Um a cada dois novos alagoanos vai morar em Maceió
   2 de setembro de 2012   │     17:51  │  0

A nova estimativa da população divulgada na última sexta-feira pelo IBGE mostra que Maceió continuará sendo o destino preferido não só dos turistas que vem em busca da beleza das praias da capital de Alagoas. Será também o lugar preferido de quase metade dos novos alagoanos.

Proporcionalmente a cidade não é a que mais cresce no Estado. Mas em números reais Maceió é a cidade que registra o maior aumento de população e concentra um número cada vez maior de habitantes.

Os números do IBGE mostram que a capital tinha 263,6 mil habitantes no Censo de 1970 e representava 17% da população do Estado, que era de 1,588 milhão de habitantes. A nova estimativa da população para 2012 mostra que esse ano Alagoas chegará a 3,165 milhões de habitantes, enquanto a capital terá 953,3 mil habitantes ou 30%.

Essa diferença na proporção acontece porque Maceió cresce num ritmo mais forte do que Alagoas. Em 42 anos a população do Estado aumentou 99%, o equivalente a 1,577 milhão de habitantes. No mesmo período a população de Maceió aumento 262%, o correspondente a 689,7 mil pessoas.

Um em dois

A estimativa do IBGE mostra que a população vai crescer num ritmo mais lento nesta década do que na anterior. Na comparação com o censo de 2010, quando o Estado tinha 3.120.494 pessoas, o aumento de população será de 44.978 (para 3.165.472 habitantes este ano) o que corresponde a 22.489 novos “alagoanos” por ano. A média é inferior à registrada na década anterior, quando o crescimento foi de cerca de 28 mil pessoas por ano.

Maceió registrou na década entre 2000 e 2010 um aumento de mais de 13 mil pessoas por ano. Agora, considerando os números do IBGE, a população da capital vai aumentar em 10,3 mil pessoas cada ano.

Ou seja, na prática, de cada dois novos alagoanos um viverá em Maceió. A capital que aumentou sua população de 932 mil habitantes para 953 mil habitantes em apenas dois anos deve chegar a um milhão de habitantes em quatro ou cinco anos no máximo.