Alagoas terá 1ª fábrica de etanol de 2ª geração do Hemisfério Sul
   6 de março de 2013   │     17:43  │  1

O grupo GraalBio confirma a operação para o primeiro trimestre de 2014 – provavelmente em fevereiro do próximo ano – da BioFlex, que será a primeira fábrica de etanol de segunda geração (celulósico) em larga escala no hemisfério sul.

A BioFlex, empresa do grupo GraalBio, está em fase de implantação em São Miguel dos Campos. A fase de terraplanagem já foi concluída e o parque industrial já começou a ser erguido.

Antes mesmo de entrar em operação a empresa já começou a estocar a matéria-prima que será utilizada na fabricação do etanol. “Estamos estocando palha de cana para garantir o início da operação”, aponta o executivo Manoel Carnaúba Cortez, presidente da Bioflex.

O etanol de segunda geração será produzido a partir da palha e do bagaço de cana. O grupo escolheu Alagoas porque o estado tem condições necessárias para produzir o etanol celulósico em larga escala de forma sustentável e economicamente competitiva, além do ambiente institucional adequado.

A Bioflex também produzirá energia elétrica a partir da queima da matéria-prima na geradora de vapor que acionará a turbina de condensação TGM para produzir 31 MW.

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Bioflex estoca palha de cana para fabricação de etanol de segunda geração em Alagoas

Associado

Essa semana a empresa anunciou que está tornando-se a mais nova indústria associada ao Sindaçúcar-AL. “A BIOFLEX é a primeira unidade de produção de etanol de segunda geração do Brasil e o Sindaçúcar-AL é o primeiro sindicato a ter uma unidade dessa envergadura como associada”, declarou Pedro Robério Nogueira, presidente do Sindaçúcar-AL.

Um projeto de R$ 300 milhões  

O anúncio de instalação da Bioflex foi feito em maio do ano passado, por Bernardo Gradin, presidente da GraalBio. A nova fábrica conta com investimentos de aproximadamente R$ 300 milhões.

A previsão da GraalBio é que a capacidade de produção nominal da fábrica gire em torno  82 milhões de litros de etanol por ano. Com a implantação da unidade, serão ofertados 160 empregos diretos e cerca de 800 postos de trabalho durante a execução das obras de construção.

A indústria também atuará no desenvolvimento de outras rotas para produção de bioquímicos e aprimoramento de tecnologias para produção de combustíveis de segunda geração, obtido através da “quebra” da celulose.

De acordo com o presidente Bernardo Gradin, o objetivo da empresa é obter uma matéria-prima celulósica que seja competitiva no mercado em todo mundo para a indústria de segunda geração de combustíveis. A decisão pelo Estado de Alagoas se deu por conta de questões logísticas e da elevada produção do setor, que compreende um grande percentual da cana-de-açúcar comercializada na região Nordeste.

“Sentimos a confiança no Estado de Alagoas para dar o ponto de partida da produção da GraalBio no Brasil. O governo demonstrou entusiasmo e ofereceu as condições necessárias para definirmos o local para instalação do empreendimento”, explicou Gradin.

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