Alagoanos dizem sim ao estaleiro; E o Ibama será que vai dizer não de novo?
   8 de fevereiro de 2013   │     22:20  │  1

O estaleiro, disse outro dia, é nosso – numa referência à campanha que levou à criação da Petrobras no Brasil, na década de 40.

O alagoano transformou a construção do Eisa num sonho de dias melhores, de desenvolvimento.  Para a maioria esse projeto significa a redenção de Alagoas.

Eu diria que o Eisa não está com essa bola toda (essa é outra discussão). Mas defendo com unhas e dentes (ou melhor palavras e ideias) que o projeto seja construído em Alagoas.

Ontem vimos mais um capítulo do Eisa ser escrito. Convocada pelo governo e pelo Ibama a população de Coruripe e região participou da audiência pública realizada no povoado de Barreiras, em Coruripe.

Foi a terceira audiência, a primeira sobre o pedido de licença na nova área , a 5D, entre Miaí de Cima e Coruripe. Pela terceira vez a população disse sim.

E o Ibama que disse não da última vez, o que vai dizer agora?

Depois de negar a licença ambiental prévia, em junho de 2012, e enfrentando forte pressão dos deputados e senadores de Alagoas ficará difícil para o órgão dizer não. Mas se disser, anote, será uma provocação, uma afronta mesmo.

A nova área foi sugerida por técnicos do próprio Ibama, portanto um novo “não” será a confirmação da discriminação, do desprezo até, com o estado de Alagoas.

Negaram todos os direitos dos alagoanos, desprezaram a vontade do povo e dos seus líderes. O Estaleiro, como se sabe, virou, de há muito, unanimidade estadual. Todos os partidos, todas as correntes, todos os políticos e empresários querem que o projeto seja executado aqui.

Como toda regra tem exceção, sobram alguns xiitas que são contra.  É direito deles. Como é direito também da maioria apostar nesse novo sonho. E que o Ibama não transforme essa “noite” num pesadelo, mais uma vez.

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