Arrecadação do Fecoep bate recorde e chega a R$ 55 milhões em 2012
   10 de março de 2013   │     20:17  │  3

O Fundo Estadual de Combate a Pobreza de Alagoas arrecadou, em 2012, R$  55,1 milhões. O valor é o maior arrecadado em um ano, desde que o fundo foi criado, ainda no governo de Ronaldo Lessa, em 2005.

O crescimento em relação a 2011, quando foram arrecadados R$ 48,1 milhões, foi de 14,6%. Em média o fundo cresce acima de 10% ao ano. Em 2009 o Fecope arrecadou R$ 37,3 milhões e em 2010, R$ 41,3 milhões.

O Fecoep é formado por uma alíquota extra de 2% de ICMS cobrado de produtos de como a gasolina, etanol e a energia elétrica – considerados, pela Lei, como um “luxo”.

Quem paga esses percentual extra de 2% é o consumidor, o cidadão, seja ele rico ou não. O dinheiro arrecadado deveria ir para projetos de combate a pobreza. Deveria. Mas o Fecoep se transformou na “menina dos olhos” de muitos secretários, especialmente os que tem baixo orçamento.

Somente no ano passado foram apresentados mais de 50 projetos ao Conselho Integrado de Políticas de Inclusão Social (CIPIS), que é presido pelo vice-governador, José Thomaz Nonô. O dinheiro, que fica sob o controle da Secretaria da Fazenda, é distribuído somente após a aprovação dos projetos no Conselho, é formado por várias secretarias.

Assim o dinheiro do Fecoep vai para programas tão diferentes quanto a compra de carneiros e bodes para agricultores do sertão, tratamento de dependentes químicos pela Sepaz e cursos de informátia em lans houses de Maceió.

O dono da bola

Presidente do Conselho, Thomaz Nonô que encaminha e apoia projetos recomendados por Teotonio Vilela Filho: “Os projetos aprovados são os que recebem sinal verde do governador”, explica.

Em 2012 cerca de 50 projetos elaborados pelas Secretarias de Estado receberam recursos do Fecoep para realizar suas atividades. Até agora, segundo balanço do Cipis, foram aprovados mais de R$ 240 milhões (no atual governo) para programas que visam combater a pobreza.

Parte do dinheiro aplicado pelo estado nas ações de combate a seca são do Fecoep. O fundo também financia o tratamento de viciados do projeto Acolhe Alagoas.

Que luxo é esse?

Desde quando ver TV, andar de carro ou moto virou coisa de rico?

Um taxista, que usa o carro para trabalhar, paga 2% mais no preço da gasolina ou do etanol. A dona de casa que quiser ter um Arapiraca condicionado (consumo acima de 150 kwh mês) também pagará mais caro pela conta de energia

E usar perfume ou produtos de beleza, é coisa de rico?

A lógica do Fecoep é a de cobrar os 2% sobre o que seriam artigos de luxo. Na lista estão produtos como joias e barcos, mas entram também serviços de telecomunicações, produtos de maquilagem, creme de barbear e até protetor solar.

Alagoas Fecoep
2012 R$              55.092.334,65
2011 R$              48.076.554,62
2010 R$              41.388.150,31
2009 R$              37.382.411,22

COMENTÁRIOS
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  1. João Cavalcante

    Combate a Pobreza?!!! é mais imposto sendo cobrado do consumidor para ser aplicado em projetos ineficientes,sem nenhum tipo de prestação de contas. Deviam era acabar com essa taxa,

  2. jose antonio dos santos

    O Gestor de Maceió, Rui Palmeira e seu Secretário de Saúde que nomeou a própria SOGRA PARA A CHEFIA DE GABINETE e que ainda não começou a administrar precisa ACORDAR CEDO E IR ÁS 6,00 hs da manhã ao PAN SALGADINHO e resolver a falta e vergonha no atendimento a população. Pessoas idosas dormem na calçada e não existe uma solução, só conversa mole, blá, blá, blá.

  3. williams

    Fecoep???????!!!! fundo.. erradicação?!!! da “pobreza”?!!!! Pobreza de quem? dos “gestores”?! Mais dinheiro para secretaria da “paz”?” Aff!!! O povo do sertão queria e precisa desse dinheiro, cadê que chega até lá?! Deve ta rendendo ou já devê ter sido “distribuídos” para as “secretarias e seus gestores” para custear “projetos”, tipo do da secretaria das “paz” que ninguém ver o resultado, a não ser a violência, furtos e assassinatos envolvendo crianças e jovens!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!11

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