Téo, Renan, o estaleiro e o papel da bancada federal de Alagoas
   4 de julho de 2012   │     11:06  │  2

Téo Vilela e Renan Calheiros estão em palanques cada vez mais opostos, mas não são e nunca foram inimigos. Sempre que se encontram, colocam algum assunto em dia e trocam ideias sobre questões de interesse de Alagoas.

Foi o que aconteceu no último sábado, em Palmeira dos Índios. Os dois se encontraram – não por mera coincidência – na convenção do prefeito James Ribeiro, candidato a reeleição.

Téo aproveitou para pedir que Renan  interferisse mais uma vez no imbróglio do estaleiro. Ao lado da bancada, o senador já tinha tratado do tema com o Ibama, Ministério do Meio Ambiente e até com a presidente Dilma Rousseff. Por isso ninguém esperava o veto na licença ambiental dado na semana.

Na sessão da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, ontem, Renan, como já foi noticiado em outros sites e blogs, pediu vistas num projeto de interesse do Ibama e dos seus servidores. Foi um troco, uma saia justa no órgão. O projeto vai ficar na geladeira até que se resolva esse imbróglio.

O fato ganhou repercussão porque Renan além de senador é líder do PMDB, maior bancada no Senado e da base do governo.

O ato é uma demonstração de força da bancada alagoana, que precisa ser seguido pelos outros líderes alagoanos.

Nossos líderes

Aqui um parêntese importante: Alagoas tem três senadores e nove deputados federais. É uma bancada pequena, mas ativa e influente. Senão, vejamos. Renan é líder do PMDB no Senado. Arthur Lira, é líder do PP, quinta maior bancada da Câmara. Carimbão, é líder do PSB, que tem a sétima maior bancada da Casa e Rosinha é líder do PTdoB.

O próprio Téo Vilela, que foi senador durante 20 anos e presidente nacional do PSDB é influente em Brasília. Nossos outros senadores, Collor e Biu, além de larga experiência no Congresso, também tem grande influência no Planalto.

Talvez por isso o próprio Ibama já tenha sinalizado que libera a licença em outro local. Mas não é isso quer a bancada, nem o governo.

Nesse cenário, se a bancada federal fechar questão e endurecer o jogo, como parece que está acontecendo, o Ibama vai ter que no mínimo dar uma satisfação aos alagoanos.

Porque ninguém pode admitir que Alagoas seja tratado com discriminação.

COMENTÁRIOS
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  1. jacqueline

    Edvaldo a área do MACEIÓ SHOPING (IGUATEMI) denominada GAME STATION, não existe saída de emergência, caso haja um incêndio as crianças não terão saída, por favor provoque as autoridades sobre este tão grave assunto: CORPO DE BOMBEIROS, MINISTÉRIO PÚBLICO. GRATA.

  2. Amigo do Povo

    Eu nãp compraria briga com os ecochatos, No rio de Janeiro o Governo estadual teve que desviar a estrada (arco do contorno) devido ea existencia de pererecas. Agredir os ecochatos, comprando briga não vai levar a lugar nenhum, vai parar na Justiça e ai então e que “JÁ ERA”. Não acredito que um profissional do IBAMA haveria de mudar o laudo técnico devido a esses tipos de pressões políticas, na verdade, neste momento eles deve estar se preparando para a guerra e ai vem green peace e Cia o que não bom em nada para o Estado pois o passivo ambiental é um escânda-lo. Alem de colocar AL no mapa terrestre como olugar mais violento do mundo o Gov e os politiqueiros vão coloca-lo como um estado contra a Ecologia. Agora, pelo amor de Deus, um lauo elaborado pela empresa contratada pelo sinergy para dizer que não há impacto ! Ele iria pagar uma empresa para dizer que era inviavel ? Se preparem para a 3 guerra mundial verde. Acredito que esse pessoal e 10 vzs mais influente do que a bancada Alagoana, Porque o Pres Color ou Renan ou mesmo Biu iriam se desgastar com isto, criando uma imagem de anti-verde ? O projeto embora ajude AL, é pessoal do Gov, é us última cartada e pelo jeito que anda a PB o navio não sai tão cedo,

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