German confirma: Estaleiro Eisa pode mudar de lugar, mas fica em Alagoas
   16 de outubro de 2012   │     20:26  │  4

O Ibama, como se sabe, negou a licença para instalação do Estaleiro Eisa no trecho localizado entre o Pontal de Coruripe e a foz do Rio Coruripe. É uma decisão sem volta. O Instituto do Meio Ambiente sinalizou, recentemente, com a liberação de outras áreas para a implantação da maior indústria naval das Américas.

O problema, como já foi dito, é que a mudança de local implica num aumento de custo na ordem de US$ 150 milhões ou R$ 300 milhões. A primeira reação do presidente do Grupo Synergy, German Efromovich, foi a de desistir do projeto.  A não ser que alguém bancasse o custo extra de construção do estaleiro, estimado em R$ 1,5 bilhão.

Com o impasse formado, em junho, o governador Teotonio Vilela Filho, alguns dos seus secretários e a bancada federal de Alagoas (deputados e senadores) tiveram uma importante reunião com a Ministra do Meio Ambiente, Isabella Teixeira.

Desde então foi selado um pacto de silêncio entre todas as partes envolvidas e as partes envolvidas saíram em busca de alternativas.

Parece que agora, baixada a poeira, tem uma luz no final do túnel. Efromovich esteve ontem em Maceió. Em “off” ele confirmou que o projeto está mais firme do que nunca. German participou de uma coletiva sobre novos voos da Avianca em Alagoas. Sua vinda foi articulada justamente para que servisse de demonstração que ele mantém o compromisso de investir em Alagoas.

Logo após a coletiva ele disse , ao ser provocado sobre o tema e fazendo uma referência a empresa área do seu grupo que vai operar em Alagoas: “aviões a gente compra e traz para cá. Já os navios nós vamos construir aqui”.

Ou seja, o empresário demonstrou que mantém o projeto de construir o Eisa em Alagoas. Mas como? Quando? Onde? Ele não entrou em detalhes, para não atrapalhar as negociações, mas garantiu “isso ocorrerá mais rápido do que se imagina”.

Do lado dele, Luiz Otávio Gomes, secretário de Planejamento e Desenvolvimento do Estado, concordou, mas evitou revelar detalhes. Reafirmou que o governo do Estado estabeleceu um pacto de silêncio com o Ministério do Meio Ambiente e com o Ibama sobre o destino do estaleiro Eisa.

Mas confirmou sobre suas constantes idas e vindas a Brasília para tratar do tema, no Ibama: “só posso dizer que o projeto está mais vivo que nunca e que o estaleiro será mesmo em Alagoas. Até dezembro teremos boas novidades”.

Eu já sei que existe área sendo estudada para instalação do estaleiro e que esse local viabiliza o projeto do ponto de vista dos órgãos ambientais, do Estado e do investidor. Mas não dá para revelar agora, para não correr o risco de estragar as negociações.

O que ficou definido por German é o mais importante: o estaleiro será em Alagoas, independente de onde ficará a área, se no pontal, em barreiras, miaí… Isso é o que conta. Depois, eu conto mais.

COMENTÁRIOS
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  1. SEVERINO FEIJÓ DE MENDONÇA

    NOVAMENTE A ANTIGA NOVELA DO ESTALEIRO EISA.PARECE QUE ESSE CONTO DE FADAS VAI SER PROLONFGADO ATÉ O FIM DO PRÓXIMO SÉCULO.
    O POVO NÃO É SABEDOR, DA GRANDE ESTRUTURA DE OUTRAS INDÚSTRIAS QUE TERÃO OBRIGATORIEDADE EM SE FIXAR NO SOLO ALAGOANO,PARA DAR SUPORTE AO ESTALEIRO, E EM PARTICULAR ALAGOAS NÃO DISPÕE DE INFRAESTRUTURA E CONDIÇÕES SOCIO-ECONÔMICAS PARA DESEMVOLVER UM PROJETO DE ALTA SIGNIFICÂNCIA.
    NO MOMENTO ESSA HISTÓRIA DE ESTALEIRO SÓ TEM CONTRIBUIDO PARA ELEGER POLITICOS SEM ESCRUPULOS.

  2. pedro

    As obras de infraestrutura para instalação das plataformas da petrobrás
    no cais do porto de Maceió, já é uma realidade. Já podemos acreditar no
    eisa coruripe, sim senhor.

  3. Carlos

    Edvaldo, os foristas do site Skyscrapercity acompanham seu blog. Parabéns por trazer mais uma boa notícia aos alagoanos, carentes de notícias desse tipo!!! Abraço!

  4. Marcelo

    Se o empreendimento para se instalar vai gastar mais não sei quantos milhões de dólares, quem tem que bancar é o Grupo que pretende instalá-lo em Alagoas. Vamos parar com essa mentalidade de povo submisso que recebe qualquer coisa de braços abertos, não importa os impactos ambientais que vai causar. Quer lucrar? Então faça tudo direitinho, gaste dinheiro, invista, e mitigue os impactos ambientais. Não podemos aceitar qualquer esmola achando que esse tal Estaleiro é a panaceia pra resolver os problemas socioeconômicos de Alagoas. Tenham certeza, não é.

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