Endividados: alagoano já nasce devendo R$ 2,8 mil
   1 de abril de 2013   │     16:05  │  0

Se alagoas fosse uma empresa e o alagoano seu acionista, cada cidadão que vive neste Estado teria dívida de quase R$ 2,8 mil.

Hipoteticamente, quem vive em Alagoas está cada vez mais endividado. Isso porque cada cidadão é, em última análise, responsável pelas contas do lugar onde vive. O Estado, a cidade, existe em função de seu povo.

A dívida de Alagoas com a União não pára de crescer. Era de R$ 3,18 bi em dezembro de 2001 e saltou para R$ 8,17 bi em dezembro de 2012.  Em todo esse período a dívida só caiu em 2009 (R$ 6,84 bi) em comparação com 2008 (R$ 6,95 bi).

Em 2010, depois que o Estado contraiu o primeiro empréstimo da atual gestão, a dívida voltou a crescer – e fortemente. O débito consolidado com a União fechou 2010 em R$ 7,52 bi, numa alta superior a 10% na comparação com o ano anterior.

No começo de 2010 Alagoas recebeu empréstimos de R$ 249 milhões no BNDES e US$ 195,5 milhões do Banco Mundial somando mais R$ 600 milhões.

Agora, a mesma situação deve se repetir. O Estado fechou 2012 com dívida consolidada de R$ 8,2 bi. Basta somar os R$ 611 milhões emprestados pelo BNDES (a primeira parcela de R$ 257 milhões já foi depositada) mais os juros e o estado vai fechar o ano com dívida acima de R$ 9 bi.

A cada empréstimo pior fica a situação de Alagoas para o futuro. O próximo governador – seja ele quem for – corre o risco de herdar um estado impossível de governar.

Deputado promete fiscalizar

O deputado estadual Ronaldo Medeiros, do PT, prometeu fiscalizar “cada centavo” do novo empréstimo: “Algumas obras em andamento no Estado reúnem cifras muito altas e, por isso, precisamos saber o que é prioridade ou não”.

O dinheiro do novo empréstimo vai para projetos do programa Alagoas Tem Pressa e será pulverizado em diversas secretarias. Será difícil acompanhar, assim como não foi acompanhada a aplicação dos recursos do empréstimo anterior.

Alguém viu?

O empréstimo aprovado pelo Banco Mundial em 2009 deveria beneficiar 1,5 milhão de pessoas de baixa renda, “estimulando o crescimento sustentável, a geração de emprego e oportunidades de investimentos e ao mesmo tempo melhorando os serviços públicos em um dos estados mais pobres do País”, diz texto da Agência Alagoas de 22 dezembro de 2009.

Será que o dinheiro desse empréstimo fez diferença? Se alguém percebeu alguma melhora por conta desses investimentos, por favor mande carta ou telefone.