Milho da seca: Governo nega perda de R$ 15 milhões
   10 de abril de 2013   │     15:28  │  2

O secretário executivo da Comissão Integrada de Combate a Seca, Napoleão Casado, nega a informação publicada por este blog de que  Alagoas teria perdido 15 mil toneladas de milho que seriam destinadas a produtores rurais que sofrem com a seca.

“Eu lhe asseguro que não procede. Nós optamos por continuar recebendo da Conab por via terrestre”, explica.

De acordo com Casado, o Estado teria inclusive conseguido aumentar a cota estadual – de pouco mais de 4 mil toneladas mês, para mais de 7 mil toneladas mensais.

O secretário interino de Agricultura, Carlos Henrique, confirma a operação, mas discorda dos números: “Alagoas receberia 4 mil toneladas a mais, no entanto não vamos receber em função de dificuldades operacionais no Porto de Maceió”, justifica. De acordo com o secretário, para receber 14 mil toneladas, o estado teria de abri mão do milho que a Conab traz para Alagoas de caminhão.

O volume que poderia chegar ao estado de navio, segundo o superintendente da Conab em Alagoas, Eliseu Rego, seria de 15 mil toneladas.

Agora os produtores vão continuar dependendo do milho que  chega de caminhão – uma operação lenta de mais, considerando a situação dos produtores rurais, que estão “urrando” por comida para seus animais.

A diferença entre fome e vontade de comer

Independente valores ou de volume, num ponto todos concordam – inclusive os secretários: A Conab tem dificuldades operacionais para entregar o milho via terrestre.

Ao deixar de receber pelo porto o produto a granel, o estado não só abre mão da possibilidade de ficar com os recursos excedentes para aplicação em benefício dos produtores, como também  corre o risco de não ver esse milho chegar na quantidade esperada em Alagoas.

Parafraseando o “profeta”: quem tem fome, tem pressa.

Se o milho não chega, se o bagaço não chega, se água não chega, se o farelo não chega ou se chega depois,  a vaca que hoje é só pele e osso, vai ficar só no osso. Essa é

COMENTÁRIOS
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  1. É TUDO ATRASADO

    edvaldo, por aqui, nos tempos de hoje é tudo atrazado. atraza tudo na segurança, na educação, na saúde, na infraestrutura, e em tudo onde este péssimo governo mete o dedo. é tudo errado, que o dinheiro que mandam de brazília para o agricultor, desaparece no meio do caminho. o pior é que a mídia divulgada a verdade e os comissionados do governo aparecem para contestar a informação.

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