Farinha mais cara que feijão? Seca força mudança de hábito alimentar em AL
   7 de janeiro de 2013   │     19:04  │  1

Pelo sabor, pela tradição e, especialmente,  pelo preço a farinha de mandioca é um dos alimentos preferidos pelo nordestino. Ou era. Do jeito que vai, o hábito de consumo pode mudar, inclusive em Alagoas.

Nas últimas semanas a farinha disparou de preço nos supermercados e feiras livres. Já está mais caro que o arroz, o açúcar e logo logo  – a continuar assim – vai ficar mais cara que o feijão.

Essa semana a farinha está sendo vendida na média de R$ 3,50 o kg na maioria dos supermercados de Maceió. Em janeiro de 2012 o produto era encontrado por um valor entre R$ 2,0 e R$ 2,50.

E porque o preço da farinha disparou? Por conta da seca segundo Junior Lopes, presidente da Câmara Setorial da Mandioca de Alagoas.

“No estado a produção vai cair de 15% a 20% na safra 2012/2013 , que está no final. No entanto, o maior problema é a seca que atingiu tradicionais regiões produtoras de Pernambuco e da Bahia. Sem mandioca nesses estados, o preço da mandioca disparou em Alagoas, aumentando também o preço da farinha”, explica.

Na verdade o preço da mandioca disparou no agreste.  No final da safra anterior a tonelada chegava a R$ 300. Na semana passada estava por R$ 700 e hoje, relata Junior Lopes, já está em R$ 800.

“O saco da farinha já está custando R$ 180 e vai aumentar. Nesse ritmo o preço da farinha vai passar dos R$ 5 nos supermercados em poucos dias”, explica.

Peso

Em Alagoas a produção de mandioca está concentrada na região agreste. São mais de 20 mil pequenos produtores trabalhando numa área estimada em 25 mil hectares. A produção media anual é de 300 mil toneladas. Quem colhendo mandioca agora está tendo  um grande lucro.

“Quem plantou no inverno do ano passado pode ter um bom resultado porque a lavoura, mesmo com chuvas abaixo da média, teve um bom desenvolvimento inicial. Se a chuva vier, a mandioca terá um bom crescimento podendo repetir a produtividade da safra atual ou até crescer um pouco. Mas, sem chuva, a safra tenderá a cair fortemente”, aponta.

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