Téo Vilela ainda não disse se vai ajudar produtor a receber atrasado de usinas
   18 de março de 2013   │     16:30  │  1

Na primeira quinzena de janeiro deste ano os fornecedores de cana de Alagoas foram pedir uma “forcinha” ao governador Teotonio Vilela Filho.

A Asplana pediu formalmente que o governo de Alagoas condicionasse, por decreto, o incentivo fiscal que é concedido para as usinas ao pagamento da cana recebida dos fornecedores – assim como fez o governo de Pernambuco.

Ao atrelar o incentivo fiscal (na forma de crédito presumido a comprovação do pagamento aos fornecedores) o governo de Pernambuco conseguiu reduzir os atrasos das usinas no pagamento da cana, segundo Lourenço Lopes, presidente da Asplana: “o incentivo tem um grande peso nas contas das usinas e para não perdê-lo elas preferem pagar em dia”, aponta.

A medida deu tão certo em Pernambuco que, segundo Lopes, tem usina que atrasa o pagamento em Alagoas mas paga em dia em Pernambuco: “tem um grupo que atua nos dois estados, mas só está atrasado aqui”, revela.

A Asplana também pediu ao governador que siga outro exemplo de Pernambuco: a cobrança do ICMS dos produtores de cana. Lá é 3% e em Alagoas 9%. “Essa diferença pode ser concedida na forma de crédito presumido e seria uma importante ajuda para o produtor voltar a investir na atividade”, enfatiza.

Durante a audiência,realizada no Palácio dos Palmares, o governador pediu aos fornecedores tempo para dar uma resposta. De acordo com a Asplana, está demorando muito: “a safra já acabou na maioria das usinas e até agora o governo não disse nem sim, nem não”.

Alagoas tem 7,4 mil fornecedores de cana, espalhados por mais de 40 cidades da zona canavieira. Mais de 90% dos produtores trabalham em regime de agricultura familiar e produzem menos de mil toneladas de cana por safra.

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