Usinas de Alagoas enfrentam pior crise de todos os tempos
   19 de setembro de 2013   │     18:38  │  1

Com 24 usinas, 100 mil empregos diretos e uma produção que oscila entre 24 milhões e 30 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, o setor sucroalcooleiro de Alagoas representa, grosso modo, um terço da economia de Alagoas e a sobrevivência de quase metade das cidades do estado.

Durante muitos anos esse setor que parecia gigante e imbatível, está agora na iminência de sucumbir ante a maior crise que já enfrentou em quase 500 anos de história no estado.

Pela primeira vez em mais de 6 décadas, a safra de cana-de-açúcar começa em Alagoas com mais dúvidas do que certezas.

A essa altura, apenas duas usinas iniciaram a moagem. Em igual período do ano passado mais de dez unidades já tinham iniciado a operação. É quase certo que algumas unidades ficarão sem moer.

Além da Laginha, de União dos Palmares e da Guaxuma, de Coruripe, empresas do Grupo João Lyra, pelo menos mais 6 ou 7 usinas estão em dificuldades de determinar se e quando vão começar a operar.

Os empresários do setor foram hoje a tarde ao Tribunal Regional do Trabalho e ao Palácio dos Palmares comunicar á Justiça e ao Governo do Estado as dificuldades que enfrentam: “é a maior crise de todos os tempos. E ela é maior não só pelas dificuldades financeiras que enfrentamos, mas porque não estamos no momento enxergando nenhuma saída”, alertou Pedro Robério Nogueira, presidente do Sindaçúcar-AL.

O maior problema das empresas, hoje, é o preço do etanol que está defasado em mais de 30% por conta da política do governo federal de “congelamento” artificial dos preços da gasolina.

“Em São Paulo 49 usinas já fecharam e outras 90 devem fechar nos próximos meses. Em Alagoas não sabemos quantas vão fechar. A diferença é que lá a economia depende menos do setor. Aqui se uma usina fechar, é um problema para todo o estado”, pondera o empresário Jorge Toledo.

O governador Teotonio Vilela Filho ouviu os empresários e prometeu defender o setor: “vamos procurar sensibilizar o governo federal a rever essa política que está acabando com o setor que é o núcleo duro da nossa economia”, disse.

Nova rodada

Nesta sexta os empresários terão novo encontro para relatar as dificuldades que as empresas enfrentam. A reunião, a partir das 11h, será na sede do Sindaçúcar-AL com diretores da Associação dos Plantadores de Cana do de Alagoas.

“Estamos agindo dentro do princípio da cidadania e comunicando a todo setores da sociedade as dificuldades que enfrentamos. Esperamos o melhor, mas toda sociedade precisa estar preparada para   o pior”, alerta Pedro Robério Nogueira.

Usinas de Alagoas enfrentam pior crise da história

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