Adriano Soares e o poema da despedida: Eu passarinho!
   13 de julho de 2013   │     20:19  │  0

A saída de Adriano Soares, registrei na coluna Mercado Alagoas, hoje, não causou surpresa no mundo político alagoano. Há vários meses se especulava a mudança da Educação.

Ele próprio revelou a fadiga: “Cansei da vida pública. Estou farto de defender a tantos e do silêncio pouco solidário de alguns”, disse no Facebook, mesmo espaço que usou para registrar seu alívio: “Ao sair do governo, o encontro com a minha vida. Telefonemas de muita gente, emails, mensagens aqui no Facebook. Muitas pessoas, que nem conheço pessoalmente, sendo solidárias. Foi um dia feliz. Hoje dormi até um pouco mais tarde. Sem o peso desses últimos dias”.

Ainda envolto em polêmicas e amaçado de sofrer processo da CUT, Soares parece comprar mais essa briga: “nunca me preocupei com a elite sindical alagoana. É o retrato mais acabado do anacronismo, da perda de referência dos nossos movimentos sociais. Estão aparelhados no governo federal (e ainda querem me processar por ter tido a mais absoluta verdade! A ex-presidente do SINTEAL ocupa que cargo, hoje?). Recebem recursos do imposto sindical e não prestam contas. São o braço do PT, partidarizando a política que deveria ser em defesa do trabalhador”.

Na postagem mais recente, um poema. Será um recado?

MÁRIO QUINTANA

Poeminha do Contra

Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão…
Eu passarinho!
(Prosa e Verso, 1978)

Cargo político

Em nota a assessoria do governo disse que o governador “vai consultar sua base política de apoio para apontar o substituto de Adriano Soares”.

Desde que Téo Vilela assumiu o governo, a Educação foi ocupada sempre por indicação política. No primeiro governo era do PMDB e terminou com Rogério Teófilo, em função das rusgas do governador com Luciano Barbosa. No segundo governo foi entregue ao PP, que indicou Soares.

Tadeu Lira

Na coluna, hoje, comentei que Soares foi indicado por Biu e Arthur Lira “depois que o nome de Tadeu Lira foi vetado”.

Um amigo em comum ligou para corrigir: “ele não foi vetado, até porque fez um bom trabalho na Semed e nunca deixou de ser uma opção técnica e política”.