Aproximação de Renan com Vilela inviabiliza aliança com PT em AL
   4 de junho de 2013   │     19:40  │  0

No café da manhã que realizou com dirigentes do PT em Alagoas, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) fez uma avaliação da conjuntura política local e explicou sua aproximação com Teotonio Vilela Filho como parte de uma “relação institucional”.

O presidente do Congresso Nacional disse que as conversas – cada vez mais constantes – com o governador seriam para ajudar no atendimento de demandas do estado.

Os dirigentes do PT alagoano defendem e incentivam a “relação institucional”, mas avisam desde já que não aceitam qualquer tipo de aliança política com os tucanos.

“O PT está aberto para discutir a composição com o PMDB e com outros partidos da base de apoio a presidente Dilma Rousseff, mas não haverá possibilidade de entendimento se o PMDB ou a outra legenda fechar aliança com o PSDB”, avisa o deputado federal Paulão, do PT.

Em outras palavras, se for disputar o governo em 2014 e quiser o carimbo do PT e da presidente Dilma Rousseff, o senador terá que ficar num palanque diferente de Téo Vilela.

Reeleição de Dilma Rousseff é prioridade

Em Alagoas o PT trabalha de olho na reeleição da presidente Dilma Rousseff. “Essa é nossa prioridade”, adianta Paulão. “Se der para formar um só palanque forte, com todas as forças, melhor. É isso que queremos. Se não, vamos trabalhar para formar no máximo dois palanques. Queremos aglutinar o máximo de forças políticas em torno do projeto de reeleição da presidente Dilma Rousseff”, avalia.

Nesse cenário, o PT de Alagoas trabalharia para garantir, no mínimo, a reeleição de bancada na Assembleia Legislativa, formada por três deputados, e para garantir uma vaga na Câmara Federal. “É provável que o partido sai com uma chapa proporcional solteira e faça composição na majoritária”, aponta Paulão.