Quem paga a conta? Gasto do governo com saúde deveria ser R$ 243 bi, mas só chega R$ 39 bi
   23 de maio de 2013   │     17:44  │  0

O governo federal, a União, gasta apenas 16% do que deveria gastar para manter a saúde do brasileiro. Os números são de Humberto Gomes de Melo, provedor da Santa Casa de Maceió e presidente da Fenaess (Fed Nac de Estab de Serviços de Saúde).

São números que ele me deu no ano passado, num encontro casual, a bordo de um avião, e que continuam sendo repetidos sem que ninguém negue.

A cada dia o problema é maior e os gastos diminuem. Por isso, é fundamental repetir essas cifras, sempre. Saúde é prioridade? Geralmente a prioridade fica no palanque, no discurso de campanha.

No momento, não existe outro formula para melhorar o sistema de saúde, a não ser com a injeção de mais recursos.

É claro que a sociedade precisa rediscutir o papel e o salário dos médicos. Tem profissionais fazendo mais de R$ 100 mil por mês em Maceió, a maioria ganha acima de R$ 20 mil e nem por isso a qualidade do atendimento melhorou.

Mas, essa é outra história.

Vamos aos números de Humberto Melo, que estão num texto distribuído pela Santa Casa de Maceió:

Durante um evento Em 2012, operadoras privadas gastaram com assistência hospitalar e ambulatorial mais que o dobro se comparado ao SUS

As operadoras de saúde, que atendem apenas 25% da população, gastaram em 2012 com assistência hospitalar e ambulatorial quase R$ 80 bilhões, ou seja, o dobro dos R$ 39,8 bilhões gastos pelo Ministério da Saúde para atender os outros 75% da população pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“Para atender a sociedade brasileira, o SUS deveria investir algo próximo a R$ 243 bilhões nesse atendimento”, discursou o presidente da Fenaess, Humberto Gomes de Melo, para uma seleta plateia que prestigiou a abertura dos trabalhos do Congresso Internacional de Serviços de Saúde (CISS), evento que substituiu o Classaude realizado até o ano passado.

O evento ocorreu esta quarta-feira (22), no Expo Center Norte, em São Paulo, e contou com a presença de várias autoridades do setor saúde, entre elas, o secretário da Saúde do Estado de São Paulo, Giovanni Guido Cerri (representando o Governador Geraldo Alckmin; o ministro do Reino Unido, Kenneth Clarke (representando na cerimônia de abertura todos os expositores internacionais de 36 países presentes na feira); o presidente do Sindicato dos Hospitais do Estado de São Paulo, Yussif Ali Mere Junior; o presidente da Confederação Nacional de Saúde (CNS), José Carlos Abrahão; o presidente do Conselho da Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAHP), Francisco Balestrin; o presidente da Associação Brasileira da Indústria