Queda na receita agrava dificuldades do Estado e ameaça 13º
   13 de setembro de 2012   │     19:34  │  5

Quem alertou para a gravidade da situação financeira do Estado foi o próprio governador.  No dia 4 deste mês ele avisou, numa conversa com jornalistas, que a crise que atinge o mundo interior chegou a Alagoas.

Uma crise que aqui, segundo Téo Vilela, pode ser traduzida num crescimento abaixo do previsto na receita do ICMS e na queda dos repasses federais (especialmente o FPE).

Eu já disse e repito: o governo espera aumentar esse ano a sua arrecadação total em 12%. Mas até agosto o crescimento acumulado da receita própria ficou em 7%. Já as transferências federais (que correspondem a metade de todos recursos do estado) caiu 4%.

Para fazer frente as despesas do mês o governo recorreu, pela primeira vez – ao menos este ano – as reservas do 13º. A conta garantia, que é usada para pagar o salário extra aos funcionários no final do ano, foi esvaziada. Agora o governo tenta encontrar meios para refazer a reserva.

Téo Vilela foi para Brasília, ontem, acompanhado de alguns secretários para tentar encontrar meios de minimizar os efeitos da crise financeira no Estado. Um desses caminhos é o Ministério da Previdência onde o governador esteve com o secretário Alexandre Lages, da Gestão Pública.

E como a Previdência Pode ajudar? Através da compensação previdenciária, explica Lages. É mais ou menos assim: o Estado tem milhares de servidores aposentados, que durante um período da sua vida contribuiu para o INSS. Nesse caso o Ministério da Previdência faz uma compensação que ajuda o estado a pagar os benefícios.

Hoje essa compensação chega a apenas R$ 100 mil por mês. O governo acha que pode chegar a R$ 10 milhões. O problema é que a avaliação está sendo feita caso a caso e num ritmo muito lento: “fomos pedir que o Ministério acelere a avaliação desses processos”, revela Lages.

Sobre o 13º ou pagamento de folha, o secretário de Gestão não fala. “É com Fazenda”, diz. Mas é claro, me confirma um técnico da Sefaz, que se a arrecadação continuar caindo o Estado não terá dinheiro para pagar o décimo. O governador terá que decidir, agora, por um corte mais radical nas despesas ou a encontrar alternativas extras para repor o dinheiro retirado do e caixa.

Recentemente eu tratei do comportamento em dois posts que você pode conferir nos links a seguir:

http://blogsdagazetaweb.com.br/edivaldojunior/economia/apertem-os-cintos-queda-do-fpe-deve-aumentar-dificuldades-do-estado

http://blogsdagazetaweb.com.br/edivaldojunior/economia/apertem-os-cintos-queda-do-fpe-deve-aumentar-dificuldades-do-estado

COMENTÁRIOS
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  1. queimar o filme

    vamos queimar o filme desses politicos corruptos integrantes do psdb.essespolitos trocados por m…, a mesma coisa.

  2. tão é roubando

    DILMA, NÃO MANDE DINHEIRO NENHUM PARA ALAGOAS. O GOVERNADOR TEOTONIO E SUA GANG ESTÃO ROUBANDO TUDO. CUIDADO, PRESIDENTA, POIS ESSES POLITICOS ALAGOANOS DO PSDBESTA ROUBAM O POVO ATÉ DORMINDO. O DINHEIRO QUE VEIO PARA CONTER A VIOLENCIA ESTÁ SENDO USADO NA CAMPANHA DO RUI PALMEIRA.

  3. valeimmy

    Que tal o governador demitir a cambada de vagabundo da gangue de Chiquinho Beltrão ?Com certeza dará até para o 14º.kkkkkkkkkkkk

  4. Marta

    Eu tenho a solução: exonere os 2000 ( dois mil) COMISSIONADOS que só fazem onerar o estado e mais nada, pois trabalho é uma coisa que eles não fazem.

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