Rural, o banco do mensalão, quebra e é fechado pelo BC
   2 de agosto de 2013   │     20:53  │  1

Se em Alagoas os réus da operação Taturana agem livremente, ainda embolsando nossa grana, o mesmo destino não deve premiar os envolvidos no mensalão.

O esquema de pagamento de propinas a parlamentares no Governo Lula teve ter um desfecho no STF nas próximas semanas com a perda de mandato de deputados federais e com a prisão para vários réus.

Enquanto essas punições não são executadas, mais um símbolo do mensalão acaba de tombar. O Banco Rural, conhecido como banco do mensalão foi liquidado extrajudicialmente hoje a tarde pelo Banco Central.
A condenação se deu porque a situação do banco que era o preferido pelos políticos e empreiteiros brasileiros que gostam de uma falcatrua estava em péssima situação financeira.

Em nota, o presidente do BC, Alexandre Tombini, diz que o banco Rural – instituição que foi comandada Kátia Rabelo, condenada na Ação Penal 470, a do mensalão – diz que o motivo da liquidação é “comprometimento da sua situação econômico-financeira e falta de um plano viável para a recuperação da situação do banco”.

A notícia repercute em todo o Brasil. O texto a seguir tem trechos do site economia.uol:

“O banco esteve envolvido no escândalo do mensalão. No julgamento do caso, o STF (Supremo Tribunal Federal) chegou à conclusão de que, no início do primeiro mandato do ex-presidente Lula, houve um esquema de desvio de dinheiro público e empréstimos fictícios para a compra de votos de parlamentares em apoio ao governo federal.

Em nota, o Banco Rural informou que seus controladores foram “surpreendidos” com a decisão, que “lamentam a interrupção abrupta”, e que “estudarão as medidas cabíveis frente a esse novo contexto”.

De porte pequeno, o Banco Rural foi fundado em 1964 e atuava, principalmente, no mercado de crédito para pequenas e médias empresas. A instituição detinha, em março, 0,07% dos ativos e 0,13% dos depósitos do sistema financeiro, segundo dados do BC.

A decisão do BC atinge as demais empresas do conglomerado: o Banco Rural de Investimentos; o Banco Rural Mais; o Banco Simples e a Rural Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários.

Agora, o Banco Rural deixa de funcionar operacionalmente, seus funcionários são dispensados e os bens dos donos e ex-administradores ficam indisponíveis.

O BC nomeou Osmar Brasil de Almeida para ser o liquidante do grupo – ele tem que vender a massa de bens e aplicações do banco para ressarcir os credores.

O Banco Central afirmou, em nota, ter detectado graves violações às normas legais e sucessivos prejuízos que sujeitam os credores a risco anormal e disse que irá tomar todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades legais para garantir os direitos dos correntistas.

Clientes têm até R$ 250 mil garantidos

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) dá uma garantia individual de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ para correntistas de bancos que são liquidados. Entre os investimentos que são cobertos pelo fundo estão as aplicações em conta poupança, no CDB e nas LCI (Letras de Crédito Imobiliário), além das letras hipotecárias e as letras de câmbio.

Se um cliente compra um CDB de um banco, por exemplo, isso significa que ele está emprestando dinheiro a essa instituição. Caso a instituição não honre o pagamento ao cliente, o FGC fará esse pagamento, até o limite de R$ 250 mil.

O FGC é administrado pelos próprios bancos e tem como objetivo garantir os depósitos dos clientes em caso de quebra da instituição financeira.

COMENTÁRIOS
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  1. Aldemar

    Finalmente o banco que lavava dinheiro do PT foi decretado a falência , as coisas mudam no Brasil. Mesmo para quem dinheiro.
    Parabéns!!!

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