Um papo casual sobre a (in) segurança em Maceió
   10 de junho de 2012   │     18:03  │  8

Gosto sempre de passar no começo da madrugada na conveniência de um posto da Jatiúca. É a parada do cafezinho, uma das minhas bebidas prediletas, antes de ir para casa. Na última quinta-feira fui surpreendido pela abordagem de um jovem, que aparentava ter entre 19 e 20 anos.

– Você é repórter, não é?  Respondi que sim. Em seguida ele comunicou que tinha recebido em sua casa a visita de uma equipe de TV que fazia reportagem sobre insegurança. O garoto mora perto do corredor Vera Arruada, área onde ocorreu a morte do médico Alfredo Vasco, um crime que comoveu Maceió.

Perguntei então se o policiamento tinha melhorado na área, depois do crime. “Melhorou um pouco. Mas agora, a noite, não tem polícia por lá”, respondeu. “A área é muito violenta, tem muito bandido. Eu já fui assaltado duas vezes. Numa delas me agarrei com o bandido. Ele atirou, mas errou, Graças a Deus” continuou a falar.

O relato me impressionou.  Perguntei se ele não tinha medo. “Tenho sim. Estou até pensando em comprar um colete a prova de bala”. E deu mais dicas:  “você compra um colete pela Internet, custa mais ou menos mil reais É pesado, mas para viver (ficar vivo) em Maceió hoje seria a melhor saída”.

Paguei o café, fui para casa e a conversa continua até agora a me perturbar. A que ponto vamos chegar se a violência continuar sem controle? Veremos nossos jovens de um lado com coletes e, do outro, de armas na mão?

Na Internet

Pesquisei. Dá para encontrar coletes no Mercado Livre a partir de R$ 777,00. Algumas peças, de maior qualidade e tecnologia, chegam a custar até R$ 5 mil. Esse é (ou seria) mais um custo para quem vive numa cidade que as vezes é confundida com zona de guerra.

Nas ruas

Vi pela segunda vez essa semana uma viatura do Grupamento de Ação Operacional (GAO) da Guarda Municipal de Maceió, um grupamento que conta com 60 servidores, armados e equipados com viaturas  possantes. São profissionais – pelo que se lê na Internet – capacitados para enfrentar distúrbios públicos, fazer a segurança etc etc.

É de se perguntar se nesse momento em que Maceió vive um drama crescente na área de segurança se a Guarda Civil não poderia (ou deveria) reforçar o trabalho da PM no patrulhamento ostensivo nas nossas ruas. E se isso já acontece, porque esse trabalho não é reforçado?

 

COMENTÁRIOS
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  1. Amigo do Povo

    E olha que aqui não tem AK. granada, m16, etc. Por enquanto, a meninada que migrou do Rio depois das UPPs conhece bem estes brinquedinhos. A propósito ja compraram as foices novas, para os recrutas capinarem ? As medidas de curto prazo aonde estão ? Proponho ao colunista que leia os números do Instituto Sangari sobre a real violencia de AL. 95 % ou mais das mortes são de pobres pardos ou negros. Existe aqui a ideia que matando maloqueiro se resolve a questão, e não é necessário o combate a miseria, a inclusão social, saude básica, etc,etc. Infelizmente a violencia so tende a aumentar.

  2. Já Pensei!!

    Também já pensei em andar com um colete a prova de balas, rssss… inclusive achei que era bobeira da minha cabeça, mas vejo que não é apenas eu que fico a pensar assim.
    Gostei muito dessa matéria.

    Poderia ter um sisteminha de compartilhamento das postagens!!! fica a dica!

  3. não pode!

    UM LEDO ENGANO, EDVALDO.GUARDA MUNICIPAL, AINDA NÃO PODE PORTAR ARMA. E, SE PORTAR, É CRIME DE PORTE ILEGAL. ARMAS, POR ENQUANTO, APENAS PARA USO DAS POLICIAS MILITAR E CIVIL. SE VOCE OS VIU ARMADOS, FIQUE CERTO QUE É CRIME, POIS A GM AINDA NÃO OBTEVE TAL DIREITO. ACHO MUITO BOM ELES, OS GUARDAS, NÃO ANDAREM ARMADOS. SÃO DESTREINADOS E PODEM ATÉ SE ENTUSIASMAREM COM A COISA. MELHOR QUE NÃO AS USEM. FORAM FEITOS PARA CUIDAREM DO PATRIMONIO DO MUNICIPIO. DAR PODER DE POLICIA A GUARDA MUNICIPAL É MAIS QUE PERIGOSO.

    1. Edivaldo Júnior Post author

      É fato, dasilva. Mas a Guarda Municipal está habilitada a usar armas do tipo Taser, que paralisam as pessoas com uma descarga elétrica. São essas armas que estão sendo usadas – muito semelhantes na forma as armas de foto – creio, pela GAO.

  4. Meu colete minha Vida

    MEU COLETE MINHA VIDA, taí uma boa sugestão de programa social para a Presidenta, poderia pelo menos começar pelos profissionais de Segurança Pública, que caso o blogueiro não saiba, não possuem coletes balísticos de uso individual (o que seria no caso especifico da profissão um EPI indispensável), os coletes, em pouca quantidade, é bem verdade, são de uso coletivo dos policiais civis, apenas para utilização em serviço. A violência no Estado está cada dia maior, sendo sim a preocupação do jovem que lhe abordou pertinente, pelo andar da carruagem abrir uma fábrica de fabricação de coletes em Alagoas seria um excelente investimento… Fica a dica para o Governador, captar investidores da Colômbia interessados em fabricar coletes para os Alagoanos… Que tristeza, a que ponto chegamos…

  5. Realidade

    Realidade.

    A obrigação onstitucional de segurança pública ostensiva é da Polcia Militar o fato é que o Cel Dário Cesar e o Cel Luciano estão demonstrando verddeiro amadorismo na área, são inexperiente

  6. Realidade

    Realidade.

    A obrigação onstitucional de segurança pública ostensiva é d Polcia Militar o fto é que o Cel Dário Cesar mostrou-se um ENGODO, em verdade todos seus planos mirabolantes falharam e simplesmente veio a tona seu amadorismo. Em breve, Alagoas sofrerá uma intervenção branca por parte de Brasília em sua segurança, citarei exemplos desse amadorismo e falta de visão estratégica:
    a) Desagregação no Instituto de Criminalistica, Policia Civil, Policia Militar e SGAP;
    b) Homicidios semelhantes a países em guerra;
    c) Assaltos em todas as esquinas;
    d) Efetivo exorbitante de militares na Sede da Sec de Defesa Social;
    e) Presídios sendo interditados;
    f) Delegacias desmoronando;
    g) Quartéis as ruínas;
    h) Tropa da Policia Militar e Civil fazendo greve branca;
    i) Nomeação do próprio irmão para o cargo de sub cmt da PMAL;
    j) Convocação fracassada de militares da reserva;
    k) Integração entre as policias inexistente;
    l) Sistema de informação integrado inexistente;
    m) Redução de números de armas apreendidas pela Policia Militar;
    n) Falta de diálogos com entidades representativas;
    o) Nunca visitou o policial em seu local de trabalho;

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