Sem alternativas, Grupo Synergy e Estado vão recorrer de decisão do Ibama
   26 de junho de 2012   │     17:22  │  2

O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico passou seis horas reunido hoje – das 8h ás 14h – com o presidente do Grupo Synergy, German Efromovich.

Foi uma reunião para avaliar a decisão do Ibama, que emitiu parecer técnico (50/2012) negando o licenciamento ambiental para a construção do Estaleiro (Eisa Alagoas) no pontal de Coruripe.

“Foi uma reunião de trabalho para avaliar as alternativas”, resume. Ao final do encontro, Luiz Otávio Gomes explicou que se chegou a conclusão de que não existem alternativas.

“Ou é lá, ou é lá”.

Isso porque, segundo o secretário a construção em outras áreas sugeridas pelo Ibama implicaria num aumento de custo de pelo menos R$ 150 milhões. “O empresário não acha viável economicamente”, enfatiza.

A opção será retomar o processo com o Ibama. Isso porque, segundo Luiz Otávio Gomes, depois de uma “avaliação profunda das 99 páginas do parecer técnico, discutindo cada item, cada detalhe, não encontramos absolutamente,  nenhum dado técnico que inviabilize a instalação do estaleiro naquele local”

E mais: “O Ibama não explica tecnicamente qual o motivo. Concretamente não há justificativa do ponto de vista técnico-ambiental”.

Entre as decisões tomadas, Luiz Otávio Gomes adianta que “a Aquaplan, empresa de consultoria responsável pelo Estudo de Impacto Ambiental, vai se debruçar sobre o projeto e nos próximos dias dará resposta nos próximos dias, com o objetivo de vão mostrar tecnicamente que o estaleiro pode ser instalado naquele local”.

O secretário adiantou ainda que o empresário (German Eformovich) está convencido de que a negativa do Ibama não se sustenta do ponto de vista técnico-ambiental. “Em cima disso será feito um pedido de reconsideração para que o Ibama entenda que há viabilidade técnico-ambiental de se construir o estaleiro ali”..

A outra posição tomada na reunião – e essa justifica ou “é lá ou lá” – é que as outras áreas citadas pelo Ibama “são absolutamente inviáveis”.

Resumo da ópera, nas palavras de Luiz Otávio Gomes: “Só existe uma área em Alagoas para se fazer o estaleiro. É exatamente o pontal de Coruripe. Por conta disso,  de comum acordo –   empresário e governo – vamos mostrar que a área é  aquela e vamos começar tudo de novo”.

COMENTÁRIOS
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  1. Adriel Batista Correia de Melo

    Maceió,26/06/12

    Senhores(as)

    Com certeza é dedo de políticos pernambucanos,pois esse povo odeia nós alagoanos.Lembro-me muito bem que um
    político federal pernambucano,tudo fez para que o terminal
    de açúcar no porto de Maceió,fosse construido.Elese nos o-
    deia e vem muitos morar aqui.

    Cordialmente

    Adriel Batista Correia De Melo

  2. Antonio Carlos

    Concordo que o estado não poderia perder um empreendimento como estes, mas que o “interesse político” em construir o estaleiro é inifinitamente maior do que qualquer estudo de impacto ambiental eu não tenho dúvidas. Até deputados que mal sabem o que estão fazendo na ALE tem opniões favoráveis. Daí você tira.

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