Nem sim, nem não: parceria entre Bob Lyra e Grupo JL é uma incógnita
   5 de junho de 2013   │     19:30  │  4

Nem quente, nem frio. A possibilidade de parceria entre os empresários Robert Lyra, da Delta Sucroenergia, e João Lyra, presidente do Grupo JL, é mantida sob total sigilo.

Desde que as negociações foram tornadas púbicas, em abril deste ano, uma equipe de técnicos da Delta Sucroenergia foi deslocada para Alagoas para fazer um levantamento  da situação das usinas do grupo João Lyra.

Advogados, agrônomos, engenheiros e contadores trabalharam nas últimas semanas em ritmo acelerado para fazer um diagnóstico das empresas e para definir um plano de viabilidade para as cinco usinas do Grupo.

Esse trabalho, segundo informações de assessores dos dois grupos, já oi concluído. O que estaria faltando seria o entendimento final entre Bob Lyra e seu tio, João Lyra.

“Nem sinal. Nada por enquanto”, afirma um dos funcionários do Grupo JL.

A propostas inicial seria de arrendamento. A Delta Sucronenergia assumiria o controle das empresas, negociando os pagamentos com os credores do Grupo JL, cuja dívida é estimada em mais de R$ 1,2 bi.

Até agora a questão tem sido tratada como uma “parceria” em notas oficiais tanto por Bob Lyra quanto por João Lyra, o que indica que o acordo a ser feito pode ser o arrendamento das cinco usinas –duas indústrias de Minas Gerais e três de Alagoas – com opção de compra.

 Leia a nota do grupo JL divulgada no dia 23 de abril

“A presidência do Grupo João Lyra, através do empresário João Lyra, em conjunto com a presidência do Grupo Delta Sucroenergia, através do seu presidente Robert Lyra, vem à público informar que estão em avançado processo de negociação e que poderão em breve anunciar ao mercado a conclusão desta parceria. João Lyra, presidente do Grupo JL”.

 Leia a nota da Delta, divulgada no 1º de maio

“Desde o dia 19 abril, conforme nota assinada pelo Presidente do Grupo JL, estamos discutindo a formatação de potencial parceria entre nossas empresas.

As negociações nunca foram suspensas e seguem no ritmo esperado em negócios com essa complexidade.  Reafirmamos o nosso integral compromisso com a ética, respeito às Instituições, à sociedade, ao mercado e, especialmente, a todos os que fazem o Grupo JL.

Robert Lyra -Presidente Delta Sucroenergia.

 

Um crise que afeta 3 empresas e mais de 10 mil empregos em Alagoas

O mercado especula que Bob Lyra pode assumir o comando  de todas as cinco usinas do Grupo JL. São três unidades em Alagoas (Uruba, Guamuxa e Laginha) e duas em Minas Gerais (Vale do Parnaíba e Triácool). Somente em Alagoas as empresas são responsáveis pela geração, hoje, mesmo com a crise, de mais de 10 mil empregos diretos.

O controle seria assumido por Bob através de arrendamento, transferência do controle de 50% mais um das ações do Grupo JL. Os detalhes não foram revelados.

A crise financeira que afeta o Grupo João Lyra, que já foi um dos maiores do Brasil, se agravou a partir de 2008, quando o empresário fez um pedido de recuperação judicial (antiga concordata) para negociar dívidas com bancos – inclusive internacionais. O valor do débito é desconhecido. Só com um banco da Inglaterra passa dos US$ 70 milhões. A dívida total, incluído débitos com fornecedores, passaria de R$ 1 bilhão.

A parceria com Robert Lyra, que vem negociando com João Lyra, segundo pessoas ligadas aos dois empresários, desde fevereiro deste ano, poderá estacar a crise  no grupo e marcar o começo da recuperação das empresas em Alagoas e Minas Gerais.

Há quem diga que o maior interesse de Robert seria assumir, de imediato, o controle das duas usinas Minas Gerais, onde a Delta já atua. Como não foram fornecidos maiores detalhes essa hipótese continua no campo da especulação.

COMENTÁRIOS
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  1. Raimunda

    Estive na usina Guaxuma à alguns dias atrás,a situação dos funcionários é de chorar,estão comendo o que a terra graças ao bom Deus está dando a eles,pois ninguém lhes da + crédito.Torço muito,para que tudo melhore pra todos

  2. PêCê

    EDIVALDO, INFELIZMENTE, NOSSO ESTADO É MANIPULADO POR MEIA-DÚZIA DE “CORONÉIS”, IMPEDINDO O DESENVOLVIMENTO DE ALAGOAS. NÃO TEMOS INDÚSTRIAS DE GRANDE PORTE, QUE GERE EMPREGOS E RENDAS. ENQUANTO ASSISTIMOS NOSSOS ESTADOS VIZINHOS ACELERANDO NO DESENVOLVIMENTO, ALAGOAS CADA VEZ MAIS FREADA.
    ATÉ PARECE QUE “ALAGOAS NÃO TEM PRESSA”, HEIN…

  3. jonas antonio de freitas

    Com esse blá,blá…Quem está sofrendo com essas negociação são os funcionários e seus credores…Haja paciência.

    1. Ray

      Estive na usina Guaxuma à alguns dias atrás,é de chorar,o povo ta comendo se a terra ajudar no que plantam,pois ninguém da + crédito a eles,uma falta de respeito sem tamanho,para com aqueles trabalhadores.Torço muito para que tudo melhore para todos

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