Eisa apresenta novo estudo sobre estaleiro para tentar reverter posição do Ibama
   14 de julho de 2012   │     13:51  │  0

O deputado João Caldas conversou com German Efromovich ontem, um dia depois da audiência com a Ministra do Meio Ambiente. O papo, claro, foi sobre o imbróglio do licenciamento ambiental do estaleiro de Coruripe.

“Na próxima semana ele vai a Brasília apresentar argumentos que serão capazes de reverter a posição do Ibama”,disse Caldas.

O deputado diz que o grupo Synergy contratou a melhor empresa de consultoria ambiental do Brasil para tentar convencer os técnicos do Ibama: “os argumentos serão apresentados ponto a ponto. Estamos otimistas”.

Caldas, é importante lembrar, foi quem apresentou o “dono” do estaleiro a Téo Vilela.

Sem opções

Efromovich repetiu a Caldas o já tinha dito, antes, a Luiz Otávio Gomes: não existe outra alternativa. Se não conseguir a liberação da área entre a foz do rio Coruripe e o pontal de Coruripe, ele não construirá mais o estaleiro em Alagoas.

Construir o estaleiro em outro local no Estado seria possível, admite o empresário, desde que “alguém” banque (governo estadual ou federal) os custos adicionais para construção de diques no mar, estimados em US$ 150 milhões. Quem se habilita?

Ausência

German Efromovich, como se sabe, não participou da reunião realizada na quinta feira em Brasília. Sua falta foi registrada pelo senador Fernando Collor, que apoia o projeto, mas quis saber porque o “dono do estaleiro” não participou da audiência se, em tese, ele é o maior interessado. A pergunta está  até agora sem resposta.

Se Maomé não vai a montanha….

Téo Vilela deve ter um novo encontro com German Efromovich para avaliar o processo de licenciamento ambiental do estaleiro. O governador vai aproveitar viagem que faz na segunda-feira ao Rio de Janeiro para conversar com o empresário.

Será, acredito, uma conversa para por os pingos nos is. Afinal, a ministra Isabella Teixeira prometeu uma decisão definitiva sobre a licença do estaleiro em até 30 dias.

Para que a licença seja aprovada o empresário terá de ir a Brasília fazer sua parte, levando, de preferência, estudos ambientais consistentes.