Desempenho do FPE agrava crise e estado deve cancelar reajuste do duodécimo para outros poderes
   9 de julho de 2013   │     17:31  │  2

Alagoas deve deixar de receber, este ano, cerca de R$ 200 milhões do FPE e outras transferências constitucionais, por conta das desonerações que o governo federal promoveu em diversos setores da economia – notadamente autos e eletros – no primeiro semestre deste ano.

O crescimento da receita de ICMS, que ficou em cerca de 8,6% nos acumulado do primeiro semestr, não é suficiente para compensar o desempenho do FPE, que creces abaixo da inflação.

Esse cenário deve forçar todos os poderes do estado (executivo, legislativo e judiciário) a manter o cinto apertado, especialmente no custeio.

O volume arrecadado de FPE até agora é de R$ 1,185 bilhão, ante R$ 1,122 bilhão arrecadados nos seis primeiros meses de 2012.

O maior problema está por vir. Se o PIB crescer apenas os 2% que o mercado está prevendo, 2014 será um ainda mais complicado para o estado. Levantamento da Seplande aponta para aumento de 20% de despesas com pessoal – o que pode implicar no estouro do limite da LRF, que hoje no limnite prudencial

É grave a crise

O secretário Luiz Otávio Gomes, que está fechando o projeto da LOA (orçamento) para 2014, confirma as informações obtidas pelo blog: “o quadro é extremamente preocupante. A única saída que vejo, hoje, é a suspensão de qualquer reajuste no duodécimo para outros poderes”, aponta.

De acordo com o secretário da Seplande, as dificuldades serão legais (LRF) e financeiras: “O custeio terá que sofrer novos cortes. Só não serão afetados os investimentos que estiverem contemplados nas operações financeiras do BID e BNDES”.

Caberá ao governador Teotonio Vilela Filho negociar com os outros poderes (TJ, ALE, MP e TC) o congelamento do duodécimo. É briga de gente graúda.

Alguém aí acredita que desembargadores, deputados, conselheiros ou procuradores de justiça vão abrir mão de aumento no ano que vem?

COMENTÁRIOS
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  1. Joel

    Primeiro que nenhum PODER vai abrir mão dos seus “FAZ-ME RIR CORRIGIDOS “,e em segundo, falam em crise ,que crise ,se o poder EXECUTIVO REPASSA” A MAIOR” para a ALE 42 milhões nos primeiros meses do ano de 2013 e o próprio MP ACHOU NORMALÍSSIMO.Outro ponto é que em 2014 É ANO DE ELEIÇÃO,ou seja,os deputados estarão com O APETITE BEM ESTIMULADO SENDO BASTANTE DIFÍCIL MANTÊ-LOS COM FOME,coitadinhos,são tão subnutridos que dão pena.Pago para ver ………..

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