Teremos uma nova “Camila” no setor sucroalcooleiro de Alagoas?
   9 de julho de 2012   │     17:55  │  1

A cooperativa que um dia foi Cila, depois Camil e, finalmente Camila, encerrou suas atividades em janeiro de 2009. A empresa sediada em Batalha e que foi responsável pelo desenvolvimento da bacia leiteira de Alagoas e pelo emprego de milhares de trabalhadores no campo e na  indústria deixou como herança uma massa falida, centenas de trabalhadores sem empregos e fornecedores sem conseguir receber até hoje seus pagamentos.

Á época do seu fechamento, o governo chegou a fazer gestões para reabri-la. A outra opção seria viabilizar implantação de outra  indústria na região. Nada deu certo.

Alagoas assiste agora a um drama similar no setor sucroalcooleiro.  Pelo menos cinco usinas de Alagoas estão enfrentando dificuldades financeiras.

Ao que se sabe pelo menos uma unidade não deve moer a partir da próxima safra.  É claro que se o grupo João Lyra não resolver seus problemas financeiros (e a usina a que me referi não é do seu grupo) o quadro tende a se tornar muito mais grave.

Será que teremos uma nova Camila em Alagoas? Duas? Três? Quatro?

O fechamento de qualquer usina poderá ter ainda consequências mais graves para a economia de Alagoas. Uma  indústria do setor, por menor que seja, que representa faturamento de mais de R$ 100 milhões por safra e de mais dois mil empregos. Em muitos casos, uma usina significa a sobrevivência de uma ou mais cidade.

Ninguém viu até agora um plano ou ação para evitar o pior. Portanto, fica aqui um alerta as autoridades (de todos os poderes): ainda é tempo de agir. Porque depois será muito tarde.

Produção será menor na próxima safra

Quem vive na cidade nem se dá conta que Alagoas enfrenta uma das piores secas de sua história. As consequências são mais graves para o agreste e sertão. Mas a estiagem também vai provocar perdas econômicas na zona da mata. A próxima safra de cana de Alagoas deve ser menor, segundo estimativa de técnicos experientes.

Em função da seca, a avaliação “otimista” dos técnicos é de queda de pelo menos 10% na produção agrícola. Isso representa quase 3 milhões de toneladas de cana, o equivalente a um faturamento de cerca R$ 300 milhões em produtos finais (açúcar e etanol).

COMENTÁRIOS
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  1. ELES ESTÃO SOLTOS

    EM UM ESTADO ONDE LADRÕES ARROTAM BOCA-DURA E SE AFIRMAM, INCLUSIVE, COM O RESPALDO DA JUSTIÇA, QUE SÃO PRÁ LÁ DE “HONESTOS”, QUEM SE LASCA É O PEQUENO – FORNECEDOR E TRABALHADOR-, QUE TERMINAM COMUMENTE SEM DINHEIRO E DIREO A NADA. SE NOSSA TERRA TIVESSE UMA JUSTIÇA QUE NÃO PASSASSE A MÃO NA CABEÇA DESSES CORRUPTOS E LADRÕES RICOS, A COISA SERIA TOTALMENTE DIFERENTE, MAS NÃO É. FAZER O QUE COM ESSA FALTA DE VERGONHA. NUNCA GOSTEI DE RICO.

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