Governo de AL favorece inadimplência na cadeia sucroalcooleira
   18 de abril de 2013   │     15:32  │  0

O título deste post não é meu. Muito menos o texto que você vai ler a seguir. Essas informações foram  publicadas ontem no site da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco e tratam de questões que eu costumo abordar neste blog.

Em casa que falta pão, todo mundo reclama e ninguém tem razão. A situação no setor sucroalcooleiro de Alagoas se agravou em função da estiagem. As usinas do estado estão numa situação difícil e os fornecedores de cana enfrentam um drama pior.

Que ninguém se engane ou que diga que não sabia. Se hoje está ruim, amanhã será pior.

A próxima safra de cana-de-açúcar em Alagoas será ainda menor que a atual. Nem todas as usinas terão cana para moer. Quem é do setor fala numa safra mais curta, de quatro a cinco meses, com cana suficiente para 18 ou 20 usinas.

Para nossa economia seria uma catástrofe.

Ao governo estadual cabe neste momento não só intermediar a crise entre fornecedores e usinas, mas pensar num plano para enfrentar as dificuldades que vem pela frente. A responsabilidade, neste caso, também deve ser compartilhada com o governo federal, que pode e deve ajudar o fornecedor de cana.

 Leia na íntegra o texto da Unida (http://www.afcp.com.br/?p=7151#)

A omissão incentiva o usineiro e desestimula o pequeno agricultor

A negativa do governo alagoano para criar política fiscal igual ao estado de Pernambuco para frear a inadimplência das usinas com fornecedores de cana repercute mal em toda região. A postura omissa da gestão é criticada pela União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida). A entidade diz que enquanto o governador Eduardo Campos retira o crédito presumido do ICMS de usinas que devem o produtor, o governador Teotônio Vilela Filho silencia e mantém benefício fiscal a unidades industriais inadimplentes.

A insatisfação geral dos produtores de cana nordestinos foi deflagrada na última sexta-feira (12), após o fornecedor alagoano receber parecer negativo do secretário estadual da Fazenda, Maurício Toledo. O gestor da pasta avisou que não iria mudar a legislação. Na prática, ele não ira condicionar a liberação do incentivo fiscal para usinas ao pagamento da cana recebida pelos fornecedores de cana – assim como já acontece em Pernambuco.

“O governador precisa tomar as rédeas do governo e dizer ao primeiro escalão que o Estado deve tomar partido sim do caso”, diz Alexandre Andrade Lima, presidente da Unida, criticando a resposta negativa do secretário da Fazenda. O dirigente fala que a omissão do governador pode ter um perverso efeito colateral, porque, incentiva o usineiro mal pagador e desestimula a produção do pequeno agricultor.

“Não aceitamos isso e essa moda de inadimplência tem de acabar”, fala Lourenço Lopes, presidente da Associação dos Plantadores de Cana de Alagoas (Asplana). O dirigente diz que o governador não pode esquivar-se de um compromisso dele. “Ele é o nosso líder e queremos saber a sua posição. Ele não pode ficar atrás do pensamento do seu secretário”, fala. Lopes lembra que o produtor já é penalizado pela seca e por mal pagadores, logo, é injusto contar também com a inação do governo.