Seca afeta safra e exportações de Alagoas caem pela metade em outubro
   7 de novembro de 2012   │     15:05  │  2

Não foi por falta de aviso. Eu adiantei que a safra de cana-de-açúcar 12/13 em Alagoas será menor, de 10% a 15% em função da seca que atingiu os canaviais de Alagoas entre março e junho deste ano.

Desde setembro, quando a safra começou em Alagoas, o volume de chuvas tem ficado abaixo da média. A redução chega a 60% do índice pluviométrico, segundo levantamento do Sindaçúcar-AL nos últimos dois meses.

Nesse cenário, a estimativa de redução de safra está se confirmando. Até a semana passada a redução no processamento de cana era superior a 30%, segundo informou em nota a assessoria do sindicato:

Com quase dois meses do início da safra 12/13, as usinas alagoanas beneficiaram até o dia 15 de outubro, três milhões de toneladas de cana. Em comparação a igual período do ciclo anterior, foi registrada uma redução de -31,5%.

Segundo o boletim quinzenal de safra divulgado pelo Sindaçúcar-AL, no período, foram produzidas 253 mil toneladas de açúcar e mais de 46 milhões de litros de etanol. Em comparação a safra 11/12 registra-se uma variação negativa, respectivamente, de -28% e de -40%.

Queda nas exportações

A queda na produção também está afetando fortemente a balança comercial de Alagoas. Os números divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, ontem, mostram que as exportações de Alagoas devem encerrar o ano em forte baixa.

Em outubro as exportações de Alagoas somaram “apenas” US$ 84,2 milhões. A queda na comparação com igual mês do ano passado, quando foram  exportados US$ 164,8 milhões, é de -48,01%. Isso significa que mais de 80 milhões de dólares deixaram de entrar na economia de Alagoas

No acumulado dos dez primeiros meses do ano as exportações de Alagoas somaram US$ 786,6 milhões. A redução em comparação com janeiro a outubro de 2012, quando foram exportados  US$ 990,07 milhões é de -20,55%. Em outras palavras, mais de US$ 200 milhões deixaram de irrigar a economia do Estado, especialmente a canavieira.

Não custa lembrar: o açúcar representa mais de 90% das exportações alagoanas. Qualquer alteração na “esteira da usina” afeta portanto os resultados da balança comercial do Estado.

COMENTÁRIOS
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  1. José Renato da Rocha

    Quanto a isso não havia, ao meu ver, muito o que se fazer para evitar esse problema. Porque é impossível produzir só com irrigação, não água suficiente para tal prática. O
    que fazer agora? Fácil pergunta…Difícil resposta.

  2. jose antonio dos santos

    Quem diria em, e o Cicero Almeida na Gazeta de Alagoas, disse que vai “viver com 20% de comissão de comerciais da rádio”. E os processos do ‘lixo de Ouro”, Taturana, Oscips, etc, como estão andando!.

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