Estaleiro: oficinas vão discutir “medidas antecipatórias” ao Eisa
   18 de março de 2013   │     20:05  │  9

O imbróglio em torno do processo de implantação do estaleiro Eisa em Coruripe caminha, rapidamente, para uma solução positiva. A liberação da licença prévia parece que depende apenas de tempo. E pouco tempo.

A licença prévia pode sair esta semana ou no máximo em quatro meses. Vai depender apenas se o Ibama exige o estudo sobre o comportamento das correntes marítimas na árera 5D (leia posagem feita neste domingo) antes ou depois de sua emissão.

É possível que a licença prévia saia antes com uma condicionante e o estudo seja apresentado antes da liberação da licença de implantação.

O fato é que tantos os empresários, estado e prefeitos da região trabalham praticamente com a certeza de que a licença sairá. Tanto que esses parceiros realizam, a partir desta terça-feira, oficinas para discutir as medidas antecipatórias.

A ação, coordenada pela prefeitura de Coruripe e Seplande vai reunir todas as instituições envolvidas no processo de implantação do estaleiro. Temas como o abastecimento e energia, água, transportes, seguraça, educação e saúde serão debatidos durante três dias, atendendo recomendação do Ibama.

Sobre esse assunto a Agência Alagoas distribuiu release, que você lê a seguir:

Setor público e iniciativa privada discutem instalação do Estaleiro Eisa em Coruripe

Como solicitado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na última audiência pública do Estaleiro Eisa, realizada no dia 7 de março, a Seplande, promoverá, nos próximos dias 19, 20 e 21 de março, a oficina “Medidas Antecipatórias ao Estaleiro Eisa”. A ação, que acontecerá na Câmara Municipal de Coruripe, vai reunir representantes das 11 prefeituras envolvidas no licenciamento ambiental do estaleiro.

Gestores, técnicos e especialistas de instituições públicas e privadas estarão reunidos durante três dias para discutir seis temas, são eles: habitação e saneamento; transporte; educação e capacitação profissional; saúde; segurança pública e energia. Conforme programação, serão apresentadas as perspectivas de demandas nessas áreas específicas e, no momento seguinte de cada segmento, os representantes das instituições, junto aos empreendedores e aos prefeitos, debaterão e decidirão os responsáveis na consecução das ações eventualmente requeridas, validando e encaminhando o que será necessário.

“Essas oficinas servem para aproximar as três partes interessadas, que são Estado, município e empreendedores, na execução de uma série de ações prévias que serão demandadas. Dessa maneira, quando for assegurada a concretização do empreendimento, as ações já estarão encaminhadas e os municípios da região, no entorno de Coruripe, vão melhor se ajustar ao porte físico, econômico e social do investimento”, afirmou o secretário Luiz Otavio Gomes.

Como é um evento exigido durante a etapa de implantação desse tipo de empreendimento, observadores da Diretoria de Licenciamento do Ibama estarão presentes para participar como ouvinte das oficinas, ou seja, sem intervenção.

“Sendo esta oficina responsabilidade do Governo de Alagoas e dos municípios envolvidos no licenciamento ambiental do Eisa, os possíveis impactos causados nas estruturas sociais deverão ser discutidos entre os dois níveis do Governo com os empreendedores e consultores do empreendimento para decidir o que pode ser aportado ao processo para que o estaleiro seja recebido na área sem grandes impactos aos serviços públicos”, explicou a diretora Gisela Damm Foratinni.

 As secretarias estaduais que estarão presentes, além da Seplande, é a da Infraestrutura, da Educação, da Qualificação Profissional, da Saúde e da Defesa Social. Órgãos como a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Alagoas (Arsal), o Departamento de Estradas de Rodagem de Alagoas (DER) e a Eletrobras Distribuição Alagoas também terão um espaço na oficina.

Representando a comunidade acadêmica, participará a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e o Instituto Federal de Alagoas (Ifal). O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) estarão no evento para ouvir a demanda dos presentes e estudar a possibilidade da oferta de cursos profissionalizantes para a população.

COMENTÁRIOS
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  1. Observador

    Eu não me aguento, tenho que falar:
    “Do que adianta ter os vetores sem o organismo transmissor, Plasmodium?”
    RESPOSTA: Quem transmite são os anopheles. Dizer que o agente etiológico (causador) é o mesmo que transmissor foi de lascar.
    “apresenta forte influência marinha apresenta brejos salinos, que não são adequados nem a Anopheles, nem a Plasmodium.”
    RESPOSTA: Gostaria muito de saber onde foi que se viu que Plasmodium depende de água doce pra sobreviver. O parasito é mantido nos reservatórios silvestres (mamíferos suscptíveis) que servem de repasto sangúineo para os anofelinos.
    “Comparar a faixa litorânea nordestina com a floresta equatorial é de uma sandice …”
    RESPOSTA: Onde foi que eu fiz essa comparação? Por favor leiam tudo e mostrem que eu estou errado. E eu é que cometo as sandices.

    E outra eu discuto é com pessoas de nível de presidente de FIOCRUZ acima.
    Com outras nem vale a pena.

    1. Victor

      Apenas uma pequena confusao , mas que não muda o foco debate. O “especialista” até agora não respondeu qual o fundamento de comparação de um surto epidêmico dentro da floresta equatorial e um possível na floresta tropical atlântica, no ecossistema restinga.

      O Plasmodium necessita de uma fauna de mamiferos abundante, que só é encontrada atualmente nas áreas alagadiças da floresta equatorial, ou vc acha que apenas cães e gatos são suficientes?

      É incrível como segundo o “especialista” temos todas as condições para termos surtos maláricos, mas efetivamente não is temos.

      Achar que a a percepção de saúde publica atual é a mesma do final do século XIX e do começo do século XX chega a ser absurdo…

      Coitado do presidente da Fiocruz, deve escutar muito trololó…

  2. Observador

    Somente nos bairros de Fernão Velho até o Rio Novo, há uma fauna anofélica abundante. Consta até o momento de quatro espécies classificadas como excelentes transmissoras. Portanto a afirmação de que “o litoral nordestino stricto sensu, ou seja, sem o Maranhão, não apresenta as condições básicas para a ocorrência de Plasmodium vivax e P. falciparum e mesmo de Anopheles”(Parece que copiou isso de um livro do ensino médio) é totalmente errada.
    Em todos os municípios de Alagoas existem Anopheles.
    E isso eu não copiei de livros de 2º grau. E sim da Carta Anofélica Atualizada do Estado de Alagoas, fonte SESAU/AL.

    Escrevo isso para quem esteja acompanhando os comentários acima.

    Só falta agora o cidadão acima contestar os dados da SESAU.

  3. Victor

    Malária no nordeste??? Faça-me o favor… O EIA foi feito nas cochas, mas essa da malária é uma brincadeira de mal-gosto.

    1. Observador

      Caro Victor, se você for um especialista na área e tem convicção das suas palavras em responda:
      – Quantas espécies de Anopheles tem no município de Coruripe?
      – Dentre elas quais são as potencialmente transmissoras?

      Se não sabe eu te ajudo, existem em pesquisas recentes (2011) três espécies de mosquitos anofelinos transmissores de malária em Coruripe.

      Das três, todas (EU DISSE TODAS) são ótimas transmissoras de malária.

      Portanto meu caro Victor, se você conhece um pouco de epidemiologia, sabe muito bem que basta alguém vir contaminado para que a doença se espalhe já que temos os vetores.

      A vigilância do estado sempre está em alerta para turistas que venham das regiões malarígenas.

      E é melhor você se habituar a ler e a pesquisar, pois Alagoas já teve casos de Malária, o último em 1986. Portanto nada impede que venhamos a ter novos casos.

      1. Victor

        Vou responder ao ”especialista”:

        Do que adianta ter os vetores sem o organismo transmissor, Plasmodium?

        Morfofisionomicamente o litoral nordestino stricto sensu, ou seja, sem o Maranhão, não apresenta as condições básicas para a ocorrência de Plasmodium vivax e P. falciparum e mesmo de Anopheles: a ocorrência de brejos estáveis de água doce. Um local como Coruripe, que apresenta forte influência marinha apresenta brejos salinos, que não são adequados nem a Anopheles, nem a Plasmodium.

        Comparar a faixa litorânea nordestina com a floresta equatorial é de uma sandice que nem merecia uma resposta mais profunda, mas mesmo assim eu fiz esse esforço.

        1. Observador

          Sinceramente, é o mesmo que explicar pra uma lesma o significado de aceleração e velocidade média.

          E outra, não sou especialista.

          E mesmo que fosse, a estupidez em ingressar num debate tão deprimente partiu de vossa parte.

          Pena que nem todos os pais obtiveram sucesso na educação dos seus filhos.

          E se isso acima foi sua resposta profunda. Putz, meu sobrinho de 8 anos faz resposta melhor.

        2. Observador

          Ao Jornalista Edivaldo Júnior peço desculpas por tão deprimente espetáculo por parte do nobre Victor.

          Não publique o meu comentário anterior. Não vale a pena levar a adiante discussão tão tola.

          Mil desculpas.

  4. Observador

    Em nenhuma das áreas apresentadas, houve um estudo de impacto sobre espécies transmissoras de doenças, tais como mosquitos, insetos barbeiros, e outros. Pelo que li e vi não existem estudos sobre se nessa região existem insetos que transmitam malária, dengue, calazar, doença de chagas e outras. Se houver, e quando começar a construção do estaleiro, corremos um sério risco de termos um remake do que aconteceu com os trabalhadores da ferrovia Madeira-Mamoré.

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