IBAMA manda Eisa “reformular” Rima e licença para nova área do estaleiro deve atrasar
   13 de dezembro de 2012   │     20:05  │  14

A audiência pública do Ibama para avaliar o processo de licenciamento ambiental para a implantação do Estaleiro Eisa numa nova área no município de Coruripe, prevista para janeiro, deve ser remarcada. Isso porque Ana Margarida Portugal e Elizabeth Eriko Uema, analistas ambiental, responsáveis pela avaliação do “Relatório de Impacto Ambiental” reprovaram o estudo e pediram sua reformulação.

Sobre o Rima, solicitado ao empreendedor, com as informações do EIA e da Complementação submetida ao Ibama em 17 de outubro do corrente ano, elas afirmam em documento (informação 49/2012) publicado no site do Ibma que “o RIMA encaminhado ao Ibama e objeto da presente análise não contemplou tal solicitação, restringindo-se apenas a apresentar as complementações. Além disso, esta equipe técnica encontrou aspectos no RIMA que necessitam ser abordados, alterado e/ou corrigidos. “

Na informação 51/2012, datada do último dia 12 , as analistas voltam a afirmar que o Rima precisa ser reformulado: “durante o processo de finalização da presente Informação, realizou-se reunião da equipe do IBAMA com o Sr. Vinicius Dalla Rosa Coelho, da equipe técnica responsável pela elaboração do EIA/RIMA, na qual foram explicitadas as questões acima, conforme Memória de Reunião elaborada”.

As duas informações técnicas pode ser acessadas no link a seguir:

http://edivaldojunior.blogsdagazetaweb.com/wp-content/uploads/sites/12/2012/12/rima-eisa-2012.pdf

http://edivaldojunior.blogsdagazetaweb.com/wp-content/uploads/sites/12/2012/12/rima-eisa-20122.pdf

Pedido de licença é para a área 5D, em Coruripe

O novo estudo de impacto ambiental prevê a implantação do estaleiro na área 5D, que segundo o Ibama apresenta como vantagens ser “ambiente livre de bosque de mangue; afastado do sistema estuarino do rio Coruripe; não demandaria intervenções tão impactantes na área terrestre”.

A principal desvantagem, segundo o órgão seria principalmente a “necessidade de obras de proteção devido à exposição à ação de ondas”.

Na informação 49, as analistas esclarecem que “se aceitou como novo local para a implantação do empreendimento a Alternativa 5D… induz o leitor a concluir por uma definição da área para implantação, quando se trata, na verdade, de um novo estudo de alternativa, que pode ou não ser viável”.

COMENTÁRIOS
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  1. Ricardo

    Se não temos conhecimento técnico sobre a questão, nossa opinião é muito superficial. Seja qual for o referencial.
    Parabéns aos que opinam com conhecimento detalhado do tema.
    Como leigo no assunto, minha esperança é que os dois lados cheguem a um “equilíbrio” (Desenvolvimento com Menores Impactos Ambientais Possíveis).

    Obrigado pelo espaço e uma Feliz Natal.

  2. maria claudia santos

    MEU DEUS QUANTOS INTERESSES TE EM TODOS ESSES EMPECILHOS,SÓ PRA DEPOIS OS SANGUE-SUNGAS DE ALAGOAS APARECEREM COMO OS PAIS DESSE INSTA LEIRO !DA ATE NOJO!!! POBRE ALAGOAS!!

  3. Amigo do Povo

    Não acredito em perseguições, isto pe mais complexo do que outra coisa, o IBMA é uma entidade séria e se por um lado o tal estaleiro não aparece o Governo incompetente, dominado por pessoas de visão estreita não tira a mínima vantagem da principal vocação do Estado, que é a turística. Novamente o complexo “SUM PAULO” tomando conta da sociedade. Imaginem o potencial turístico Alagoano explorado em toda a sua potencialidade !

  4. Maria

    Coitado do empresário?! Se ele insiste é pq é interessante para ele e não por que gosta daqui. E os termos tem que ser ‘entendivéis’ para TODOS e não apenas ao técnicos do Ibama, pois o empreendimento é de interesse público. Se v6 não tem interesse em entender o que o ‘coitado’ do empresário pretende transformar o nosso estado, eu quero entender e opinar…

  5. Clodoaldo Leal

    – Acredito que esteja havendo um engano sôbre a implantação deste estaleiro o grupo da EISA que possue outro dois estaleiros, já estão produzindo o primeiro a mais de ano, no Rio de Janeiro por ocasião do lançamento do petroleiro “Celso Furtado” em ceriminia com a Dilma e o governador do Rio.
    – Neste meio tempo foram concedido 3 lincensas ambientais (pelo IBAMA) e já se iniciou a construção pedidos feitos a menos tempo que o nosso.
    – Ilusão nossa que possomas ter novas industrias, Alagoas ganha mais um titulo alem de terra dos “Generais” agora e a terra dos “GARANGUEIJOS”.
    E VIVA A REPUBLICA!

  6. Marianna

    Pessoal a vinda do estaleiro para o nosso estado vai ser de extrema importancia, mas temos que levar em conta todas as informaçõe tanto socias como ambientais. O local de instalação do estaleiro pode de fato ser prejudicial ao meio ambiente. O estado infelizmente não realizou um estudo antes d dizer onde iria ser o estaleiro, eles semplesmente disseram que seria lá e depois começaram a estudar a área, se o estudo tivesse sido feito antes, com certeza teriam outras alternativas e as obras ja estariam em andamento a muito tempo, mas como nosso estado tudo é ao contrário, primeiro se escolhe pra depois estudar ai fica complicado. Entendo que todos queremos ver o crescimento do nosso estado, mas isso não é uma briga só pelo meio ambiente, ainda tem muito jogo político por trás.

  7. Raúl González

    Edivaldo, ontem estive no MPF/AL e um Procurador da República (da área ambiental) ingressou com mais uma ação contra o estaleiro.

  8. Aderaldo

    COITADO DESSE EMPRESÁRIO, SE EU FOSSE ELE JÁ TINHA DESISTIDO HÁ MUITO TEMPO. SE INSTALAR EM PERNAMBUCO OU SERGIPE DARÁ MAIS LUCRO. NESSE ESTADOS O IBAMA NÃO TEM ESSA SAFADEZA NÃO.

  9. PATRICIO RODRIGUES DE FARIAS

    Pede a ROSEMARY o parecer das licenças ambientais que o estaleiro sai rápido. se fizer tudo dentro da lei não vai sair nunca

  10. O MATAGRANDENSE

    Não sou especialista na área, mas, pelas dificuldades burocráticas apresentadas, vislumbro mais uma obra de vulto a ser desviada para um vizinho estado que, sempre encontra soluções para resolver problemáticas que surgem e que não fazem parte das leis de alguns semelhantes da federação.
    Depois fica o Estado a lamentar a perda de obras/indústrias de maior porte, geração de empregos e outras fontes de rendas naturalmente geradas com os polos desenvolvimentistas.

  11. valdir sanches

    Afinal de contas quem manda neste estado é o governador ou 2 funcionários do ibama que impedem o estado de gerar empregos, dependendo de um brejo devastado e poluído, o salário deles está garantido, sera que eles se preocupam mais com um caranguejo do que o desenvolvimento de uma região. Mande eles para amazonia cuidar da devastação.

  12. José Luiz

    Um tanto curioso o parecer das técnicas do IBAMA ao afirmar que é ˜ininteligível para leigos˜ os termos técnicos utilizados no estudo. Das duas, uma: ou as técnicas são incapazes ou os projetistas são “os caras”. Considerando que elas sejam “letradas”, cabe ao IBAMA capacitá-las, caso contrário o país estará entregue as moscas. E viva o Brasil!!!

  13. Benigno

    A novela do estaleiro ainda tem muitos capítulos, principalmente devido a interesses diversos, que não são os nossos. Sei que é necessário uma analise mais criteriosa, mas todos sabemos que a mesma já nasceu tendenciosa.
    Pobre Alagoas, no que depender do Ibama, não teremos chance de progresso, mas preservaremos nossos mangues. No resto da Federação este procedimento não ocorre, ou simplesmente se chega a um acordo com algum tipo de compensação.

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