Ministro tenta acabar com protesto de fornecedores de cana
   15 de maio de 2013   │     17:25  │  0

A mobilização dos fornecedores de cana-de-açúcar do Nordeste contra a presidente Dilma Rousseff está ganhando corpo. Até última segunda-feira a Associação dos Produtores de Cana de Alagoas (Asplana) contabilizava 15 ônibus que seriam usados para transportar os agricultores de Alagoas até Pernambuco.

Hoje pela manhã, depois de reunião realizada na sede da entidade, em Jaraguá, a diretoria da Asplana divulgou nova contabilidade: “já temos assegurados 23 ônibus. Até a próxima sexta-feira chegaremos a 30 ônibus”, anunciou o presidente da associação, Lourenço Lopes.

O protesto contra a presidente Dilma Rousseff está marcado para a próxima segunda-feira, 20,durante a inauguração da Arena Pernambuco, na Grande Recife.

Produtores de todo o Nordeste participação do protesto contra o veto da presidente à subvenção da cana.

Toda essa mobilização, no entanto, pode mudar de rumo ou até ser abortada. Os dirigentes de entidades que representam os fornecedores de cana foram convocados as pressas para uma reunião nesta quinta-feira, em Brasília, com o Ministro da Fazenda, Guido Mantega.

O governo federal pode usar a mesma solução encontra pelo ex-presidente Lula. Em 2010 ele faria viagem a Recife e para não enfrentar protesto semelhante mandou a sua, ainda ministra, Dilma Rousseff, conversar com os fornecedores de cana. Dilma liberou a subvenção e transformou vaias em aplausos.

 Arthur Lira defende solução administrativa

Líder do PP, o deputado federal Arthur Lira tem acompanhado as dificuldades enfrentadas pelos produtores de cana. Ele ajudou  a aprovar a emenda que garantia o pagamento da subvenção na Câmara Federal. Agora, com o veto, ele defende que a presidente Dilma Rousseff garanta o pagamento através de medidas administrativas.

“A subvenção é essencial para fornecedor de cana, especialmente no momento em que o agricultor sofre perdas por causa da maior seca dos últimos 50 anos”, aponta.

A subvenção

O veto da presidente Dilma Rousseff à subvenção que deveria atender 21 mil fornecedores de cana do Nordeste, sendo 7,4 mil somente em Alagoas, frustrou os produtores.  

“A atitude da presidente foi contra o Nordeste. Como ela pode vetar os R$ 10 da subvenção num momento em que enfrentamos a maior seca em mais de 50 anos?” questiona Lourenço Lopes

A revolta é porque eles conseguiram aprovar uma emenda na Câmara Federal e no Senado emenda que reajustava para R$ 10 o valor da subvenção por tonelada de cana pago aos fornecedores do Nordeste. O subsídio seria referente à safra 11/12 e limitado até dez mil toneladas, por produtor.

Há três anos, os fornecedores participam do programa de subvenção da Companhia Nacional de Abastecimento, oriundo da fonte orçamentária OC2 do Ministério da Agricultura. Por cada tonelada, o produtor recebia R$ 5. Com o veto, não vã receber nada.