Dilma veta subvenção e revolta fornecedores de cana do Nordeste
   9 de maio de 2013   │     14:23  │  1

Depois de enfrentar a maior seca que se tem notícia nos últimos 50 anos, os produtores de cana do Nordeste voltaram todas suas esperanças para a aprovação de uma subvenção emergencial.

Representados pela União Nordestina dos Produtores (Unida) e Federação Nacional (Feplana) os agricultores cumpriram todas as etapas: conseguiram aprovar uma emenda na Câmara Federal e no Senado.

Só não contavam com o veto da presidente a medida. “Num momento de dificuldades como esse, não é possível que a Dilma vete essa emenda”, dizia até a semana passada o presidente da Associação dos Plantadores de Cana (Asplana), Lourenço Lopes.

Mas, ao contrário do que acreditavam os produtores, a presidente vetou a subvenção frustrando mais de 23 mil fornecedores de cana, a ponto de deixar a categoria desorientada. Tão desorientada que agora os produtores só pensam em protestar e até em radicalizar.

Claro que eles ainda tem a esperança de uma saída política, através de uma articulação que seria promovida pelo senador Renan Calheiros.

Mas por enquanto, a categoria é só frustração. Isso pelo menos é o que traduz texto distribuído pela Asplana:

O veto da presidente Dilma Rousseff a subvenção econômica que beneficiaria 23 mil fornecedores de cana do Nordeste e que injetaria R$ 120 milhões na região, gerou revolta entre os produtores nordestinos.

 Para o presidente da Associação dos Plantadores de Cana do Estado de Alagoas (Asplana), Lourenço Lopes, a decisão da chefe do Executivo nacional foi inesperada, pegando todo o setor de surpresa. O veto foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) de quarta-feira, dia 08. Um dos motivos da decisão teria sido o limite orçamentário do governo.

 “Na hora que a gente mais precisa e que esperava um apoio do governo federal, a presidente decide pelo veto a subvenção. Diante das dificuldades financeiras que os fornecedores de cana nordestinos enfrentam, agravada pela seca, não concordamos com essa decisão”, declarou Lopes.

 O presidente da Asplana participou esta semana de uma reunião, em Brasília, com demais lideranças representativas dos fornecedores de cana no Nordeste com objetivo de articular uma mobilização contra a decisão da presidente. 

 “Já que recebemos o veto, vamos realizar um ato público em Recife durante a visita da presidente a capital pernambucana para a inauguração da Arena da Copa do Mundo”, informou Lopes.

 Segundo o presidente da Asplana, entidade que representa mais de sete mil fornecedores de cana alagoanos, a subvenção destinaria para o Estado R$ 64 milhões que seriam usados na recuperação de parte do canavial destruído pela seca e na aplicação dos tratos culturais para a próxima safra.

 “Sinceramente, ninguém esperava por este desfecho. Foi uma decisão de quem não conhece a realidade do Nordeste”, desabafou Lopes que já esteve reunido com o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, buscando apoio para encontrar uma solução para o problema. “Vamos procurar de novo as bancadas dos Estados produtores e manter o diálogo em busca de uma solução”, destacou Lopes.

 “Mostraremos nossa insatisfação seja em Pernambuco, ou em qualquer outra evento presidencial realizado no Nordeste. É no mínimo limitado, vetar o subsídio para os produtores nordestinos de cana sob a justificativa de questões orçamentais”, avisa Alexandre Andrade Lima, presidente da Unida.

 Os dirigentes do setor informaram ainda que, apesar da decisão de Dilma Rousseff, o Congresso Nacional pode vetar o veto da presidente quanto ao pagamento da subvenção econômica da cana.

Uma das emendas da Medida Provisória (MP) reajustava para R$ 10 o valor da tonelada de cana pago pelo programa de subvenção econômica do governo federal. Direcionado aos fornecedores de cana do Nordeste, o subsídio é referente à safra 11/12, limitado até dez mil toneladas, por produtor.

Há três anos, os fornecedores participam do programa de subvenção da Companhia Nacional de Abastecimento, oriundo da fonte orçamentária OC2 do Ministério da Agricultura. Por cada tonelada, o produtor recebia R$ 5.

 

COMENTÁRIOS
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  1. claudistone

    Como e que diante da situação que estamos vivenciando hoje no nordeste a presidente Dilma veta um projeto tao importante como esse que seria capaz de recuperar nossas lavouras de cana e com isso ainda melhorar a economia da região mais ainda acredito em nossos representantes nordestinos com certeza eles vão reverte essa situação, e só um recado Dilma olhe com uma atenção especial para o nordeste somos um povo sofrido e precisamos de uma atenção mais especial.

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