Rui Palmeira, o prefeito de R$ 1,8 bilhão
   8 de outubro de 2012   │     4:19  │  3

A primeira pergunta, hoje, no dia da ressaca eleitoral, a Rui Palmeira deve ser sobre a transição. Se ele ainda não falou com Cícero Almeida, é claro que deve falar nas primeiras horas do dia. Manda a boa educação que o atual prefeito fale com o seu sucessor, seja ele aliado ou não, para combinar como será o gabinete que vai preparar a transferência de administração.

E quanto antes essa conversa, melhor. Afinal, a prefeitura deve mandar justo essa semana para a Câmara Municipal a proposta de Orçamento para 2013.  Em princípio, segundo previsão da Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento (Sempla) a proposta de Orçamento será apresentada hoje ao prefeito Cícero Almeida e encaminhada para o Legislativo no próximo dia 11 (http://www.sempla.maceio.al.gov.br).

É claro que diante da eleição de um prefeito em primeiro turno – ainda mais sendo adversário do atual gestor – esses prazos deverão ser rediscutidos. O Orçamento é uma espécie de cartilha que o prefeito deve seguir, determinando quanto vai ser gasto em cada Secretaria, programas e ações.

Rui Palmeira pode querer redirecionar valores para fazer cumprir suas promessas de campanha, o que é natural.

Em princípio o futuro prefeito vai administrar um Orçamento de cerca de R$ 1,8 bilhão. Esses valores foram previstos ainda em maio deste ano e podem sofrer alteração.

“R$ 1.797.664.845. Esse é o valor previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) de Maceió – que estima as receitas e fixa as despesas da cidade com validade para cada exercício fiscal -, para o ano de 2013… Desse total, quase R$ 1,2 bilhão virá do Governo Federal, através da transferências correntes, inclusive, recursos carimbados pelos Ministérios da Educação e da Saúde. Outros R$ 421 milhões serão oriundos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e mais R$ 275 milhões vão vir das transferências obrigatórios do Estado”.

Esses são trechos de reportagem do portal Gazetaweb que você pode acessar, na íntegra, no link a seguir: http://gazetaweb.globo.com/noticia.php?c=313220&e=2

Um especialista em finanças públicas

O prefeito eleito é formado em direito e fez pós-graduação em Direito Tributário e Finanças Públicas pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), Brasília. Ou seja, manja do tema. E, mais do que isso, pelo seu estilo técnico, Rui deve se debruçar nos próximos dias com especialistas para decidir o que pode sugerir de mudanças na proposta elaborada pela equipe de Almeida.

Rui Palmeira também parece ser organizado e trabalha com planejamento de médio e longo prazo. Não foi por acaso que ele chegou á prefeitura de Maceió. Ele passou  os últimos anos – isso mesmo, os últimos anos – trabalhando nas comunidades com ações voltadas para a saúde, justo o maior problema do maceioense.

Ou seja, ele ouviu pessoas, fez pesquisas e atuou em cima de uma questão que é esquecida, na prática, pela maioria dos políticos.

A estratégia deu certo. Tão certo que ele acaba de se tornar prefeito da 17ª maior cidade do Brasil, no primeiro turno e vai comandar, a partir de janeiro o um dos maiores Orçamentos Públicos municipais do Brasil.

COMENTÁRIOS
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  1. S.A.MENDONÇA

    ~TORNA-SE IMCOMPREENSIVEL O MOTIVO QUE LEVOU O TRE DE ALAGOAS A CONCEDER OU NÃO SE PREOCUPAR COM O INDEFERIMENRO DAS CANDIDATURAS DE MARCOS SANTOS EM TRAIPU E TONINHO LINS EM RIO LARGO AMBOS PRESOS POR CORRUPÇÃO.NO CASO RONALDO LESSA APENAS POR NÃO PAGAR UMA MULTA FORA DO PRAZO TEVE A CANDIDATURA INDEFERIDA.
    NO ÚLTIMO SÁBADO A NOTA DO TRE SUBSTITUINDO AS CANDIDATURAS DE RONALDO POR JURANDIR BOIA,EM CIMA DESSE ESCLARECIMENTO FIZERAM UMA NOTA TENDENCIOSA DE APOIO A OUTRA CANDIDATURA(RUI)

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