Monthly Archives: outubro 2012

Governo estadual tenta conseguir empréstimo de 400 milhões de dólares
   31 de outubro de 2012   │     19:57  │  1

O governador Teotonio passou o dia hoje, em Brasília, negociando a liberação de empréstimos internacionais para o Estado de Alagoas. O governo apresentou projetos para tentar alavancar US$ 400 milhões junto aos bancos Interamericano e mundial, BID e BIRD.

Os empréstimos, se liberados, vão dar um fôlego no governo a partir do próximo ano. Com a queda na arrecadação e a capacidade de investimentos comprometida, o governo tem recorrido aos empréstimos internacionais para o desenvolvimento de diversas ações.

Em 2010 empréstimo semelhante foi utilizado em diversas obras, incluindo no asfaltamento de acessos aos municípios alagoanos. Desta vez os recursos serão utilizados em infraestrutura turística, equilíbrio fiscal e programas de redução da pobreza.

A seguir, reproduzo texto distribuído pela Seplande sobre o tema:

Governador participa de reuniões para garantir recursos de instituições financeiras

Com representantes do BID e do Banco Mundial, governador reforçou compromisso entre as instituições

O governador Teotonio Vilela Filho e o secretário de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico, Luiz Otavio Gomes, estiveram reunidos nas sedes do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Brasília, nesta quarta-feira (31). A visita teve por objetivo dar celeridade às negociações de empréstimo que o Governo trabalha com as duas instituições.

Somados, os recursos pleiteados são da ordem de US$ 400 milhões, sendo US$ 250 milhões do BID, que serão destinados para obras de infraestrutura turística e ações para o equilíbrio fiscal do Estado, e US$ 150 milhões do Banco Mundial, dentro do Programa de Redução da Pobreza e Inclusão Produtiva (Prepi), planejamento que envolve oito secretarias e órgãos do executivo.

Com a diretora do Banco Mundial, Débora Wetzel, e a representante do BID no Brasil, Daniella Carrera – Marquis, o governador e o secretário Luiz Otavio Gomes discutiram detalhes técnicos de cada operação, como os prazos definidos, documentos pendentes e os próximos passos a serem executados.

“São empréstimos do BID, da ordem de US$ 250 milhões, e do Banco Mundial, de US$ 150 milhões. No Banco Mundial, o foco são políticas públicas para reduzir a pobreza, e a pobreza extrema, que produz índices negativos nas mais diversas áreas, sobretudo na Saúde e na Educação. Além de garantir mais proteção às pessoas que estão vulneráveis na sociedade para que tenham cidadania”, explicou Teotonio Vilela Filho.

O governador lembra que Alagoas é o destino que mais cresce das capitais do Nordeste. “Cada vez mais os turistas chegam. Daí esse esforço para melhorarmos a infraestrutura, saneamento, estradas e energia. E todo um aparato que dê segurança, conforto, vontade de o turista estar em Alagoas desfrutando das nossas belezas, mas com segurança e conforto”, enfatizou.

O secretário Luiz Otavio Gomes demonstrou confiança na concretização das negociações. Ele reiterou a importância dos dois empréstimos, que serão responsáveis pela viabilização de diversas ações. “Esta semana, o BID está em missão em Alagoas, mantendo uma extensa atividade de trabalho com técnicos dos órgãos do Governo de Alagoas que serão contemplados com os recursos”, concluiu o secretário.

Quem abusou de que no caso JHC?
   30 de outubro de 2012   │     20:53  │  4

O deputado estadual João Henrique Caldas ganhou notoriedade em Alagoas ao se transformar num incômodo para a “velha guarda” da Assembleia Legislativa, uma verdadeira perda no sapato de parlamentares que preferem cuidar da “Casa” longe das vistas do povo.

Ontem, como se sabe, ele teve o seu mandato cassado pelo TRE AL (decisão, diga-se, que cabe recurso) numa votação apertada, desempatada em seu desfavor pela desembargadora Elizabeth Carvalho.

Tudo indica que a decisão, contestada até pelo autor (o Ministério Público Eleitoral) pode levar o deputado JHC também a notoriedade nacional, pelo menos no meio jurídico.

O caso é tão inusitado que o próprio procurador eleitoral, Rodrigo Tenório, que tem a função de acusar recomendou que o pedido de impugnação fosse negado, por falta de provas contra o deputado (veja texto no link: http://gazetaweb.globo.com/noticia.php?c=326390).

JHC foi condenado por abuso de poder “religioso” pelo TRE. Será que o “cara” faz milagres e consegue converter a fé em votos? Seu crime teria sido a participação em alguns eventos – junto com outros políticos – com o pastor RR Soares.

Quantos deputados e vereadores de Alagoas e do Brasil terão de enfrentar o mesmo problema se JHC tiver sua condenação confirmada pelo TSE?

Imaginem um pastor deixando de pregar na igreja para não correr o risco de ter a candidatura impugnada? E os políticos católicos? Por precaução vão evitar até festa de padroeira. A mesma relação vale para sindicatos, associações etc etc etc.

Alguns políticos em Alagoas tem relação direta com as igrejas. Só para a Câmara de Maceió foram eleitos dois pastores este ano. As bancadas evangélica e católica estão entre as maiores da Câmara Federal.

O problema no caso do deputado FHC é que parecem existir outros interesses na decisão. A sua impugnação beneficia diretamente o primeiro suplente de deputado Arnon Amélio, integrante de uma influente família nos meios políticos e jurídicos.

Mesmo que ele ou um de seus amigos e parentes não tenham agido (será?) em desfavor de JHC, o caso vai ganhar forte repercussão. O deputado Maurício Quintella avisou que irá denunciar nacionalmente a decisão do TRE, que ele considera arbitrária. Outros políticos, especialmente os ligados a bancada evangélica, também devem entrar na onda do “Salve JHC”.

O fato é que o deputado estadual e o procurador eleitoral devem apresentar recurso até amanhã ao TSE. Até que o recurso seja julgado (pode acontecer ainda esse ano, mas é pouco provável) JHC vai continuar na Assembleia, fazendo barulho, como a maioria gosta.

Depois de perder 280 mil clientes TIM volta a brigar pelo mercado em Alagoas
     │     18:22  │  0

A falta de diálogo, a intransigência com que a TIM tratou o Procon, a Assembleia Legislativa, o Ministério Público e, especialmente o consumidor alagoano, custou caro à operadora.

No começo deste ano a TIM se recusou a dar explicações sobre a má qualidade dos serviços no Estado, motivo de milhares de queixas de seus clientes, processo que culminou com a proibição pela Justiça das vendas de novos chips da operadora no Estado.

A proibição começou a vigorar no final de março, quando a TIM era líder de mercado em Alagoas, com 35,83% de participação e 1.292.113 linha habilitadas no Estado.

Desde então a operadora entrou num processo de “sangramento”, que chega a lembrar a situação de políticos que ficaram enrascados em processos judiciais. Somente a partir de setembro é que a operadora voltou a tentar derrubar na Justiça a liminar que proibia a venda de novos chips.

A decisão, como se sabe, saiu ontem. Depois que a TIM deu as devidas satisfações aos alagoanos e apresentou um plano de investimentos, a Justiça autorizou a venda de novos chips. Foram exatos sete meses de “sangramento”, um processo que – repito – custou caro à operadora.

Agora é saber se a operadora vai conseguir reagir nos próximos meses ou se vai se contentar com o segundo lugar.

Em nota distribuída ontem a assessoria da TIM promete novos investimentos em Alagoas. Você pode ler o texto no link a seguir: http://edivaldojunior.blogsdagazetaweb.com/wp-content/uploads/sites/12/2012/10/Release_Alagoas_291012.pdf

A queda da TIM

No último boletim da  Anatel a Tim aparece, em setembro (seis meses depois da proibição) com 1.019.599      de linhas habilitadas ou 28,53% do mercado. Faça as contas: no período a TIM perdeu mais de 270 mil clientes e 7,3 pontos percentuais. Recuperar tudo isso não será fácil.

Um exemplo é o da Vivo. A operadora é a maior do Brasil, fez grandes investimentos no Estado e só agora chegou aos 460 mil clientes ou 12,86% do mercado alagoano.

Todas as operadoras ganharam com o “sangramento” da TIM. Mas o mercado de celulares perdeu. Em março, Alagoas tinha 3,606 milhões de assinantes. O Estado fechou março com 3,573 milhões de assinantes. Ou seja, nem todos os clientes da TIM migraram para outras operadoras.

As outras operadoras

Quem mais cresceu nesse período foi a Vivo. A operadora 129 mil novos clientes e aumentou sua participação de 9,17% para 12,8% em Alagoas. A OI cresceu apenas 0,5 pontos percentuais (para 24,58) e ganhou 11 mil novos clientes. A claro ganhou 99 mil novos clientes e fechou setembro com 1,215 milhão de assinantes e 34,02 de participação (sua melhor marca na história do Estado), como líder de mercado.

As tabelas a seguir mostram a posição das operadoras no Estado em setembro e evolução da TIM em seis meses no Estado.

 

 

Alagoas – setembro 2012

 

Pré-Pago

Pós-Pago

Total

% Mercado Alagoas

 

 

quant.

quant.

quant.

participação

CLARO

1.112.682

102.989

1.215.671

34,02

TIM

864.434

155.165

1.019.599

28,53

OI

816.688

61.664

878.352

24,58

VIVO

410.882

49.386

460.268

12,88

TOTAL

3.213.707

368.135

3.581.842

100%

         
 

TIM

 

Pré-Pago

Pós-Pago

Total

% Mercado Alagoas

 

setembro

864.434

155.165

1.019.599

28,53

agosto

906.482

155.041

1.061.523

29,64

julho

947.518

155.389

1.102.907

30,79

junho

994.711

155.275

1.149.986

32,08

maio

1.039.138

155.792

1.194.930

33,13

abril

1.092.459

156.465

1.248.924

34,58

março

1.134.223

157.890

1.292.113

35,83

 

Diretoria afastada do Grupo JL decide recorrer contra intervenção
   29 de outubro de 2012   │     23:24  │  1

O diretor jurídico do Grupo JL entra, nesta terça-feira, com um “embargo de declaração” pedindo que o juiz Sóstenes Costa de Andrade, de Coruripe, reformule a decisão que o levou a decretar intervenção nas empresas e a afastar toda a sua direção.

Augusto Galvão está trabalhando na avaliação da decisão do magistrado desde a última sexta-feira. Agora a noite ele me disse que vai pedir, “respeitosamente”,  que o juiz modifique o despacho que culminou com a intervenção.

“Vamos pedir a recondução de toda a diretoria. Também estamos pedindo, com relação ao

texto da decisão (publicado nesta segunda) que alguns pontos considerados obscuros sejam esclarecidos”, explica Augusto Galvão.

O que está obscuro, avalia Galvão, é principalmente o “modus operandi” do processo da intervenção. “Faltou explicar como é que eles vão trabalhar, o que eles realmente vão fazer. Está havendo ausência de informação na decisão que possa permitir a correta aplicação do que foi determinado pelo juiz”, explica o advogado.

O empresário João Lyra não se pronunciou publicamente, até agora, sobre a intervenção. Nem deve fazê-lo nos próximos dias. Segundo assessores, ele viajou para Brasília nesta segunda-feira.

Deputado federal pelo PSD, João Lyra deve se dedicar nos próximos dias as atividades parlamentares na Câmara Federal.

As empresas do grupo devem continuar funcionando normalmente. A previsão de moagem da usina Guaxuma, de Coruripe, está mantida, para a próxima semana. Já para a usina Laginha, de União dos Palmares, não existe ainda previsão. A Usina Uruba, de Atalaia, continua em moagem, assim com as duas usinas do grupo em Minas Gerais (Triácool e Vale do Paranaíba).

Em quem você vota no “terceiro turno”: Obama ou Romney?
     │     20:10  │  0

A cobertura da imprensa nacional é tão eficiente, tão completa, que eu fico pensando em “quem votar” nas eleições americanas. No próximo dia 6 de novembro vamos acompanhar a votação e a apuração em tempo real.

A “emocionante” disputa entre Barack Obama e o adversário republicano Mitt Romney na corrida pela Presidência dos Estados Unidos tem hoje uma cobertura maior na imprensa nacional do que as eleições em importantes cidades do Brasil.

Talvez porque muitos brasileiros ainda acreditem que o Brasil é uma espécie de colônia norte-americana ou será por falta de assunto mais importante em nosso país?

A cada dia que passa a minha sensação é que nós também iremos votar, que devemos escolher entre o atual presidente ou o candidato de oposição.

Se dependente dos comentaristas da TV brasileira, certamente iremos votar no Obama. O “cara” apesar de não ter tirado os EUA da crise é tão reacionário ou mais reacionário na política externa que o Bush. Mas fazer o quê? Ele tem bom discurso, um sorriso fácil e sabe contar piadas. Precisa de algo mais do que isso para ganhar a aprovação dos jornalistas brasileiros?