Disputa por vaga de federal em Alagoas será acirrada em 2014
   5 de janeiro de 2013   │     21:07  │  7

Não se engane. Quem vive da política já está de olho em 2014. Quem quer disputar um mandato proporcional ou majoritário já começa a se articular. E não é para menos. A disputa por cargos será acirrada, especialmente para deputado federal.

São nove vagas. Alguns dos atuais deputados tem reeleição praticamente certa se disputarem o cargo.  É o caso de Renan Filho, do PMDB. Habilidoso em Brasília e com força no interior, ele tem hoje o apoio de quase 40 prefeitos e deve ser mais uma vez o mais votado.

Arthur Lyra, do PP, conta com a boa base de prefeitos do seu pai, o senador Biu de Lira, e ainda controla politicamente a Secretaria de Educação do Estado.

João Lyra é dúvida, mas se for para a disputa conta com uma estrutura de peso, organizada pelo ex-deputado Augusto Farias, que transformou o PSD numa grande força no Estado. O próprio Augusto seria um nome forte nessa disputa.

Givaldo Carimbão, do PSB, o mais antigo deputado federal e Alagoas na atualidade, conta com boa base no interior e a sustentação de pelo menos três Secretarias de Estado ( Mulher e Cidadania, Da Paz e  Trabalho).

Rosinha da Adefal, do PTdoB, terá uma reeleição complicada em função do resultado das últimas eleições em Maceió e da falta de bases eleitorais. Ela também atua numa faixa de votos cada vez mais concorrida.

Maurício Quintella não conseguiu ampliar a base eleitoral no interior, mas ganhou fôlego ao se aliar a Rui Palmeira. Além da Secretaria Estadual do Meio Ambiente também ganhou participação na prefeitura de Maceió, o que pode viabilizar uma eleição vista desde já como muito difícil

Os “estreantes”

Os outros três deputados acabam de assumir na vaga de parlamentares que deixaram seus mandatos para assumir prefeituras.

Paulão, do PT, parte com a vantagem de contar com o apoio de três deputados estaduais, dois prefeitos, sindicatos e movimentos sociais. Se o governo Dilma Rousseff estiver com a popularidade em alta, suas chances aumentam

Já Chico Tenório, do PTB, tem uma situação mais difícil. Depois de enfrentar complicações com a Justiça, ele vai precisar rearticular sua base política.

Alexandre Toledo, do PSDB, assume essa semana na dúvida: pode voltar ou não para a Secretaria de Saúde do Estado. Quem é do ramo acha que ele tem mais chance de se reeleger permanecendo na Sesau. Toledo tem base na região do baixo São Francisco e apoio de lideranças do sertão.

Correndo “por fora”

De olho nestas vagas tem outros  candidatos que partem para a disputa com uma grande vantagem. É o caso de Luciano Barbosa (PMDB). Seu grupo já trabalha seu nome para a Câmara, embora ela possa concorrer a um cargo majoritário.  Ele sairia de Arapiraca “praticamente eleito”.

Marx Beltrão (PMDB) também partiria na mesma situação em função de sua forte base eleitoral na região sul de Alagoas, além de “herdar” os votos do tio, Joaquim Beltrão, no sertão de Alagoas.

João Caldas ganhou fôlego com a eleição de vários prefeitos aliados na zona da mata norte, especialmente em União dos Palmares. A seu favor conta a experiência eleitoral e a habilidade de “furão” em Brasília.

Pedro Vilela (PSDB) surge no cenário ainda como incerteza, mas é candidato a herdeiro político do tio, Téo Vilela, pode ter o apoio de Rui Palmeira e já começou a se articular na região do Vale do Paraíba.

Quem também pode dar trabalho se for candidato é Antonio Albuquerque. Deputado estadual por vários mandatos ele continua com uma boa base no interior.

Faltou algum nome? Sim. Vários nomes devem surgir a partir do novo cenário eleitoral. O sertão de Alagoas, por exemplo, não tem um representante na Câmara Federal há duas legislaturas e de lá podem emergir novos nomes na disputa. Da esquerda existem ensaios de candidaturas, como a de Alexandre Fleming e, quem sabe, Heloisa Helena.

Ainda é cedo para bater o martelo, mas o “leilão” já começou e os lances estão começando a esquentar.

COMENTÁRIOS
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  1. Análise crítica

    É uma vergonha saber que candidatos USAM e ABUSAM de Secretárias do Estado! Desde quando Secretaria deve servir candidato? O que isso significa? Desvio de verba para apoiar candidatos? O pior é saber que isso é comentado e debatido como se fosse uma estratégia política normal! É por isso que falta verba pra tudo, com esse apoio descarado de Secretarias a candidatos A, B e C.

  2. jose antonio dos santos

    A situação de Jornal impresso parece ser complicada, a qualquer instante os sites, o rádio têm noticias no momento que o fato acontece. Uma sugestão seria o jornal impresso direcionar para uma linha editorial investigativa. As noticias são publicadas e caem no esquecimento, seria interessante manter o fato vivo, mantendo a população informada.

  3. jose antonio dos santos

    E imaginar que uma figura envolvida na Operação Taturana da Policia Federal, o Deputado ARTHUR LYRA, toma conta da Secretaria de Educação de Alagoas, quer dizer o Secretário Adriano Soares é um verdadeiro laranja. São esses arrumadinhos vergonhosos da politica que enoja a população que, besta, otária, nada faz. Já em Matriz do Camaragibe, a população elegeu Marquinhos, outro politico preso na Operação Gabirú, e imaginem só, a Secretária de Educação do municipio, a sra. Doda ex-prefeita, dizem ser uma analfabeta. CADÊ A REAÇÃO DO sINDICATO DOS pROFESSORES.

  4. Zau

    Esses que foram apresentados na reportagem sabem representar bem o estado de Alagoas. Não é à toa que somos o pior estado em diversos indicadores sociais.

  5. Pedro

    Se o povo de Alagoas for esperto não votaria em nenhum… elegeria gente que nunca foi nada, porque esses já estão ricos, vamos enricar outros agora…

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