Arthur Lyra: Sem diálogo, crise com o Congresso vai travar governo Dilma Rousseff
   1 de junho de 2013   │     16:33  │  1

Lembra daquela história de que “ou Brasil acaba com a saúva, ou a saúva acaba com o Brasil”?. O governo Dilma Rousseff vive algo parecido na crise que enfrenta, atualmente, com o Congresso Nacional.

A base de apoio a presidente é formada por 420 dos 513 deputados na Câmara Federal e por mais de 60 dos 81 senadores. Ainda assim, o governo não consegue mais aprovar nada. A partir de agora, se o Palácio do Planalto não agir, a tendência é de agravamento da situação.

A centralização das decisões pela presidente Dilma Rousseff e a falta de diálogo com deputados e senadores podem travar o governo e o país.

Na avaliação do líder do PP na Câmara Federal, o deputado Arthur Lyra (PP-AL), a posição do Senado, de não votar a MP que reduz a tarifa de energia, fora do prazo foi correta: “existe hoje uma falta de diálogo. Ninguém conversa com ninguém e quem conversa não tem poder de decisão. Quem já viu um líder do governo não ter autonomia para decidir, para negociar?”, questiona.

A falta de diálogo com o Executivo é outro agravante: “o governo está cheio de técnicos que não conversam com os parlamentares, que não levam a frente os projetos. Um projeto de autoria de um parlamentar leva mais de dez anos para virar realidade. O esforço do governo é apenas para votar as Medidas Provisórias”, enfatiza.

Líder da quinta maior bancada na Câmara Federal, com 37 deputados, Arthur acredita que o governo encontrará o caminho do entendimento com o legislativo através do diálogo: “do jeito que está o governo pode travar, trazendo consequências imprevisíveis para a economia do país. E isso a presidente Dilma Rousseff não quer, até porque o bom desempenho da economia é o seu melhor trufo para a campanha da reeleição”, aponta.

No sertão

Artur Lira aproveita o final de semana prolongado para visitar as bases no sertão. Neste sábado ele percorreu várias cidades. De Água Branca, por telefone, além de falar da crise política, o deputado defendeu um maior aproveitamento para o Canal do Sertão: “precisamos, além do uso para a agricultura familiar e abastecimento de carros pipas ter projetos estruturantes, capazes de garantir o desenvolvimento da região”, defendeu.

Sobre essa questão eu falo melhor em outra postagem.

COMENTÁRIOS
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  1. iria no pacote

    A QUE APOIA E OS QUE VIVEM NA MÃO DELA, DEPUTADOS E SENADORES, SÃO TUDO FARINHA DO MESMO SACO. BOM SERIA QUE OS MILITARES, HOJE PRATICAMENTE DESMORALIZADOS, TOMASSEM O PODER OUTRA VEZ. HOJE, O BRASIL VIVE SOB O DOMÍNIO DESSES FALSOS COMUNISTAS, QUE ENGANAM O POVO COM AS BOLSAS EXISTENTES NO PAÍS. QUERIA VER ESSES CORRUPTOS BATENDO MERDA COM DOIS PAUS.

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