Dívida consumiu mais de R$ 760 milhões do Estado de Alagoas em 2012
   8 de janeiro de 2013   │     23:42  │  3

Tabela elaborada com dados do Portal da Transparência

 

 

 

 

 

 

Os números do Portal da Transparência de Alagoas revelam que o Estado desembolsou um volume recorde de recursos para o pagamento de juros e amortização da dívida do Estado com a União em 2012.

No ano passado os descontos (“na boca do caixa”) com o serviço da dívida somaram R$ 766,7 milhões. A média mensal de despesas com o pagamento de juros e amortizações ficou em R$ 63,89 milhões.

Só para efeito de comparação, nos últimos dois anos Alagoas pagou R$ 1,45 bilhão do serviço da dívida com a União, o equivalente ao custo de construção de um estaleiro do tamanho Eisa de Coruripe que se ficar pronto, um dia, será o maior da América Latina.

No últimos seis anos (esses são os dados disponíveis no Portal da Transparência) Alagoas pagou R$ 3,64 bilhões de dívida com a União. É muito dinheiro. Muito mesmo, especialmente considerando que está sendo pago por um dos estados mais pobres do Brasil.

Mais dívidas

O governador não gostou do veto do STF ao novo empréstimo, acima de R$1 bilhão, que o estado tenta contrair este ano com o BNDES e o BID. O dinheiro, avisa,  Teotonio Vilela Filho, vai para investimentos importantes em Alagoas.

Mas nem todos concordam com essa decisão do governo em pedir mais empréstimos. Alagoas já deve quase R$8 bilhões à União e aumentar o endividamento pode até resolver problemas imediatos, mas em contrapartida vai comprometer a capacidade de investimento do Estado no médio e longo prazos.

Renan Calheiros, líder do PMDB, tenta em Brasília reduzir o indexador da dívida de Alagoas  – o IGP-DI mai 9% ao ano. O indexador de Alagoas é o mais alto do Brasil. São Paulo por exemplo paga o IGP-DI mais 6% ao ano. Se tiver sucesso o senador vai conseguir reduzir o pagamento mensal do estado em mais de R$ 10 milhões a partir deste ano. Esses recursos poderiam ser usados em qualquer área do Estado, inclusive para o pagamento de salários ou investimentos em educação.

“O ideal nesse momento seria que o governo não endividasse mais o Estado, pois isso pode compromete o futuro de Alagoas. Todo esforço deve ser  no sentido de reduzir a dívida, o que aumentará automaticamente a capacidade de investimentos de Alagoas”, aponta.

COMENTÁRIOS
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  1. Alagoano envergonhado

    Ora, como é que ele começou pagar 39.000.0000, fruto de todas as gestões anteriores a dele, e depois de 05 anos de sua gestão vai para mais de 63.000.000. Tudo isso, fruto de novos empréstimos contraídos na era Téo. Vejam: Só ele quase duplicou todos os empréstimos do desastre Suruagy e de Ronaldo Lessa.
    É fácil governar deste jeito. Cadê a gestão exemplar do TÈO tão cantada em versos e prosas???? é prá inglês ver. Parabéns jornalista Edvaldo, bela matéria!!!

  2. deseja piorar

    DESEJO DE PIORAR. É O QUE VEMOS NO MOMENTO , COM AS ATITUDES POUCO RECOMENDÁVEIS UE SÃO TOMDAS ATRAVÉS DESTE FRACO PORÉM SABIDO GOVERNO. NUNCA, EM TEMPO ALGUM, SE VIU EM ALAGOAS UM GOVERNANTE GOSTAR TANTO DE DINHEIRO. TODOS SABEM QUE O TEOTONIO SEMPRE PROCUROU MUDAR DE VIDA SEM ESBOÇAR, SEQUER, UM AÇÃO PARA O TRABALHO. O DESEJO DELE QUERER PIORAR AINDA MAIS O ROMBO DE ALAGOAS É DESEJAR MAIS DE HUM BILHÃO DE REAIS COMO EMPRÉSTIMO JUNTO AO BNDS E BIRD. ELE E SEUS SECRETÁRIOS, UMA LÁSTIMA. O CULPADO DISSO TUDO É O POVO, QUE SE VENDE A TROCO DE MIGALHAS, ESSEÉ O GOVERNO DOS OVINOS E CAPRIMOS DE OURO. CORRUPTOS!

  3. Amigo do Povo

    Não adianta, se AL não sair dessa lama que é ALCOOL e AÇUCAR a nível familiar com forte influencia na política, esta espiral irá continuar. Não é somente a dívida para com a união, mas tambem a dívida social que o estado tem para com as familias que estão relegadas ao maior desamparo que talvez exista no Brasil, sem educação, sem saude, sem segurança, sem nada. É um governo de poucos para poucos. So vivem chorandao miséria, que não é deles e sim da população. A miséria é usada para dar cobertura à toda incompetencia admnistrativa existente, e para engrossar mais ainda a fortuna de poucos. É uma situação interessante , o governador mais rico do Pais no Estado que se diz o mais pobre. Alias como estão os campos de concentração dos desabrigados da enchente ? Porque a imprensa, parou de mostrar a realidade dos fatos. Os pontos críticos de provaveis futuras tragédias foram corrigidos ? E o dinheiro repassado para estas tragédias como foi aplicado ?

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