Mais um caso de exclusão da Justiça Eleitoral em Alagoas
   7 de outubro de 2012   │     17:04  │  1

Revelei, num texto postado hoje, minha indignação com exclusão dos eleitores mais velhos do processo eleitoral em Alagoas, uma espécie de efeito colateral da implantação da biometria.

Mas acabo de descobrir que as exclusões se restringiram apenas a esse caso. Joaldo Cavalcante,  jornalista e escritor, me telefonou hoje a tarde para registrar a indignação dele com o descaso da Justiça em relação aos cadeirantes.

Enquanto espera sua vez para votar, na secção 390 da 2ª zona eleitoral de Maceió, instalada no 1º andar do Colégio Anchieta, no Stella Maris, ele presenciou o esforço de um senhor que queria garantir o voto da esposa, que é cadeirante.

O problema? A urna está no primeiro andar de um prédio que não tem elevador, nem rampa. A solução? Fazer um termo de ocorrência que servirá a senhora justificar o voto, depois.

E o “sagrado” direito, constitucional ao voto, como fica?

Mais algumas perguntinhas: será que a dificuldade de acesso para cadeirantes e outros deficientes ficou apenas nessa escola? E se nessa secção votasse um cadeirante que disputa a prefeitura ou uma vaga na Câmara, a exemplo de Rosinha ou Luiz Carlos da Adefal? E se antes de escolher um local de votação alguém do TRE fosse fazer um check list que incluísse o item acessibilidade?

COMENTÁRIOS
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  1. Fatima Almeida

    Muito bem observado, Edivaldo. Infelizmente os exemplos de descaso com as pessas com dificulfades de locomoção ainda berram o quanto estamos atrasados em se tratando do quesito acessibilidade. Vale destacar e copiar o exemplo que deu a cidade de Paulo Jacinto, que inovou colocando em funcionamento, nesta eleição, uma sala especial de votação para pessoas com necessidades especiais (idosos e portadores de deficiência), garantindo-lhes o direito de exercer sua cidadania. Parabéns!

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