Vereadores e suplentes de Maceió: ter votos é uma coisa, se eleger é outra
   11 de outubro de 2012   │     19:02  │  0

Nas eleições proporcionais nem sempre ter mais votos garante uma vaga entre os eleitos. Terminada a apuração em Maceió, Oscar de Mello, do PP,  candidato a reeleição, com 5.598 votos ficou apenas na primeira suplência.

Situação semelhante aconteceu com Cesar Lira PSB, que teve 5.450 votos e Arnaldo Fontan, do PRTB, com 4.483. Eles ficaram de fora embora tenham tido mais voto do que alguns vereadores eleitos. É o caso de Eduardo Canuto, PV, com 4.347 votos,  Guilherme Soares, do  PSOL , 3.265, Simone Andrade, do  PTB, com 3.173 votos e Cleber Costa, do PT,    com 4.097 votos.

Porque isso acontece? Por conta da regra do quociente eleitoral. Para eleger um vereador o partido ou a coligação precisa atingir o quociente (encontrado ao dividir o número de votos válidos pelo número de vagas na Câmara). No caso de Maceió o quociente foi de cerca de 19,6 mil votos.

A coligação ou partido que fez abaixo disso ficou de fora. Foi o caso do PSL e da coligação do PSL / PTN / PR, que teve 15.424 votos. O vereador Berg Hollanda que tentava a reeleição por essa coligação teve quase quatro mil votos mas não vai ficar nem na condição de suplente, porque não foi atingido o quociente eleitoral.

Fazer o quê? A lei privilegia as coligações e partidos. O voto na pessoa nem sempre é respeitado. Até que mudem a legislação, vamos continuar a ver situações como essa se repetir. É esse tipo de regra que estimula a reunião dos “poca urnas” em legendas de aluguel ou coligações sem nenhuma expressão política ou eleitoral.

Veja quem foi eleito e quem é suplente em Maceió

Atendendo pedido dos leitores fiz uma tabela com os vereadores eleitos e seus respectivos suplentes em Maceió.

http://edivaldojunior.blogsdagazetaweb.com/wp-content/uploads/sites/12/2012/10/vereaddores-e-suplentes.pdf