Sob pressão governo usa os R$ 10 milhões da seca para comprar ração
   11 de fevereiro de 2013   │     9:41  │  13

Téo Vilela – já disse aqui e repito – perdeu a chance de pedir desculpas pelo erro do governo no caso dos R$ 10 milhões que ficaram “mofando” no comitê estadual de combate a seca por quase seis meses.

O governo preferiu classificar as críticas feitas por produtores rurais e prefeitos como  antecipação da campanha eleitoral de 2014.

Transformar um erro administrativo em embate político é um equívoco. Na verdade a questão política só surgiu por conta da falha cometida por alguns assessores do governo. Era contra esses assessores, ineficientes, que o governador deveria ter voltado sua carga.

Se esse dinheiro tivesse sido gasto no tempo certo ou se alguém tivesse dado uma boa explicação, a crítica nem teria sido feita.

Antes tarde do que nunca

De acordo com o plano inicial apresentado pela Defesa Civil, o Comitê da Seca previa gastar cerca de 64% dos R$ 10 milhões com alimentação para os animais, sendo R$ 3.198.600,00 para a aquisição de farelo de milho e R$ 3.199.680,00 para aquisição de farelo de soja.

De acordo com release distribuído pela Secretaria de Agricultura, Téo Vilela e José Marinho vão a Santana do Ipanema e Delmiro Gouveia na próxima sexta-feira para distribuir 180 toneladas de farelo de soja e farelo de milho com produtores rurais. O produto foi comprado com os R$ 10 milhões que estavam na “gaveta” da defesa civil.

Justiça se faça: a distribuição do farelo será feita agora, praticamente em “tempo recorde” (pouco mais de uma semana após a liberação dos recursos), porque a Secretaria de Agricultura se antecipou aos fatos e cuidou, mesmo antes da liberação dos recursos, de toda a parte burocrática.

Leia o que diz o governo

Governo entrega farelo de milho e soja a agricultores familiares

O governo do Estado inicia, na sexta-feira (15), a entrega de farelo de milho e de soja a agricultores familiares do Sertão que sofrem com os efeitos da estiagem prolongada. Nessa primeira etapa, serão repassadas 180 toneladas, sendo 120 de farelo de milho e 60 de farelo de soja.

Haverá duas solenidades de entrega do produto: uma será realizada em Santana do Ipanema e outra em Delmiro Gouveia. As duas vão contar com a presença do governador Teotonio Vilela, do secretário de Estado da Agricultura José Marinho Júnior, prefeitos, autoridades locais, agricultores e lideranças do meio rural.

“O repasse de farelo é também uma demanda dos produtores, que indicaram essa necessidade ao Comitê Integrado de Combate à Seca. Somando esta ação a outras que já estão sendo executadas, esperamos amenizar um pouco mais a situação dos agricultores, pois a seca continua”, frisou o secretário José Marinho Júnior.

Os dois tipos de farelo servem de alimento para os animais, principalmente bovinos, e vão ajudar a garantir a produção de leite. Ao todo, o governo vai distribuir 1.508 toneladas de farelo de soja e 3.150 toneladas de farelo de milho. A aquisição dos produtos, por meio de licitação, foi realizada com recursos repassados pelo governo federal para as ações de combate à seca.

De acordo com o secretário de Estado adjunto da Seagri, Henrique Soares, que é zootecnista, o farelo é necessário para a nutrição animal. “Com esse alimento, aliado ao manejo adequado, os animais podem recuperar sua capacidade de produção de leite. Uma boa alimentação é importante também para a reprodução animal”, explicou.

Ações estruturantes – Além das ações emergenciais, o governo do Estado, em parceria com o governo federal, desenvolve algumas ações estruturantes para convivência com a seca. São elas: limpeza de barreiros e açudes em 31 municípios, com investimento de R$ 1 milhão 430 mil; recuperação imediata de 27 poços e dessalinizadores em 27 comunidades (sendo 18 recuperações e 9 perfurações).

Para auxiliar na ampliação da oferta de água, R$ 180 mil foram investidos na aquisição de 10 conjuntos motobombas, que já estão sendo usados – outros 10 conjuntos estão sendo adquiridos. Por meio da Casal, o governo investe R$ 300 mil por mês em água para abastecer os carros-pipa; 30 técnicos da Emater/Seagri compõem uma força-tarefa específica para auxiliar os agricultores na elaboração de projetos para obtenção de crédito especial e para inscrições no Garantia Safra. Em virtude desta ação, Alagoas já tem 25 mil inscritos no Garantia Safra (o Estado possui, para este ano agrícola, 30 mil cotas, mas o prazo de inscrições ainda não acabou).

COMENTÁRIOS
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  1. Amigo do Povo

    Porque então estado de emergência nestes municipios ? Acredito que não é somente declarar estado de emergência, algo ou alguem tem que validar ! Não morreu nenhuma cabeça de gado, sementes garantidas, povo alimentado, carros pipas a vontade, o marcelo semi-analfabeto é so alegria, os hospitais são os melhores do Brasil, ninguem necessita ir a Pernambuco. Vê-se a vivos olhos o planejamento do Governo, principalmente na parte de segurança (foi de joelhos implorar ajuda Federal), saúde e educação, Jóia rara ! É realmente interessante fazer comparação do Estado com o PIAUI (take me back to PIAUI), nome de revista séria que acredito que aqui alguns não leiam. É JERICO SIM e daqueles problemáicos que somente anda na porrada.

  2. Amigo do Povo

    Que maravilha, fiquei sabendo agora Pelo Sr. S.O que não existe situação de emergência em Alagoas, então é tudo mentitra ?

  3. marcelo

    Sr Edvaldo porque tantas criticas ao governo Teo Vilela, concordo que isso sirva como uma ajuda para a provavél campanha a reeleição do patrão né. Mais o Teo Vilela já mostrou que é bom de urma as pessoas inteligente não se liga nessas reportagem da gazeta não, pense nas manchetes por exemplo SANTA MONICA FECHA AS PORTA no outro dia estar a SANTA MÔNICA recebendo Gentante. Mim desculpe a franqueza Edvaldo mais oposição não combina com imprensa, a imprensa ficou para divulgar tudo que acontece mais dentro das consequençias normal não apresentando não realidade. Espero que divulguem meu comentário.

  4. José Carlos Fernandes Neto

    As declarações do Governador soam descaso, a não ser que eu esteja entendendo diferente, vejamos: Ele disse que uma das iniciativas era limpar os açudes para quando chover. Isso é um equívoco ou não? Quando chover? E se demorar a chover? Os açudes estarão limpos o povo e os rebanhos mortos. É ou não um equívoco? Se tivéssemos um Governo de verdade isso pareceria um erro, mas, como é o estilo Téo de governar, tudo pode acontecer

  5. sergio oliveira

    O Jerico é um Jerico.
    Vamos há algumas observações (poderia fazer dezenas): Em Alagoas não temos registro da morte nem de 10 mil cabeças de gado. Existe fatos isolados. Em outras palavras, digo que Alagoas e Sergipe, são os estados menos afetados pela seca. Aqui em Alagoas, existe garantias para sementes, o número de cisternas decuplicou, a operação Carro-pipa está de vento em polpa e a forrageira era tanta há dois meses passados que o excedente foi vendido para Pernambuco.
    Já no estado do Piauí, governado por petista e aliados do governo a perda já passa de 600 MIL cabeças de gado!!! É mais de um terço do rebanho do Piauí. Uma catastrofe sem precedentes.
    Os estados de Pernambuco, Paraíba e Ceará, estão a mingua, sem água, apesar do governo federal de araque, ter gasto 8 BILHÕES e 500 MILHÕES no chamado Canal da Transposição, sem chegar uma gota d’água em lugar nenhum. O que são 10 milhões? NADA. Vejam que dar prá comprar. apenas farelo de soja e milho.
    E porque o governo não gastou os 10 milhõeszinho logo?
    Primeiro, o governo Téo só gasta com planejamento e planilhamento de custos. Duvido que vai haver problemas na prestaçao de contas. Como sempre.
    Segundo, a seca só afetará Alagoas fortemente, daqui há 2 meses. O que vemos agora é café pequeno.
    Terceiro, a lógica de gastar por gastar, foi invertida pelo secretário Luiz Otávio Gomes, que é homem da iniciativa privada.
    E QUARTO?
    10 milhões é como agulha no palheiro. Quanto mais ligeiro gastar mais ligeiro desaparece. para se ter uma idéia apenas um municipio de porte médio de Alagoas, movimenta esse valor mensalmente. A folha mensal da Policia Militar beira 45 milhões, mensalmente. Imaginem se o dinheiro guardado fosse 8 bilhões e 500 milhões?
    Viram como tem jerico em Alagoas?

  6. marcelo

    O governador demorou repassar o dinheiro para os prefeitos se organizar melhor suas finança. Porque os agricultores não ver nem a cor desse dinheiro, ou entrega direto aos agricultores ou pelo contrario ????????????
    Sr jerico por acoso vc é prefeito de algunha cidade do sertão por que vc precisa tbm ser impurrado.

  7. jose antonio dos santos

    O prefeito Rui Palmeira precisa mostrar serviço JÁ, no trânsito em vários locais pequenas intervenções de recuo para que os onibus parem sem que deixem a pista obstruida, isso ajuda. Em Recife e no Rio de Janeiro tôdas as ruas e avenidas possiveis de de fazer estão construindo uma nova via de escoamento do trânsito, e mais FAIXAS EXCLUSIVA DE ONIBUS. E porque não aqui!.Onde tiver que DESAPROPRIAR que o faça!.AÇÃO PREFEITO!.

  8. marcelo

    Edvaldo, tenho muit apena do povo alagoano. O povo sofrido do sertão votou nele, vendo uma esperança e foi um desastre total.

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