Fortalecidos, Renan, Collor e Téo Vilela dão as cartas para o jogo político de 2014
   14 de outubro de 2012   │     17:49  │  1

É fácil contabilizar quantos prefeitos e vereadores cada partido fez. O PMDB elegeu 25 prefeitos e 110 vereadores. O PSDB fez 19 prefeitos e 87 vereadores e o PP, 15 prefeitos e 115 vereadores. Essa matemática direta, no entanto, não traduz o novo quadro político do Estado pós eleições do dia 7 de outubro.

O fato é que os três, juntos, fizeram os prefeitos dos maiores colégios eleitorais do Estado. Em muitos casos juntos e misturados ou juntos e separados. Explico: teve municípios em que Téo e Renan subiram juntos no mesmo palanque, mas normalmente eles andaram separados.

Embora o PP tenha feito um número menor de prefeitos em relação a eleição anterior, quando elegeu 19 prefeito, Biu de Lira manteve uma base política forte no estado se credenciando para dar as cartas, junto com Téo Vilela,Renan e Collor, do jogo político em 2014.

Legenda? Que legenda?

Em Alagoas o que vale nas eleições são as alianças políticas, que não passam necessariamente pelas legendas. Em cada cidade os partidos têm orientações bem diferentes, tornado Alagoas num território de domínio suprapartidário.

Um bom exemplo é a situação do senador Collor. Seu partido, o PTB, fez 8 prefeitos, mas seus assessores contabilizam a eleição de 32 prefeitos aliados. É o caso de Beto Baía (PSD), em União dos Palmares, Toninho Lins (PSB), em Rio Largo e Joaquim Beltrão (PMDB), em Coruripe.

Renan é do PMDB, mas também elegeu aliados de várias legendas. É o caso de James Ribeiro (PSDB), em Palmeira dos Índios, Célia Rocha (PTB), em Arapiraca, Marquinhos (PSD), em Matriz do Camaragibe e Marcius Beltrão (PDT), em Penedo.

Téo Vilela também apoiou vários candidatos de outras legendas. É o caso de Roberto Wanderley (PMDB), de Cacimbinhas, Fernando Pereira (DEM), de Junqueiro e Jacob Brandão (PP), de Mata Grande.

 

Novos nomes despontam para 2014

Com o resultado das eleições municipais, um novo cenário político foi traçado em Alagoas tendo em vista a disputa de 2014. Pelo menos três suplentes vão assumir os mandatos a partir de janeiro na Câmara Federal.

Chico Tenório, do PTB, assume no lugar Célia Rocha. Paulão, do PT, assume no lugar de Joaquim Beltrão e Alexandre Toledo, PSDB (ou João Caldas, PEN) no lugar de Rui Palmeira.

Dos deputados federais atuais, quem mais ganhou espaço foi Renan Filho, que ajudou a eleger aliados no maior número de cidades, na comparação com os outros colegas de Câmara Federal.

Quem perdeu mais foi Rosinha da Adefal. O resultado que ela teve nas eleições de Maceió, desastroso do ponto de vista eleitoral, ameaça sua reeleição para a Câmara Federal.

Da bancada federal, que tem 9 deputados,  Célia Rocha, Joaquim Beltrão e Rui Palmeira foram eleitos prefeitos.

Dentre os outros, o melhor resultado foi o de João Lyra, que através do PSD ampliou sua base. Carimbão e Maurício Quintella não conseguiram nada mais do que o que tinham e Arthur Lira trabalhou junto com o senador Biu de Lira (que conseguiu eleger 15 prefeitos apenas pelo PP, fora os aliados).

Entre os nomes emergentes que despontam para 2014, por enquanto, para disputar uma vaga de deputado federal estão Luciano Barbosa, Pedro Vilela e Max Beltrão. Correndo por fora, Rogério Teófilo, João Caldas e Alexandre Toledo, que passa a ser oficialmente deputado federal.

Volto a falar sobre eles em outras postagens.

Já Cícero Almeida é um caso a parte. Tem densidade eleitoral e dificuldade nas relações políticas. Pode sair candidato a quase tudo, embora já tenha anunciado que vai disputar uma vaga na Assembleia Legislativa.

Base

Renan, Collor, Téo e Biu de Lira garantiram uma forte base política para disputar qualquer cargo em 2014. Anote: por esses quatro – especialmente pelos três primeiros – vai passar o jogo eleitoral em Alagoas.

COMENTÁRIOS
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  1. Maxuel

    Na capital não houve vencedor. O povo escolheu Rui Palmeira por falta de opção. Já no interior, com a vitória de Célia Rocha em Arapiraca, os vencedores foram Renan e Collor.

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