Estado economiza R$ 670 mil mês com expurgos de mortos da folha
   6 de agosto de 2013   │     18:14  │  0

Ante de partir para medidas mais duras– o que pode incluir a extinção de cargos e até órgãos públicos para adequar as despesas do estado aos limites da LRF – o governo estadual está tentando algumas alternativas.

A primeira delas é o expurgo de servidores mortos da folha de pagamento do AL Previdência. Os resultados são melhores do que o esperado.

O cruzamento de dados do Alagoas Previdência com o INSS, iniciado em junho deste ano, resultou no cancelamento – apenas no primeiro semestre do ano – de 225 aposentadorias e pensões.

“Ao cruzar a folha de inativos do estado com o Sistema de dados de Óbitos (Sisobi) do INSS detectamos as irregularidades, que gerou uma economia de mais de 2,5 milhões para o Estado”, diz Marcello Lourenço, presidente do AL Previdência.

A cada mês são detectados pelo menos 30 novos casos de pessoas falecidas, mas que continuavam recebendo do estado. “Somente em julho a economia foi de R$ 670 mil e a tendência é aumentar”, enfatiza o presidente do AL previdência.

Vivos muito vivos

O cruzamento de dados também tem conseguido identificar outras irregularidades. É o caso dos aposentados por invalidez que trabalham na iniciativa privada ou de servidores que tiram licença para tratamento de saúde no estado, mas continuam na ativa em empregos privados (alguns professores estariam nesta situação).

Marcello avisa que o estado vai cobrar o que foi pago a mais, com ajuda do Ministério Público Estadual. A primeira medida será administrativa. Se a família se negar, o estado poderá entrar com medida judicial: “Recomendo que em caso de óbito do servidor, a comunicação seja feita o mais rápido possível pela família”.