O Ibope revela porque todos os candidatos em Maceió batem na tecla da saúde
   18 de setembro de 2012   │     17:49  │  1

A eleição é para prefeito. Mas, ao assistir o guia eleitoral, chego a imaginar que o maceioense vai votar num diretor de hospital ou coisa parecida. E não é para menos, os candidatos passaram as primeiras semanas no rádio e na TV batendo na mesma tecla: saúde, saúde, saúde.

De uma hora para outra todos os candidatos resolveram falar sobre a mesma coisa. E cada um, me permitam, com uma proposta mais mirabolante e irreal que outra. E porque isso? Simples: os candidatos descobriram, através dos institutos de opinião, que a saúde é o maior problema enfrentado pelos eleitores.

O Ibope traduz isso na segunda pesquisa das eleições em Maceió, divulgada na última sexta-feira: “Diga qual a área, em sua opinião, a população de Maceió está enfrentando os maiores  problemas?”. A resposta para essa pergunta (em 1º lugar, ou seja numa só resposta) foi surpreendente. Apenas 9% os entrevistados responderam educação, 10% transporte coletivo e 13% segurança.

A saúde foi citada por 46% dos entrevistados, enquanto questões que costumam ganhar farto espaço na mídia como trânsito (3%), habitação (1%), esgoto (4%), calçamento de ruas e avenidas (4%) e geração

Ou seja, os candidatos não inventaram a roda. Apenas passaram a falar de um tema que a população queria ouvir. E só.  O resto não passa de promessas de campanha que não serão cumpridas, ao menos nos próximos quatros anos.

Construir hospitais, postos de saúde, maternidades até que é possível. O difícil mesmo é colocar para funcionar. Isso porque faltam médicos para o atual modelo de saúde no Brasil. Não adianta pagar bons salários. Isso só vai inflacionar o mercado, porque não existem profissionais disponíveis no país.

O aumento de vagas para cursos de medicina, anunciado recentemente pelo Ministério da Educação, só terá algum efeito para suprir as atuais necessidades do país daqui a pelo menos seis anos.

Hoje a prefeitura de Maceió paga R$ 14 mil de salário inicial a um médico. E mesmo assim faltam interessados. O salário é baixo, segundos os profissionais. Muitos conseguem ganhar o dobro trabalhando no PSF de duas cidades diferentes ou atendendo em clínicas particulares.

A opinião de quem enfrenta o problema  

Conversei com algumas pessoas que enfrentam, todos os dias, o drama de pegar um ônibus ou passa horas, dentro de um carro, no trânsito. A maioria confirma o que diz o Ibope. “A saúde é o principal problema porque é essencial. O ônibus a gente espera, mas se tiver uma urgência médica e não tiver um posto de saúde ou o HGE, podemos morrer”, me explica uma profissional da área de comunicação.

O levantamento

As entrevistas de 602 eleitores foram feitas pelo Ibope entre os dias 11 e 13 de setembro. A pesquisa foi realizada com eleitores de 16 anos ou mais e o modelo de amostragem utilizado foi o de conglomerados em 2 estágios. O intervalo de confiança estimado é de 95% e a margem de erro máxima estimada é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos, sobre os resultados encontrados no total da amostra. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas, sob o número AL-00028/2012.

COMENTÁRIOS
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  1. Roberto Cavalcante

    BOA NOITE!!! OS CANDIDATOS A PREFEITURA DE MACEIÓ SÓ FALAM EM SAÚDE REFERINDO-SE A MÉDICOS, O RESTO DA EQUIPE DE SAÚDE NÃO TEM VALOR….
    OS AXILIARES, TÉCNICOS DE ENFERMAGEM E ENFERMEIRO NÃO TEM VALOR ALGUM, COM PÉSSIMOS SALÁRIOS …. CANDIDATOS OLHEM PELA SAÚDE E PELA EQUIPE DE SAÚDE TEMBÉM… EM PRINCIPAL A ENFERMAGEM…..

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