Crise se agrava e setor sucroalcooleiro do Nordeste pede socorro ao governo federal
   8 de novembro de 2012   │     18:17  │  1

Uma crise sem precedentes está afetando o setor sucroalcooleiro do Nordeste na Safra 2012/2013, iniciada em julho deste ano. As usinas da região enfrentam as mesmas dificuldades que afetam as indústrias do Centro-sul, especialmente o forte aumento nos custos de produção e a baixa remuneração dos produtos finais (açúcar e álcool). No caso da agroindústria nordestina essa situação é agravada em função da seca.

“Em função da perda de competitividade do etanol e do aumento de custos, principalmente com pessoal, o setor enfrenta uma crise em todo o Brasil. No Nordeste essa situação é pior. Estamos enfrentando o baixo preço, os altos custos e a queda no volume de produção em decorrência da falta de chuvas”, explica o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Alagoas(Sindaçúcar-AL), Pedro Robério Nogueira .

Em reunião realizada nessa quinta-feira na sede do Sindaçúcar-PE, em Recife, representantes de sindicatos da indústria do açúcar e do álcool de Alagoas, Pernambuco, Sergipe, Rio Grande do Norte, Bahia, Piaui e Paraíba avaliaram a atual situação do setor e decidiram recorrer ao governo federal.

“Hoje o melhor cenário é de uma redução de safra no Nordeste em torno de 15%. Essa perda de volume, aliada a situação do mercado, pode inviabilizar a sobrevivência de várias empresas na região, podendo levar o setor como um todo a uma crise sem precedentes”, enfatiza Pedro Robério.

Os dirigentes do setor decidiram recorrer também aos Estados. Nessa sexta-feira a crise que afeta as usinas e ameaça a sobrevivência do setor que emprega mais de 300 mil pessoas e produz mais de 60 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra será um dos temas da reunião da Sudene, em Salvador, BA.

No encontro, que contará com a participação da presidente Dilma Rousseff, os governadores dos estados nordestinos vão expor a situação e pedir que o governo federal adote um programa emergencial para evitar o pior.

“Os governadores vão pedir que a presidente Dilma Rousseff receba, em caráter de urgência, representantes do setor no Nordeste para avaliar a situação. Nesse momento a crise chegou a tal ponto que só uma intervenção do governo federal pode evitar seu agravamento, com desdobramentos imprevisíveis”, reforça o presidente do Sindaçúcar-AL.

O vice-governador de Alagoas, José Thomaz Nonô, vai participar da reunião, representando o governador Teotonio Vilela Filho. Ele já sinalizou que vai expor a situação do setor a presidente Dilma Rousseff e pedirá, em seguida, o apoio da União para socorrer as usinas. Os demais governadores do Nordeste, especialmente os de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piaíu, Bahia e Sergipe, vão reforçar o apelo.

Alagoas é o maior produtor de cana-de-açúcar do Nordeste. O setor sucroenergético tem, no Estado, 24 usinas, produz entre 25 milhões e 30 milhões de toneladas de cana por safra, gera cerca de 100 mil empregos diretos e é representa mais de 10% do PIB estadual. “O setor tem grande importância em todos os outros estados, mas em Alagoas seu peso na economia é muito maior, por isso estamos pedindo que o governo do Estado funcione como interlocutor político junto ao governo federal e nos ajude a superar esse momento de extrema dificuldade”, aponta Pedro Robério Nogueira.

COMENTÁRIOS
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  1. S.A.MENDONÇA

    CRISE; QUE CRISE? NÃO SOBRA 1 GRAMA OU LITRO DE AÇÚCAR E ÁLCOOL TUDO É VENDIDO A PREÇO DE DOLAR,ESTA CRISE É FANTASIOSA PURA INVENÇÃO,ENGUANTO ELES FATURAM MUITO OS TRABALHADORES RECEBEM SALÁRIOS MISERÁVEIS E MORREM DE FOME NOS CANAVIAIS.LEMBRANDO BEM,ESSE FAMIGERADO GRUPO DE USINEIROS FALIRAM O PRODUBAN,DERAM CALOTE DE 168 MILHÕES NA CEAL E UM CALOTE DE MAIS DE 300 MILHÕES QUE DEVIAM AO ESTADO NO GOVERNO RONALDO LESSA.E O MAIS RECENTE A PUBLICAÇÃO NO DIÁRIO DO ESTADO SOBRE A REDUÇÃO DE IMPOSTOS QUE ESSE GRUPO VAI PAGAR A MENOS ,OU SEJA MAIS DE 2 MILHÕES,SAÍRA DOS COFRES DA SEFAZ PARA BENEFICIA-LOS.AVANÇA ALAGOAS,ACORDA ALAGOANO,VAMOS AS RUAS PROTESTAR CONTRA ESSE GOVERNADOR USINEIRO.

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