Mais de R$ 25 milhões para cisternas “mofam” na conta do Estado há 7 meses
   27 de fevereiro de 2013   │     14:39  │  9

Dentro da programação do Governo no Interior, instalado em Santana do Ipanema, o governador Teotonio Vilela Filho vai a Delmiro Gouveia nesta quinta-feira para anunciar uma série de ações conta a seca. Uma delas é a assinatura da ordem de serviço para a construção de 3 mil cisternas do tipo calçadão, além de barragens subterrâneas e tanques de pedras.

São obras essencialmente voltadas para a convivência do pequeno agricultor familiar com a seca que se já estivessem prontas poderiam estar ajudando mais de 8 mil famílias a atravessar com mais dignidade a estiagem que se prolonga no agreste e sertão do estado há um ano.

As cisternas do tipo calçadão, com capacidade para 52 mil litros de água são usadas na produção de alimento (hortaliças e frutas) das famílias de agricultores, que muitas vezes comercializam o excedente.

O valor do convênio é de R$ 43,3 milhões com contrapartida de apenas 1% (R$ 439 mil) do governo do estado. A primeira parcela do convênio feito pelo MDS, de R$ 25,5 milhões, foi depositada desde 6 de julho de 2012.

Nenhum centavo foi gasto até agora. Mas o dinheiro será aplicado, finalmente, depois que o governador assinar a ordem de serviço amanhã com as organizações que foram selecionadas para sua execução, entre elas o MMT, Ceapa, AAGra, Carpil e Asa.

“A demora”, explica um dos integrantes desses movimentos, “se deu por conta da burocracia, dos muitos vai-e-vem para a PGE. Também porque o governo ficou tentando incluir mais municípios, embora o MDS tivesse dito que não seria possível”.

O convênio, de acordo com o extrato publicado no Portal da Transparência, vai beneficiar agricultores de 15 cidades.

convenio mds

COMENTÁRIOS
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  1. amigo do povo

    Pô blogueiro ! eram 7 pilas agora tem mais 25 pilas “esquecidas” ? 32 pilas e o povo pobre se ferrando ? com contrapartida de 1 % ? Tem nome para isto ? sacanagem ? incompetência ? O povo e que se dane !

  2. paulo valença

    como esse cidadão vai ter coragem de colocar a cara pra se candidatar ao senado?nada nesse governo funciona bem,saude um caos,a segurança meu deus,a educação emtão.o povo morendo de sede no agreste e ele anumciando aeroporto em arapiraca.teo o povo tem necessecidade basica de agua e comida governador.

  3. Alagoano envergonhado

    ALAGOAS TEM PRESSA, COMPANHEIRO, PARA CONTRATAR AS CONSULTORIAS E AS OBRAS EMERGENCIAIS E RENOVÁ-LAS, SEM LICITAÇÃO.

    ISTO É QUE É GESTÃO! KKKKKKK

    EDVALDO, PARABÉNS PELAS BELAS MATÉRIAS, SOBRETUDO, PELAS PROVAS INCONTESTES DO DESPREPARO E INSENSIBILIDADE DO GOVERNO TÉO.

    LEMBRAR NÃO OFENDE, VAMOS CONTRATAR UMA CONSULTORIA PARA VER O QUE PODEMOS FAZER PARA RESOLVER ESTA VERGONHA. DETALHE: SEM LICITAÇÃO. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  4. Surpreso!

    Caos é pouco, mas é de propósito! Dinheiro Federal veio, vem e tem, mas… É aquela velha máxima do quanto pior melhor, para que chegue mais verbas Federais! Tem dinheiro para desastre da chuva, e o governador não investe, vem dinheiro pra seca e só investe depois das denuncias, vem dinheiro pra cisterna e nada de investimento. Ora, ta guardando dinheiro pra que, e pra “gastar” em que momento será “gasto”? O que salta aos olhos é que as instituições fiscalizadoras não vê isso e não responsabiliza esse governo que massacra o sertanejo e as pessoas pobres. Alguém faça alguma coisa, pelo amor de Deus”

  5. fred

    Dinheiro público, para servir ao público, é gente os nossos governantes não se preocupam com a miséria do nosso povo, e em especial ao povo sofrido do nosso sertão, povo que sempre elegem essa gente, gente que quando chega no poder não dá nada de retorno, é lamentavel que esse povo sempre sobrevivem da miséria humana.

  6. Amigo do Povo

    Antes tarde do que nunca, mas a incompetência e a letargia continuam, alias quero ver como vão ser as obras, será que vai ser na fórmula : Ganha uma construtora grande e a mesma subcontrata inúmeras pequeninas, participando apenas como gestora e aquelas pequeninas, feitas nas coxas para faturar e que não teriam condições de participar da licitação oficial do Estado entram no jogo. Como aconteceu com as delegacias e as escolas, as firmecas feitas nas coxas fazem o serviço bem emporcalhado e pobre e muitas vezes param no meio da obra depois de faturar uma graninha mole e por incrível que pareça ao se cobrar o resultado da empreiteira que ganhou, a mesma culpa e quarteirizada, que na verdade nunca existiu nem existe para o Estado e assim a nave vai. Que vergonha e tudo nas coxas.

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