Paus e pedras podem parar o desenvolvimento de Alagoas?
   17 de agosto de 2012   │     17:02  │  2

O que queriam mesmo os líderes de movimentos de trabalhadores rurais sem terra que promoveram protestos, hoje pela manhã nas rodovias de acesso ao Polo de Marechal Deodoro?

Se eles tinham ou tem alguma reivindicação – e por mais justa que ela seja – ninguém tomou conhecimento. O que ganhou espaço na imprensa até agora foi o cerceamento da liberdade – do direito de ir e vir do cidadão. E, pior, os atos classificados por autoridades como vandalismo” e “bagunça”.

Se o alvo era Dilma Rousseff, os manifestantes deram um verdadeiro tiro no pé. Primeiro porque não conseguiram sequer que ela visse suas faixas ou cartazes. E, segundo, porque conseguiram irritar (em alguns casos enfurecer, mesmo) desde políticos e empresários, até o presidente do TJ – Sebastião Costa Filho – e outros desembargadores do Tribunal de Justiça.

O episódio, aliás, serviu para mostrar que o presidente do TJ é um homem corajoso a ponto de conter com as próprias mãos manifestantes que tentavam destruir, com pauladas. o carro em que ele estava.

A mesma sorte não teve o secretário adjunto do Desenvolvimento Econômico, Keylle Lima. O carro em que ele estava teve o vidro traseiro destruído por paus e pedras.

“A situação não se agravou porque o motorista estava atento e conseguiu, numa manobra de muita habilidade, sair do local”, relata.

Ainda que com o vidro quebrado e um tanto assustado, Keylle Lima conseguiu chegar ao local da inauguração – da planta que acaba de transformar Alagoas no maior produtor de PVC da América Latina – a tempo de ver a presidente Dilma Rousseff discursar.

Novos negócios

Ao lado de Luiz Otávio Gomes (Seplande) Keylle trabalha na atração de novas empresas para Alagoas. Sua preocupação em chegar ao local do evento era menos por Dilma Rousseff e mais pelos empresários (a maioria clientes da Brakem) que estavam no local. Alguns deles já começaram entendimentos para construir  indústrias de transformação de PVC no Estado. É o caso da Fortlev, indústria de caixas d’água.

As pedras e paus, ao que parece não passaram de um susto. E, assegura o secretário, não vão atrapalhar as negociações que Alagoas está realizando, com a ajuda da Braskem, para trazer novas empresas para o Estado.

“Com a nova fábrica de PVC, a cadeia da química e do plástico deve se fortalecer no Estado. Além dos incentivos fiscais as empresas que usam o PVC como matéria-prima que que se instalarem no polo José Aprígio Vilela terão um grande diferencial competitivo que é contar com o produto, sem o custo de fretes e sem o risco de desabastecimento”, aponta.

Tudo bem que as manifestações não vão atrapalhar a atração de novas empresas, mas cá para nós, teria sido bem melhor se o protesto fosse um pouco mais “civilizado”.

COMENTÁRIOS
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  1. NUNCA FOI

    PELLO QUE SEI O COSTA FILHO NUNCA FOI BRABO. HOJE, PORÉM, ACOBERTADO POR SEGURANÇAS, ELE MUDOU. PELO VISTO, OS SEM TERRA DE HOJE PARECIAM MAIS UNS MANÉZINHOS. PARA FECHAR O CERCO, LEVARAM ATÉ BALAS DA POLICIA, AQUELAS APELIDADAS DE BORRACHA, MAS QUE DOEM E, MUITO, OS BORRACHUDOS FORAM PREPARADOS PELO LUCIANO.

  2. S.A.MENDONÇA

    NÃO ACREDITO QUE O DESEMBARGADOR COSTA FILHO SEJA DE UMA CORAGEM EXUBERANTE,POIS O MESMO AGIU POR TRÁS DOS GUARDAS COSTAS ARMADOS DE CALIBRE 45.DESTA MANEIRA ATÉ UM ANÃO SAIRIA MUITO BEM.

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