Mesmo sob risco de perder tudo JL não aceita vender parte do seu grupo
   5 de abril de 2013   │     18:16  │  3

Quantas fazendas do grupo João Lyra foram invadias até agora? Segundo a versão dos movimentos sociais, teriam sido 9. Mas segundo a assessoria de comunicação, até hoje de manhã seriam apenas duas fazendas invadidas por movimentos sociais.

“Fizemos um levantamento e até o início da manhã eram apenas duas fazendas invadidas. Estamos levantando informações sobre outras invasões ocorridas depois do meio dia”, diz a assessoria.

O que o grupo vai fazer em relação as invasões? “Vamos conversar com eles, saber o que eles estão querendo, para que o setor jurídico possa se pronunciar”, emenda.

Se vai ou não pedir reintegração de posse? “Nada a declarar”.

Qual o resultado da moagem em Alagoas? “Nada a declarar”.

A resposta é a mesma para a maioria das outras perguntas. Em crise, com salários atrasados, o grupo João Lyra também deve a fornecedores de cana do estado. Ainda assim a decisão parece ser a de seguir em frente, tentando manter a “bicicleta andando” porque se parar, cai e o tombo, dizem, será grande.

A única informação nova repassada pela assessoria é o início da moagem na usina Vale do Parnaíba, em Minas Gerais, na semana passada. E a Triálcool (também em MG) vai moer? “Nada a declarar”.

Quadro preocupante

O grupo JL, hoje sob o comando do próprio e da superintendente Silvia Sakamoto, não dá sinais de que vá conseguir debelar a atual crise financeira. O débito com bancos e fornecedores passaria de R$ 2 bilhões.

Sob a ameaça de decretação de falência, com dívidas cada vez maiores com os fornecedores e trabalhadores, o complexo empresarial formado por cinco usinas e destilarias, sendo três em Alagoas, agoniza, no estilo “quebra mas não enverga”.

JL parece disposto a não vender nada, nem que para isso tenha que perder tudo.

A melhor saída, segundo especialista do setor seria a venda de pelo menos uma das usinas alagoanas. “A Guaxuma (localizada em Coruripe) poderia ser vendida rapidamente. Um outro grupo alagoano já apresentou proposta para comprá-la. Se isso ocorresse, poderia amenizar a crise e o grupo ganharia fôlego, embora o ideal seria a venda de pelo menos mais uma ou as duas unidades de Minas Gerais”, diz um consultor do setor sucroalcooleiro.

O problema é que o empresário João Lyra, segundo pessoas próximas, se recusa a vender o patrimônio. “Não existe diálogo hoje. O deputado João Lyra não discute a situação de suas empresas, o que nos preocupa muito”, diz um empresário do setor.

E que preocupação seria essa? Justamente o que ocorre agora: “um processo de desmonte descontrolado, com a pulverização do grupo e a consequente invasão das terras poderá trazer muitos problemas não só para o  grupo JL, mas para as usinas de todo o estado”, diz.

COMENTÁRIOS
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  1. ALAGOANO

    AINDA T GENTE Q GOSTARIA Q ESSE GRANDE E CELEBRE EMPRESARIO,SERIA A SOLLUÇÃO P ALAGOAS.Q IGENUIDDADE.E MUITOS ACREDITARAM.

  2. Marcelo

    Quantas usinas já fecharam as portas porque não conseguiram pagar dívidas que crescem como bola de nenê montanha abaixo? João de Deus, Bititinga e tantas outras que para infortúnio de trabalhadores, fornecedores e a economia alagoana em geral. Infelizmente o Deputado João Lyra, um dos mais faltosos do Congresso Nacional enveredou para a política, desnecessariamente ao meu ver, e desde então só faz perder dinheiro e a credibilidade que conquistou com anos de trabalho árduo. Uma pena, mas a teimosia e a vaidade cobram um preço muito elevado para quem delas não consegue se desvencilhar.

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