Inadimplência recorde em Maceió: 9% não podem pagar dívidas
   13 de julho de 2013   │     16:18  │  0

Devo não nego, pago quando puder. Para uma parcela significativa da população de Maceió o dito popular continua valendo. Hoje, de cada 100 consumidores da capital alagoana, 68,8 têm dívidas, mas só 40,1% estão pagando em dia, enquanto 28,7% têm débitos em atraso.

Esses números são do Perfil do Endividamento do Consumidor de Maceió e estão dentro da média dos últimos meses.

A pesquisa mensal do Instituto Fecomércio, de julho de 2013, no entanto traz um dado preocupante. A taxa de inadimplência que era de 4,8% em junho – e já era considerada alta – subiu para 8,9% este mês, um recorde nos últimos 12 meses.

Ou seja, de cada 100 consumidores de Maceió pelo menos 9 não tem como pagar as dívidas contraídas recentemente ou não. É a turma que vai para o SPC, Serasa e que vai passar os próximos meses se escondendo de cobradores e de escritórios jurídicos.

A pesquisa com  700 consumidores na capital, sendo 45% homens e 55% mulheres, revela que “o aumento da taxa de inadimplência precisa de mais observação. Caso ele se repita na próxima pesquisa, significa que os consumidores da capital alagoana estão com dificuldades de honrar com compromissos, o que pode ser um indicador das consequências da evolução dos juros no país com intuito de controlar a inflação”.

Como o consumidor se endivida

Os cartões de crédito lideram (60,4%), seguidos dos financiamentos (22,1%), carnês de lojas (7,6%), empréstimo pessoal (7,4%), cheque especial (4,2%) e cheque pré (4,0%).

Já os tipos de despesas que mais pesaram nas dívidas dos consumidores foram: outros produtos e serviços (32,4%), alimentação (30,5%), educação (28,6%), vestuário (23,8%), aluguel residencial (16,7%), eletrodomésticos (14,7%), tratamento de saúde (14,0%), eletroeletrônicos (10,8%), seguros (10,3%), reforma residencial (7,5%), e móveis residenciais (7,0%).

O comprometimento da renda familiar (CRF) dos consumidores com pagamentos de dívidas ficou em 42,5%, acima do limite considerado prudente.

Segundo a pesquisa, o desequilíbrio financeiro continua sendo a maior causa do descontrole financeiro e, com isso, a elevação das dívidas do consumidor.

A pesquisa completa está disponível no endereço www.fecomercio-al.com.br/ifepd/