Construção do estaleiro em outro local aumenta custa da obra em até 40%
   25 de junho de 2012   │     18:51  │  2

Porque German Efromovich e seus técnicos insistiram tanto em conseguir a licença ambiental para construir o estaleiro no local (denominado de 5A pelo Ibama) se existem outras áreas disponíveis?

“Tecnicamente é viável construir o estaleiro em outro local na região de Coruripe. Mas não sei se será viável economicamente”, pondera Luiz Otávio Gomes.

O secretário de Planejamento e Desenvolvimento se reuniu ontem com o presidente do estaleiro Eisa – Manoel Ribeiro.  Foi um encontro para avaliar as alternativas. A conclusão é que a construção em outro local aumentaria entre 30% e 40% os custos da obra. Estamos falando, portanto, de algo entre R$ 450 milhões e R$ 600 milhões.

“Não sei se o empresário está disposto a fazer esse investimento, além do que qualquer mudança agora implica na elaboração de um novo projeto, o que demanda tempo”, explica.

Ainda assim, Luiz Otávio Gomes viajou hoje a tarde para o Rio de Janeiro e hoje pela manhã se reúne com German Eformovich, presidente do gruo Synergy (controlador do Eisa) para avaliar as alternativas – se é que elas existem.

“Agora vamos depender da decisão do empresário”, resume.

Não cabe nenhum recurso junto ao Ibama? “Não sabemos. O parecer que tem 99 laudas foi assinado pelo presidente do órgão. Foi um parecer que não levou em conta a audiência pública, onde mais de mil pessoas disseram que querem o estaleiro. Nem levou em conta que nós nos propomos a replantar o mangue (73 hectares) numa área cinco vezes maior (350 hectares), embora tenha autorizado o desbaste de uma área de mais de 1,2 mil hectares de manguezais para projeto semelhante em Pernambuco. Ainda assim vamos tentar algum caminho, seja através do Ministério do Meio Ambiente ou até da presidência da república”.

Em sua opinião houve alguma interferência política nessa decisão? ”Não”.

COMENTÁRIOS
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  1. Cid Carlos

    Desde que começou esse “lenga lenga” em torno desse estaleiro que eu comentei que não acredito de maneira alguma nessa construção. E a prova está aí. Quando não é uma coisa é outra. Parece aquele velho ditado : “Quando não é o mel é a cabaça”.

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