

Nos bastidores, vários nomes despontam para a disputa da sucessão de Renan Filho em 2022. A maioria depende apenas de si ou do “cenário” para concorrer ao cargo mais desejado da política alagoana.

É o caso por exemplo do senador Rodrigo Cunha. Tem mais seis anos de mandato pela frente e pode ser candidato sem nenhum prejuízo. Alguns deputados citados como potenciais candidatos colocariam apenas em risco a reeleição. Este seria o caso dos deputados Marcelo Victor, Paulo Dantas, Davi Davino Filho, Marx Beltrão e Isnaldo Bulhões.

Outros não teriam nada a perder. Literalmente. Nessa categoria cabem secretários de Estado. No time de Renan Filho, alguns se destacam como potenciais candidatos. Alexandre Ayres, Alfredo Gaspar de Mendonça, Fábio Farias, George Santoro e Rafael Brito podem concorrer ao governo ou qualquer outro cargo e o risco seria ganhar.

A situação do prefeito de Pilar, Renato Filho, atual presidente do PSC em Alagoas, é um pouco mais complicada. Renatinho tem dito a vários interlocutores – inclusive alguns empresários que estão levando nossos empreendimentos no seu município que será candidato ao governo.

Renato enfrenta agora um problema parecido com o do governador, mas por razões diferentes. A sua vice-prefeita, Ivanilda Rodrigues, perdeu o prazo da posse e o cargo está vago.

O plano do prefeito – e ele nunca escondeu isso de ninguém – sempre foi de dar um passo mais largo em 2022. E o lugar que ele quer é de Renan Filho. Essa teria sido uma das razões para trocar o vice-prefeito na reeleição.

O problema é que o prefeito não conseguiu eleger a mesa diretora da Câmara de Vereadores – o seu preferido era o vereador Clewinho Cavalcante, atual secretário de Educação do Município. E o atual presidente do Legislativo, Tayronne Henrique dos Santos, cumprindo o que diz a Constituição, resolveu declarar o cargo vago esta semana.

A decisão será judicializada, avisa a prefeitura de Pilar. Mas até que se resolva essa situação, Renatinho terá que adiar os planos. É isso ou vai entregar a prefeitura que tem a maior arrecadação per capita de ICMS de Alagoas ao presidente da Câmara de Vereadores.

Em outras palavras, Renato vive um drama parecido com o de Renan Filho. Decidir se fica no cargo até o final do mandato ou se deixa a gestão para outro grupo. Mas essa é outra história.

Entenda o caso

A vice-prefeita, Ivanilda Rodrigues (PSDB) protocolou o seu pedido de posse na Câmara Municipal de Pilar somente no dia 22 de fevereiro. A posse deveria rer sido realizada no dia 1º de janeiro. Alegando que estava doente, Ivanilda deu entrada com um atestado médico com dez dias de afastamento.

Depois disso ela não apareceu com mais nenhuma documentação, até o pedido. O cargo foi de vice-prefeito do Pilar foi declarado vago nessa terça-feira (2) pelo presidente da Câmara de Vereadores da cidade. Tayronne Henrique dos Santos. alega que a eleita para o cargo não tomou posse em 1º de janeiro deste ano por estar com Covid-19, mas só requereu a posse no último dia 22 de fevereiro.

O vereador explica que o atestado médico daria seis dias de afastamento das atividades profissionais. Segundo o parlamentar, a eleita tinha 10 dias após o fim do atestado para se apresentar à Câmara. Ao fundamentar a decisão, o presidente do Legislativo Municipal diz que “navegando pelas redes sociais da interessada, visualizamos que a mesma estava plenamente ativa, participando de eventos e visitas oficiais, inclusive representando o prefeito- como se empossada fosse- visitando escolas, participando de aglomerações, acompanhada de agentes públicos e pessoas do povo”. O parlamentar cita ainda as datas em que foram publicadas tais imagens: 16 de janeiro, 1° de fevereiro e 4 de fevereiro.

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JHC e RF alinham discurso contra a Covid-19… e só, por enquanto
     │     0:17  │  0

O prefeito de Maceió e o governador Renan Filho falam a mesma língua no combate a Covid-19 no momento. Os dois combinaram de alinhar o discurso. E, mais do que isso, medidas que para tentar conter o avanço de novos casos confirmados na capital e no Estado.

“O prefeito está alinhado com o governador no combate a Covid-19. As diferenças políticas foram deixadas de lado”, informa um importante interlocutor do município.

O inimigo comum é muito poderoso. Vale aqui a máxima de que inimigo do meu inimigo meu amigo é.

O vírus não perdoa erros e se fortalece nas divergências. JHC e Renan Filho parecem ter entendido o desafio. Disputar quem vacina primeiro não ajuda, principalmente quando não tem vacina. Que o digam Dória e Bolsonaro.

Alinhar medidas que levem a população a seguir regras recomendadas pela ciência (máscaras, distanciamento, álcool em gel etc) sem vaidades midiáticas é o mínimo que pode ser feito. E sem falar que prefeitos e governador são responsáveis, juntos, pela realização dos testes, centros de triagem, atendimento médico e internamentos nos leitos SUS.

JHC e Renan Filho falam a mesma língua contra a Covid-19. E só, por enquanto. Mas nada impede que aprendam a conviver colocando os interesses do cidadão em primeiro lugar em outras áreas.

Mesmo que os dois nunca subam no mesmo palanque (algo improvável, embora em política nada seja impossível), os dois podem superar diferenças eleitorais e trabalhar a quatro mãos em outros problemas que seriam resolvidos melhor e mais rapidamente pelo trabalho conjunto de Estado e prefeitura.

Toque de recolher

O prefeito de Maceió e governador de Alagoas devem acatar sugestões encaminhadas pelo setor produtivo.

Entre as medidas, o consenso no momento é para a adoção do “toque de recolher”  entre meia-noite e seis da manhã. Na madrugada só ficarão abertos ao público estabelecimentos considerados essenciais, a exemplo de farmácias.

JHC ainda não decidiu como será o próximo decreto de isolamento social em Maceió, mas segundo assessores ele está decidido a, no mínimo, acatar o conjunto de sugestões feitas pelo setor produtivo, durante reunião na Associação Comercial de Maceió, na manhã desta quarta-feira (03).

Assessores de Renan Filho também informam que ele, no mínimo, adotará esse conjunto de sugestões, mas pode “endurecer” um pouquinho mais.

Além da restrição de horários para comércio e shoppings, o setor que de eventos também será atingido. Atualmente estão liberadas reuniões com até 300 pessoas. O mais provável é reduzir o limite para 150 pessoas – podendo ser um pouco menos.

Outra medida será a fiscalização. As equipes da prefeitura vão fechar, literalmente, bares e restaurantes que não reduzirem em 50% sua capacidade de atendimento ao público.

As medidas serão anunciadas na capital após reunião entre o prefeito JHC e o governador Renan Filho, que deve ocorrer até a sexta-feira (3). Tudo indica que os dois farão decretos semelhantes. O “toque de recolher” deve ser decretado em todo o Estado pelo governador. Medidas mais duras continuam descartadas, por enquanto.

A aposta de Renan Filho e JHC é ganhar um pouco mais de tempo com as medidas, enquanto a vacina contra a Covid-19 não chega para um número maior de pessoas, o que só deve acontecer a partir da segunda quinzena deste mês.

Sugestões

O que foi discutido no encontro realizado pelo setor produtivo foram sugestões de mudanças nos horários de funcionamento do comércio e de estabelecimentos comerciais, além da ampliação do horário de vacinação. As propostas foram apresentadas ao Governo de Alagoas e prefeitura de Maceió.

Se aceitas as sugestões por governo e prefeitura, o Centro funcionará das 9h às 17h; lojas de rua (todos os segmentos, inclusive galerias), das 10h às 19h; shoppings, das 11h às 21h; feiras livres, das 5h às 11h; e bares e restaurantes fechando à 0h. Além disso, eles propõem a redução de eventos para 150 pessoas até 0h. Para bancos e loterias, a proposta é a ampliação das 08h às 17h.

O setor produtivo sugeriu também a ampliação de linhas de ônibus, que circulariam apenas com passageiros somente sentados. Outra sugestão é o aumento da fiscalização.

As novas medidas devem ser adotadas já a partir do final de semana ou no máximo a partir do próximo dia 08, seguindo até o dia 21 de março.

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Marechal Deodoro terá toque de recolher contra a Covid-19
   3 de março de 2021   │     23:16  │  0

Os planos do prefeito Cacau Filho (MDB) para expansão da atividade turística na primeira capital de Alagoas terão que ser adiados por mais alguns meses em função do crescimento de novos casos confirmados do novo coronavírus no município.

Um ano depois do início da pandemia por aqui, Marechal Deodoro é a cidade que tem, proporcionalmente, maior incidência de casos confirmados da Covid-19 em Alagoas. São 7.286 casos a cada 100 mil habitantes, número praticamente igual ao de Arapiraca, com 7.262 casos a cada 100 mil. Em Maceió, a incidência era de 5.061 casos confirmados a cada 100 mil pessoas. Os dados são do mais recente boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), publicado nesta quarta-feira (3).

Para tentar conter o avanço da epidemia na cidade, Cacau Filho vai publicar um novo decreto de enfrentamento da pandemia nesta quinta-feira (4). As medidas serão anunciadas após reunião com o Comitê de Combate ao novo coronavírus, que será realizada pela manhã, atendendo recomendação do Ministério Público Estadual (MPE).

O Ministério Público de Alagoas (MP-AL) recomendou à prefeitura de Marechal Deodoro que adote medidas mais restritivas para conter a disseminação do novo coronavírus, como toque de recolher e o fechamento temporário de praias, bares, restaurantes e estabelecimentos comerciais similares. A informação foi divulgada na terça-feira (2).

O prefeito fará divulgação das novas medidas em live, nas redes sociais, a partir das 12h30. Entre as medidas que devem ser adotadas estão o aumento da fiscalização e o toque de recolher. O município vai estabelecer horários reduzidos para funcionamento de bares, restaurantes, praias e setores do comércio.

O fechamento de setores da economia não está descartado, mas no momento o prefeito e comitê trabalham com a adoção de medidas que tendem a ser melhor recebidas pelo setor produtivo e população, especialmente restrição de horários e regras para lotação de locais públicos e privados.

Recomendação

A promotora de Justiça Amélia Campelo, titular da 2ª Promotoria de Justiça de Marechal Deodoro, sugere a proibição de eventos presenciais como shows, congressos, atividades religiosas, esportivas e correlatas em todo território municipal, além da suspensão das atividades presenciais de todos os níveis da educação do município, além de toque de recolher a partir das 20h até as 5h, todos dias da semana. O MP recomenda, ainda, o fechamento das praias, bares, restaurantes e rede hoteleira, assim como a adoção de trabalho remoto, sempre que possível, tanto no setor público quanto no privado.

O Ministério Público pediu ainda a instalação de barreiras sanitárias nos principais pontos de acesso ao município e adoção de medidas para redução da lotação nos transportes coletivos urbanos, para 50% da capacidade de passageiros. Na recomendação, a promotora alega que tomou como base o mais recente boletim do Observatório Alagoano de Políticas Públicas para o Enfrentamento da Covid-19.

“O mesmo documento científico afirma que a análise das informações apresentadas continua apontando para um descontrole da pandemia da Covid-19 em Alagoas, o que pode se agravar nas próximas semanas quando os possíveis impactos das aglomerações observadas no carnaval começarão a impactar as notificações”, diz trecho da recomendação.

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O papel ‘quase esquecido’ do mais importante programa de inclusão de Alagoas
     │     19:02  │  0

No campo e na cidade são mais de 80 mil famílias que participam diretamente do maior programa de inclusão social e produtiva de Alagoas. De um lado, gera renda, empregos, movimenta a economia. Do outro ajuda a alimentar quem tem fome – literalmente.

Essas são as faces mais conhecidas do Programa do Leite em Alagoas. E normalmente são esses os argumentos repetidos quando existem qualquer tipo de ameaça a sua continuidade – seja por atraso de recursos federais ou estaduais.

O programa do leite, no entanto, tem uma outra face pouco lembrada, que se sobressai em momentos de crise de mercado – o de balizador de preços. Na prática, é como se fosse um garantidor de preço mínimo para o produtor rural.

Explico. Até dezembro de 2020 o preço de leite pago ao produtor em Alagoas chegou a R$ 2,20 por litro. Em função de diferentes questões, como queda no consumo e aumento das importações, esse valor caiu gradativamente deste então. Esta semana, segundo produtores, está oscilando entre R$ 1,60 e R$ 1,70. E pior, algumas fábricas suspenderam a captação da matéria-prima parcial ou totalmente.

É nessa crise que o programa do leite está mostrando seu outro lado. O preço de R$ 1,76 por litro pago ao produtor hoje foi estabelecido em meados do ano passado por iniciativa do secretário de Agricultura do Estado, João Lessa, com apoio do deputado federal Marx Beltrão (PSD), do senador Fernando Collor (PROS), governador Renan Filho (MDB) e do ex-ministro da Cidadania Onyz Lorenzoni.

Na realidade anterior (R$ 2,20) , o programa do leite era pouco atrativo. Hoje (R$ 1,60) , a história é outra.

Um exemplo é o da CPLA, que chegou a ter mais de dois mil produtores fornecendo para o programa e, no final do ano passado, eram apenas 200.

Os agricultores familiares deixaram o programa por atrasos no pagamento e, principalmente porque o mercado privado estava mais atrativo. Quem saiu, agora está voltando. Não só na CPLA, mas em todas as outras cooperativas que operam o programa, a exemplo de Coopaz, Pindorama e Vale do Paraíba.

No caso da CPLA já são mais de 700 produtores que voltaram ao programa. Em todo o Estado, informa a Seagri, mais de 90% do programa já está normalizado. Lembrando que em julho do ano passado, quando foi dada uma parada técnica para reorganizá-lo, a distribuição ficou reduzida a menos de 20% dos 50 mil litros diários de leite.

“O programa está em plena execução e nesse momento mostrando esse importante diferencial que é ajudar no equilíbrio de preços. Ao fazer isso, o programa ajuda não só o pequeno, mas também o médio e grande produtor. Direta e indiretamente toda a cadeia produtiva está sendo beneficiada”, aponta o secretário de Agricultura, João Lessa Neto.

“Além de nutrir famílias carentes, além de ajudar a gerar renda para a agricultura familiar, o programa tem ainda essa outra característica muito importante que é o equilíbrio de preços. Mais uma vez fica demonstrado que esse programa não é só importante para o pequeno, para a cooperativa, mas para toda Alagoas”, pondera Aldemar Monteiro, presidente da CPLA.

Ps.: o secretário João Lessa garante que como a implantação do novo sistema de gestão o pagamento aos produtores se tornou mais ágil, o que pode estimular ainda mais a volta de todos os agricultores familiares ao programa do leite.

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