A hora da desconstrução: em Maceió e Arapiraca líderes de pesquisas vão “sofrer” no guia
   12 de setembro de 2012   │     16:55  │  0

A cada eleição um termo ganha força entre marqueteiros e políticos: “desconstrução”. Ele significa isso mesmo: desconstruir, o que é diferente de destruir.

Veja o exemplo de uma casa. É possível derrubá-la com dinamite ou com retroescavadeiras. O efeito é imediato. Já a desconstrução é um processo mais lento. Os trabalhadores retiram o telhado, as portas, o piso e depois derrubam as paredes.

É isso que os adversários estão tentando fazer com os candidatos que lideram as pesquisas em Maceió e Arapiraca. Foi isso que o atual marqueteiro de Rogério Teófilo, Rui França, fez na eleição passada, com Heloísa Helena.

Ele estudou pontos fracos da candidata, avaliou o que as pesquisas diziam sobre o sentimento e aspirações do eleitor e passou amostrar que a candidata a senadora tinha ajudado pouco Alagoas. Se era verdade ou não a história pegou. No contraponto Biu de Lira foi apresentado como um candidato trabalhador, que realizou muito etc e tal.

No caso de Arapiraca a estratégia com Célia Rocha,a candidata do PTB, parece outra. Ela lidera com folga a pesquisas e tem poucos pontos fracos. Um deles é o de que, eleita prefeita,  ela vai “abandonar” dois anos de mandato na Câmara Federal. Por isso ela está sendo chamada de “ingrata”. Até agora os marqueteiros de Célia não encontraram uma antídoto eficaz para essa linha de ataques, que deve se acentuar nos próximos dias.

Em Maceió, os adversários de Rui Palmeira, PSDB, começaram a ensaiar críticas ao candidato a partir do guia eleitoral da semana passada. A partir de hoje as pancadas no guia eleitoral serão acentuadas. Quase metade do programa do chapão, de Ronaldo Lessa, PDT, será dedicada a desconstrução de imagem do “candidato do Téo”.

A decisão de tentar desgastar a imagem de Rui Palmeira já foi tomada. E logo ela deve ser seguida por outros candidatos, incluindo Jeferson Morais, do DEM. Resta saber se os candidatos e seus marqueteiros terão competência para isso. Até agora o candidato tucano vem correndo livre, crescendo nas pesquisas e consolidando sua imagem de bom moço. Talvez a hora de bater tenha passado. Agora é esperar a reação do eleitor.

É fato que não resta aos candidatos alternativa. Até porque se deixar como está, a fatura corre o risco de ser liquidada no primeiro turno.