Nonô sobre dia nacional de lutas: deve ser um problema de audição
   11 de julho de 2013   │     17:15  │  0

Para o vice-governador de Alagoas o Dia Nacional de Lutas não tem nada a ver com a “voz das ruas”, movimento espontâneo que nasceu nas redes sociais e ganhou o apoio dos brasileiros em diversas manifestações realizadas no mês passado.

“O grito das ruas era simples. As pessoas protestaram por mais ação, menos roubalheira, preço justo e melhoria dos serviços públicos. Para isto não precisa de nenhum intérprete”, aponta.

José Thomaz Nonô avalia que o plebiscito, principal ponto de pauta do Dia Nacional de Lutas, não surgiu dos movimentos espontâneos: “eu não ouvi nenhum grito em defesa do plebiscito nas ruas. Ou meu ouvido é defeituoso ou tem alguém com problema de audição”, descontrai.

Sobre o Dia de Lutas, hoje, Nonô tem uma teoria: “sempre que o Lula tinha dificuldades de qualquer tipo, por muita coincidência eram realizadas operações espetaculosas da PF. Não sei se é o caso, agora, no momento em que o governo está em dificuldades surgir um movimento orquestrado, organizado, em defesa do plebiscito. Só sei que nada disso que está aí nas ruas hoje é pedido do povo”.

Para Nonô, o povo é sábio e simples: “as pessoas querem saúde melhor, educação melhor, preço mais justo e uma administração mais ética. Foi isso que ouvimos nas ruas, um movimento que não tinha organização, mas era autêntico, enquanto outras manifestações embora mais organizadas pedem legitimidade.  É o  cara engajado que sai nas ruas e desvirtua tudo”.

Sucessão

O vice-governador mantém sua posição de só discutir 2014 em 2014. E explica porque: “não estou dentro nem fora da sucessão . Apenas acho que discussão é inoportuna para o momento. O cenário de hoje não é valido para 2014. Não gosto de perder o dinheiro dos outros, imagine o meu. Tempo é dinheiro, por isso não vou perder meu tempo agora com uma questão que está fora de hora”.