Chuvas não recuperam perdas na safra de cana em Alagoas
   17 de janeiro de 2013   │     21:45  │  1

As chuvas que caíram nos últimos dias no litoral e zona da mata de Alagoas não recuperam, nem minimizam as perdas que o setor sucroalcooleiro terá ao final da safra 2012/2013.

O presidente do Sindaçúcar-AL, Pedro Robério Nogueira, comemora a volta das chuvas, mas avisa que isso não muda em nada o cenário da safra atual: “as chuvas que caíram este mês ajudarão muito na formação da próxima safra, mas não trarão benefícios para este ciclo que já está entrando na sua quadra final”, explica.

A mesma avaliação é compartilhada pelo presidente da Asplana, Lourenço Lopes. “A situação dos fornecedores é muito pior do que as usinas, porque não temos irrigação. Essa chuva não muda em nada a realidade. Já perdemos mais de 30% nesta safra e sem sair uma subvenção muitos produtores perderão tudo, pois não terão como recuperar as áreas perdidas”, avalia.

O Sindaçúcar-AL estima que a redução na produção agrícola em todo o Estado – considerando as canas de fornecedores e de usinas – pode chegar a 15%. Além disso a moagem vai terminar mais cedo este ano, em pelo menos um mês. De acordo com o sindicato, até 31 de dezembro a queda na produção do estado chegava a -11,33%, na comparação com a safra anterior.

Até 31 de dezembro as 23 usinas do estado haviam esmagado 14,7 milhões de toneladas de cana, produzido 1,3 milhão de tonelada  de  açúcar  (VHP, cristal e refinado) e 299 milhões de litros de etanol.

Socaria

Em nota a Asplana informa que “A chuva que caiu em Alagoas nas primeiras semanas de janeiro, segundo o presidente da Asplana, Lourenço Lopes, não altera a realidade da socaria da cana que deixou de brotar por conta da seca.  De acordo com Lopes, a quebra de safra para os mais de 7.500 mil fornecedores de cana de Alagoas, no ciclo 12/13, deve chegar a 30%”.

“O problema é muito sério e a chuva que vem caindo agora em janeiro não vai mudar muito a nossa realidade. A cana foi muito castigada pela estiagem. Agora, mais do que nunca, é que precisamos de uma nova subvenção”, declarou o presidente da Asplana, Lourenço Lopes.

Segundo Lopes, a Associação inicia uma nova luta para a conquista da ajuda financeira dada pelo governo federal em 2013.  “Queremos que o valor da subvenção, por tonelada de cana, passe dos R$ 5 para R$ 10. Os fornecedores têm sido castigados pela estiagem. Esta ajuda será muito necessária”, acrescentou Lopes.

COMENTÁRIOS
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  1. fornecedor de cana

    Caro amigo Edvaldo!, além da falta de chuvas o fornecedor ainda têm o atraso no pagamento da sua moagem por parte das usinas, eu mesmo não lembro a data que recebi algum pagamento da usina laginha, e olhe que é referente a safra 2011/2012.

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