Crise na ALE muda jogo entre caciques da política em Alagoas
   31 de outubro de 2013   │     0:27  │  5

A crise que afeta a Assembleia Legislativa de Alagoas – agravada agora com o pedido de afastamento da mesa diretora da Casa feito pelo Ministério Público – terá desdobramentos muito além da praça Dom Pedro II.

O pedido de afastamento da Mesa, seja ou não aceito pela Justiça, provocou um grande reboliço entre os “caciques” da política alagoana.

Saber quem ganha e quem perde não é fácil. Nessa “matemática” das GDEs e pagamentos suspeitos, a maior perda é para o Poder Legislativo em si. Se a ALE perdeu a credibilidade com as instituições, com os outros poderes, que dirá com a população.

Nesse cenário, é possível imaginar novos arranjos eleitorais que vão influenciar diretamente, num primeiro momento, todos os acertos feitos até agora. Novas composições e alianças tendem a surgir após a “intervenção”, se ela for levada a frente.

Do processo na ALE podem surgir, fortalecidos, nomes como o dos deputados JHC, que ganha cada vez mais popularidade, e Judson Cabral, que consegue fortalecer ainda mais sua imagem de político que não “suja as mãos” com a corrupção.

Do escândalo dos taturanas emergiu um quase desconhecido Rui Palmeira, eleito apenas quatro anos depois, prefeito de Maceió.

Faltando menos de um ano para as  eleições, Judson e JHC ganham musculatura eleitoral e podem até entrar na briga por uma vaga na Câmara Federal ou por espaço na chapa majoritária. Ainda mais agora, como revelou o blogueiro Ricardo Mota, que o ex-presidente Lula aconselhou o PT de Alagoas a lançar candidato próprio ao governo.

O maior partido do Brasil nunca disputou para valer uma eleição majoritária em Alagoas.  Essa história pode mudar em 2014 e a tem tudo a ver com a crise que acontece na Assembleia e com a postura dos parlamentares.

 

COMENTÁRIOS
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  1. Alari Romariz Torres

    A MESA DIRETORA AFASTADA FOI A PIOR QUE JÁ PASSOU PELO LEGISLATIVO. CHEFIADOS OFICIALMENTE PELO TOLEDO E EXTRA OFICIALMENTE PELO MARCELO VICTOR PRATICARAM TODO TIPO DE IRREGULARIDADES NESSES CINCO ANOS. GRAÇAS A DEUS, O MP E A JUSTIÇA ESTÃO APLICANDO PUNIÇÕES QUASE SEVERAS. É PRECISO QUE O POVO NÃO REELEJA MAIS POLÍTICOS DE TÃO RUIM QUALIDADE. A PUNIÇÃO MAIOR SER[A ELES PERDEREM O MANDATO, VEZ QUE O DINHEIRINHO DO LEGISLATIVO FICARÁ MENOR.. EM 2012 DIVIDIRAM COM CABOS ELEITORAIS QUASE 3 MILHÕES DE REAIS. CHEGA,,,,,

  2. José Renato da Rocha

    Fiquemos de olho nos membros da justiça e vamos torcer para que eles tomem a decisão acertada, que é afastar todos os membros da mesa diretora, para que os mesmos não afetem as investigações:subtraindo provas, intimidando possíveis testemunhas, etc. Todos sabem o que aconteceu e acontece naquela mesa diretora.
    ATENÇÃO MEMBROS DA JUSTIÇA: ESTAMOS DE OLHO NAS DECISÕES DOS SENHORES! NÃO DECEPCIONEM ESSE POVO SOFREDOR.

  3. A.S.Marques

    O Ministério Público NÃO só pediu o AFASTAMENTO DA MESA DIRETORA pediu também O AFASTAMENTO DOS DEPUTADOS DA MESA DE SEUS MANDATOS e seria bom que os meios de comunicação divulgassem quem seria os imediatos substitutos(SUPLENTES)pois essa LIMINAR SAIRÁ.

  4. Valdeck

    Todos sabemos que a Assembleia Legislativa desse Estado não tem vocação para Igreja ou templo e que os seus “inquilinos”, digo inquilinos, porque estão temporariamente e a julgar pela forma como conduzem suas ações, terão menos tempo ainda como inquilinos dessa casa, que compactua com toda sorte de locupletação espúria que levam o Estado à bancarrota econômica, política e social. Não é difícil fazer uma comparação com as atitudes de uma quadrilha quando a ação intentada não dá certo, todos desfazem o grupo, esquivam-se, culpam o outro, tentando livrar-se de seus mal feitos e ações subterrâneas. Como última tentativa, refazem alianças, racham com partidos, não em nome de ideologias, mas de tentar permanecer impune revestido do manto da imunidade parlamentar, afinal cometer ilicitudes estando acobertado e sob a hégide da lei da justiça é o que demanda em Alagoas.

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